Flamengo vira lanterna do Carioca 2026 e entra em rota de rebaixamento
O Flamengo chega a 19 de janeiro de 2026 na lanterna do Campeonato Carioca, com apenas 1 ponto em três jogos. Com time sub-20 em campo, o clube entra em luta direta contra o rebaixamento e vive pressão rara no Estadual.
Urubu no fundo da tabela
O cenário é incomum para um dos protagonistas históricos do futebol carioca. O time rubro-negro fecha a rodada na última posição do Grupo B e também da classificação geral, somando só um empate e duas derrotas. A fotografia da tabela, neste momento, coloca o Flamengo como principal candidato à queda para a segunda divisão do Campeonato Carioca de 2027.
O clube decide enfrentar o início do Estadual com a equipe sub-20, enquanto preserva o elenco principal para a temporada nacional. A estratégia, adotada desde a primeira rodada, cobra preço alto. A cada tropeço, a margem de erro diminui e o risco esportivo, financeiro e político cresce. O próximo compromisso, contra o Vasco, ganha contornos de decisão antecipada ainda em janeiro.
Estratégia em xeque e impacto no clube
O uso exclusivo do time sub-20, que em outros anos funciona como laboratório, agora expõe o Flamengo a um cenário limite. Em três jogos, o Urubu soma apenas 1 ponto de 9 possíveis, um aproveitamento de cerca de 11%. Números tão baixos destoam da rotina recente do clube no Estadual, em que títulos e campanhas sólidas se tornam padrão na última década.
Dirigentes defendem, nos bastidores, a ideia de preservação da equipe principal e de foco nas competições de maior retorno econômico, como Brasileirão e Libertadores. A conta, porém, pode sair cara. Um eventual rebaixamento no Carioca atinge a imagem do clube, reduz exposição, afeta negociação de patrocínios e mexe com o humor de um torcedor acostumado a disputar troféus, não permanências. A pressão também recai sobre o departamento de futebol de base, que passa a ser cobrado por resultados imediatos em um ambiente pensado para formação.
Histórico, bastidores e pressão crescente
Rebaixamento em campeonato estadual é episódio raro na história do Flamengo. A simples presença do clube na zona de risco já acende alerta interno e externo. A comparação com temporadas anteriores, em que o time principal decide o Carioca, reforça a sensação de anomalia em 2026. Em vez de brigar pela ponta, o Urubu vê a calculadora entrar em campo para projetar pontos necessários à salvação.
Nos corredores da Gávea, o debate gira em torno do limite dessa aposta. Até quando insistir com o sub-20? Qual é o momento de acionar o elenco profissional? Essas perguntas atravessam conselhos, grupos políticos e redes sociais, onde torcedores cobram respostas mais firmes. “Não dá para tratar rebaixamento como dano colateral”, resume um conselheiro ouvido em reserva, defendendo correção de rota antes que a crise ganhe proporções irreversíveis.
Vasco, clássico e virada de chave
O próximo jogo contra o Vasco, ainda pela primeira fase do Carioca, surge como divisor de águas para os dois lados. Para o Flamengo, é chance de frear a queda e somar pontos que aliviem a tabela. Para o adversário, representa oportunidade de afundar um rival em crise logo no início da temporada, com impacto direto no ânimo da torcida e no ambiente de vestiário.
Um resultado negativo no clássico empurra o Urubu para uma sequência de decisões prematuras, em que cada rodada passa a valer a permanência na elite estadual. Uma reação, mesmo com jovens em campo, recoloca a estratégia sob outra luz e dá fôlego à diretoria. A temporada mal começa, mas o Flamengo já se vê diante de uma escolha central: insistir no plano traçado ou antecipar o ingresso dos principais jogadores para evitar que a lanterna de janeiro vire marca de um fracasso histórico em 2026.
