Flamengo tem 22,5% de risco de ir ao quadrangular do rebaixamento
O Flamengo chega a 20 de janeiro de 2026 com 22,5% de chances de cair no quadrangular do rebaixamento do Carioca. O cenário ameaça o calendário da temporada e expõe o clube a um risco esportivo inédito no Rio.
Pressão antecipada em janeiro
O percentual ainda coloca o time mais perto de escapar do quadrangular, mas muda o clima no clube em um momento que costuma ser de testes. O Carioca, principal competição estadual do Rio, passa a pesar mais do que o planejado em uma temporada que inclui disputas nacionais e, possivelmente, internacionais.
O quadrangular do rebaixamento funciona como um mini-torneio extra, com jogos adicionais em datas já apertadas. Para um elenco que deve dividir atenções entre Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e competições continentais, a perspectiva de mais partidas em sequência representa risco direto de desgaste físico e queda de rendimento.
A chance de 22,5% nasce da combinação de resultados da fase atual do estadual até a definição da tabela, em 20 de janeiro. Em campo, cada rodada passa a ter peso de decisão para evitar a zona perigosa, que leva quatro clubes a lutar pela permanência na primeira divisão do Rio.
Dirigentes admitem, em conversas internas, preocupação com o cenário. A avaliação é que entrar no quadrangular mudaria a dinâmica do ano logo no começo. “O planejamento é sempre brigar por título, não por sobrevivência”, resume um integrante da cúpula rubro-negra, em condição de anonimato.
Calendário, desgaste e risco esportivo
A eventual ida ao quadrangular do rebaixamento teria efeito imediato no calendário do Flamengo. O clube passaria a disputar mais jogos entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, período em que costuma acelerar a preparação física e ajustar o time titular para os torneios mais longos.
Com partidas extras, a comissão técnica teria menos margem para treinos táticos e recuperação. A sobrecarga aumenta a chance de lesões musculares em atletas que, em muitos casos, já atravessam temporadas com mais de 60 jogos por ano. A cada 72 horas em campo, cai a capacidade de manter intensidade alta e pressão na bola, marcas recentes do estilo rubro-negro.
No plano esportivo, o risco é claro. Um desempenho ruim no quadrangular pode resultar em rebaixamento, algo inédito para o clube que acumula títulos estaduais e costuma dominar o cenário carioca. A simples possibilidade de cair de divisão mexe com a autoestima da torcida e com a confiança do elenco.
O impacto financeiro também entra na conta. A perda de status esportivo tende a reduzir interesse de patrocinadores e valor de futuras renovações. Um Flamengo ameaçado de rebaixamento no estadual teria mais dificuldade para negociar cotas comerciais e ações de marketing. A arrecadação em bilheteria pode encolher se o torcedor passa a encarar os jogos locais com desconfiança em vez de entusiasmo.
Analistas de mercado lembram que a imagem de um clube de ponta se ancora em resultados consistentes. Uma campanha que termine com luta contra a queda no Rio enfraquece o discurso de potência esportiva global construído na última década. Em cenários extremos, o efeito respinga na venda de jogadores e na capacidade de atrair reforços de peso.
O que está em jogo até 20 de janeiro
Os próximos dias no Campeonato Carioca definem se o Flamengo transforma a ameaça em realidade ou se afasta de vez do quadrangular do rebaixamento. Cada ponto até 20 de janeiro altera as probabilidades e pode aliviar ou ampliar a pressão sobre elenco e comissão técnica.
A direção esportiva trabalha com dois planos paralelos: um calendário em caso de classificação tranquila à fase principal e outro, mais apertado, se o time cair no mini-torneio. Em um dos cenários, a equipe chega ao Campeonato Brasileiro com carga de jogos sob controle; no outro, inicia a maratona nacional já com sinais de desgaste.
Dentro do vestiário, o discurso é de reação rápida para afastar o risco antes que ele cresça. Jogadores experientes lembram que o clube atravessa momentos de instabilidade sem perder o protagonismo, mas reconhecem que o contexto atual exige atenção imediata. “Não podemos normalizar a possibilidade de rebaixamento. O Flamengo precisa se impor desde o estadual”, afirma um atleta, em reserva.
O quadrangular do rebaixamento, que parecia uma hipótese distante quando a temporada começa, entra de vez no horizonte rubro-negro com esses 22,5% de probabilidade. As próximas rodadas dirão se o clube converte o alerta em reação em campo ou se abre o ano lidando com um fantasma inédito em sua história. A resposta virá em poucos dias, mas os efeitos podem atravessar toda a temporada de 2026.
