Galaxy S26 deve chegar em fevereiro com Qi2 e nova bateria magnética
A Samsung deve apresentar a linha Galaxy S26 em 25 de fevereiro de 2026, em um novo Galaxy Unpacked. Vazamentos indicam visual refinado, suporte a carregamento sem fio Qi2 e bateria magnética dedicada.
Data, bastidores e o que já se sabe
O calendário da próxima geração de topos de linha da Samsung começa a ganhar forma muito antes do convite oficial. O informante Ice Universe, um dos vazadores mais conhecidos do mercado de celulares, afirma que o anúncio global do Galaxy S26 acontece em 25 de fevereiro. A publicação é feita nas redes sociais nesta quarta-feira, 21 de janeiro, e reacende a disputa por atenção no segmento premium.
Segundo o vazador, a apresentação ocorre em um evento Galaxy Unpacked, formato tradicional da marca para seus lançamentos mais importantes. A chegada às lojas, porém, ficaria para 11 de março, quase duas semanas depois dos holofotes do palco. Entre essas datas, a Samsung deve apostar em uma estratégia em duas etapas para quem quer garantir o aparelho antes do varejo.
O cronograma vazado aponta reservas entre 26 de fevereiro e 4 de março, seguidas pela pré-venda formal de 5 a 10 de março. Na prática, consumidores mais ansiosos podem sair na frente e receber o aparelho antes da maioria, enquanto a empresa testa a demanda e calibra estoques. Até agora, a Samsung não comenta o cronograma e mantém silêncio sobre qualquer detalhe oficial da linha.
Em paralelo ao calendário, imagens atribuídas ao Galaxy S26 Ultra começam a circular em sites e redes sociais. As fotos reforçam uma estratégia de continuidade visual, com laterais retas e cantos discretamente arredondados, mas introduzem um detalhe importante na traseira. As três câmeras principais deixam de ficar totalmente soltas no corpo do aparelho e passam a ocupar um módulo único, levemente elevado, em um desenho que lembra o Galaxy Z Fold 7.
Nesse suposto novo arranjo, o sensor de foco e uma das lentes permanecem isolados, fora do bloco principal, o que cria um contraste visual na ilha de câmeras. A mudança é discreta, mas sinaliza uma tentativa de aproximar identidades entre as linhas dobráveis e tradicionais da marca, sem repetir o mesmo conjunto traseiro a cada geração. O restante do corpo preserva a fórmula consagrada dos Galaxy S recentes.
Qi2, bateria magnética e a disputa por acessórios
Os rumores sobre o Galaxy S26 não se limitam à estética. Em dezembro, surgem as primeiras informações de que a nova linha adota o padrão Qi2 de carregamento sem fio, nova geração da tecnologia que equipa bases e carregadores por indução. O padrão promete maior eficiência, menor perda de energia e um sistema de ímãs que melhora o encaixe entre celular e acessório, reduzindo desperdício de carga.
Nesta fase mais recente de vazamentos, o site alemão WinFuture reforça a presença do Qi2 e traz uma peça concreta para essa história: imagens de uma bateria magnética criada para o Galaxy S26. O acessório aparece em fotos de divulgação com corpo compacto, cantos arredondados e porta USB-C na lateral. Na parte traseira, um círculo indica o conjunto de ímãs que gruda diretamente no celular compatível, dispensando cabos.
O design chama atenção por um detalhe prático. A bateria cobre apenas metade da traseira do smartphone e deixa o bloco de câmeras totalmente livre, o que facilita o uso durante fotos e vídeos. Segundo o WinFuture, o acessório oferece carga sem fio de até 15 W e capacidade de 5.000 mAh, número que, no papel, permite pelo menos uma recarga completa em boa parte dos celulares atuais. A peça reforça a tentativa da Samsung de criar um ecossistema próprio de acessórios magnéticos, em linha com o que a Apple faz com o MagSafe desde 2020.
A adoção do Qi2 coloca a Samsung em uma posição estratégica em um momento de padronização no setor. Fabricantes de carregadores, power banks e suportes veiculares tendem a priorizar produtos compatíveis com o novo padrão, que promete funcionar com diferentes marcas sem adaptações complexas. Consumidores ganham mais opções de acessórios certificados e, em tese, menos dor de cabeça na hora de trocar de aparelho.
Concorrentes diretas da linha Galaxy S, como os iPhones e flagships de marcas chinesas, devem responder com suas próprias soluções magnéticas ou intensificar o suporte ao Qi2 ao longo de 2026. A disputa não se trava apenas em processadores e câmeras, mas também no conforto de carregar o aparelho com o mínimo de atrito. Nesse cenário, uma bateria magnética oficial, com 5.000 mAh e 15 W, vira peça-chave de marketing e de experiência diária.
O que esperar do lançamento e dos próximos movimentos
A confirmação das datas do Galaxy S26 redefine o calendário do mercado de celulares no primeiro trimestre de 2026. Fabricantes rivais ajustam seus anúncios e campanhas para não dividir a atenção em torno do fim de fevereiro, período em que a Samsung tradicionalmente domina as manchetes com a linha S. O intervalo entre 25 de fevereiro e 11 de março se torna janela crítica para quem disputa o topo do segmento premium.
Consumidores que planejam a troca de aparelho encontram um cenário de maior pressão por diferenciais claros. O novo módulo de câmeras, o design alinhado ao Galaxy Z Fold 7 e o pacote Qi2 com bateria magnética sugerem um foco em refinamento, não em revolução. O impacto real aparece no uso cotidiano: menos preocupação com cabos, mais segurança ao encaixar o celular no carregador e maior integração com acessórios de terceiros.
O lançamento da linha deve abrir caminho para outros anúncios da empresa ao longo do ano, incluindo a próxima geração de dobráveis, como um futuro Galaxy Z Fold 8. A estratégia de criar uma linguagem visual mais coesa entre as famílias de aparelhos indica uma aposta em reconhecimento imediato de marca nas vitrines físicas e digitais. Ao mesmo tempo, a adoção do Qi2 pressiona o restante da indústria a acelerar a migração para o novo padrão.
Enquanto a Samsung não confirma datas, preços e ficha técnica completa, a conversa sobre o Galaxy S26 segue dominada por vazadores, imagens não oficiais e especulações. A cada novo detalhe revelado, cresce a expectativa sobre o quanto a empresa está disposta a arriscar em design, bateria e inteligência artificial para manter a liderança no topo de linha. A resposta definitiva chega quando o palco do Unpacked se acende, mas a disputa por atenção já começou muito antes do primeiro slide.
