Fluminense faz oferta de US$ 4 mi por Alexis Cuello ao San Lorenzo
O Fluminense abre negociação para contratar o atacante argentino Alexis Cuello, do San Lorenzo, e apresenta proposta formal de US$ 4 milhões nesta quinta-feira (12). O clube carioca mira o jogador após frustrar as tentativas por Hulk e Denis Bouanga e tenta agora destravar o acordo com os argentinos.
Negociação avança, mas esbarra na divisão de direitos
Alexis Cuello, 24, comemora um gol pelo San Lorenzo enquanto sua imagem começa a circular com força em grupos de torcedores tricolores. O jogador entra no radar do Fluminense como alternativa para reforçar o setor ofensivo em 2026, ano de calendário cheio, com Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e competições continentais no horizonte.
O clube das Laranjeiras apresenta uma oferta de US$ 4 milhões, cerca de R$ 20,7 milhões na cotação atual, para adquirir 100% dos direitos econômicos do atacante. A proposta chega oficialmente à diretoria do San Lorenzo, que detém 60% do passe, e abre a primeira rodada de conversas formais entre as partes.
Dirigentes do clube argentino tratam o valor como insuficiente e deixam claro que esperam uma elevação da proposta. O empecilho não está apenas na cifra, mas também na composição da operação. Os outros 40% dos direitos pertencem ao Almagro, da segunda divisão argentina, que precisa concordar com os termos para que o negócio avance.
Fontes próximas à negociação descrevem o cenário como “uma disputa de porcentagens”. Cada clube tenta proteger sua fatia, enquanto o Fluminense busca uma estrutura que permita o controle total do atleta. A possibilidade de um repasse escalonado, com bônus por metas esportivas, entra na mesa como alternativa para aproximar as partes.
Plano B após fracassos com Hulk e Bouanga
A ofensiva por Cuello ocorre depois de duas frustrações em sequência. O Fluminense tenta, sem sucesso, contratar Hulk, que decide permanecer vinculado ao cenário brasileiro em outras bases, e Denis Bouanga, atacante gabonês que atua no futebol internacional e não chega a um acordo financeiro com o clube carioca. As conversas se arrastam, os números não fecham e a diretoria vira a chave.
O departamento de futebol passa a mapear nomes mais jovens e com potencial de revenda. Cuello surge como alvo prioritário dentro desse perfil: atacante de lado, boa finalização, espaço para evolução e custo considerado mais compatível com a realidade tricolor. A proposta de US$ 4 milhões representa um investimento pesado para os padrões recentes do clube, mas é vista internamente como oportunidade de mercado.
Dirigentes ouvidos sob condição de anonimato afirmam que o clube está disposto a ajustar o formato do negócio. “A ideia é melhorar a proposta nas próximas horas e tentar fechar”, diz uma fonte envolvida nas tratativas. O objetivo é apresentar uma nova oferta ainda nesta semana, com pequenos acréscimos financeiros e cláusulas de desempenho para convencer San Lorenzo e Almagro.
O histórico recente do Fluminense no mercado influencia a negociação. Depois de temporadas em que prioriza manutenção de elenco e contratações pontuais, o clube adota postura mais agressiva para o ataque em 2026. A saída ou queda de rendimento de peças ofensivas aumenta a pressão por um nome capaz de competir por posição e oferecer características diferentes das atuais opções do elenco.
Impacto no elenco e sinalização ao mercado
A possível chegada de Alexis Cuello muda o desenho do ataque tricolor. Um jogador com velocidade e presença diária na área permite variações táticas, seja aberto pelos lados, seja como segundo atacante mais perto do centroavante. Em um calendário que pode ultrapassar 60 jogos na temporada, o aumento de opções se torna quase uma exigência.
A negociação também funciona como recado ao mercado sul-americano. Ao buscar um jovem destaque do futebol argentino, o Fluminense mostra disposição de disputar jogadores com clubes europeus de médio porte, que tradicionalmente levam esse tipo de talento. O investimento na casa de R$ 20 milhões sinaliza uma tentativa de reposicionar o clube na vitrine do continente.
San Lorenzo e Almagro tentam aproveitar esse contexto. Sabem que a janela internacional ainda oferece alternativas e que uma boa temporada de Cuello pode multiplicar o valor de venda. A diretoria argentina trabalha com a perspectiva de que o atacante possa, em um cenário ideal, render cifras superiores em eventual negociação futura para a Europa.
Para o Fluminense, o risco está justamente nesse cálculo de tempo. Esperar demais pode abrir espaço para concorrentes e inflacionar o preço. Avançar rápido significa assumir um desembolso alto agora, com a expectativa de retorno em campo e, no médio prazo, em eventual revenda. Torcedores se dividem entre a empolgação com um reforço promissor e a preocupação com o impacto financeiro.
Próximos passos e incertezas da negociação
A diretoria tricolor prepara um novo movimento nas próximas horas, com ajustes na proposta e tentativa de costurar um acordo triplo que agrade San Lorenzo, Almagro e o próprio jogador. A ideia é obter, no mínimo, um sinal verde informal antes do fim de semana, para depois avançar em detalhes contratuais, tempo de vínculo e forma de pagamento.
O estafe de Alexis Cuello acompanha à distância e vê com bons olhos a possibilidade de atuar no Brasil, em um clube com calendário cheio e exposição constante. A perspectiva de disputar títulos nacionais e continentais pesa a favor do Fluminense, mas o desfecho ainda depende da matemática entre clubes e da capacidade tricolor de elevar a oferta sem comprometer o planejamento financeiro da temporada.
A negociação abre uma janela de expectativa no Rio de Janeiro e em Buenos Aires. O Fluminense tenta transformar frustrações recentes em um acerto estratégico, enquanto San Lorenzo e Almagro medem até onde podem empurrar o valor. A resposta à pergunta que move os três lados — quanto vale hoje o futuro de Alexis Cuello — deve definir o ritmo do ataque tricolor em 2026.
