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Flamengo envia oferta de € 40 mi ao West Ham por Lucas Paquetá

O Flamengo formaliza neste 20 de janeiro de 2026 uma proposta de 40 milhões de euros ao West Ham para contratar Lucas Paquetá. O meia pressiona pela saída e já acerta bases de um vínculo de quatro anos com o clube rubro-negro.

Negociação ganha corpo entre Rio e Londres

As conversas entre Flamengo e West Ham se arrastam há semanas, mas entram em outra etapa com a chegada da oferta oficial. O valor de cerca de 40 milhões de euros, algo em torno de R$ 240 milhões na cotação atual, fica abaixo dos 45 milhões de euros (R$ 283,5 milhões) indicados pelos ingleses no início das tratativas. Ainda assim, o cenário muda a favor dos cariocas porque Paquetá deixa clara a vontade de voltar ao clube que o revelou.

O diretor de futebol José Boto conduz as reuniões recentes e abre caminho para o passo decisivo. Com o retorno do presidente Luiz Eduardo Baptista ao Brasil, após férias na Europa, o departamento de futebol recebe o aval político que faltava. A proposta chega oficialmente ao West Ham e coloca o clube londrino diante de uma escolha entre maximizar o ganho financeiro ou ceder ao desejo do jogador.

Entre Flamengo e Paquetá, a negociação está encaminhada. O acordo prevê contrato de quatro anos, com salário compatível com o topo da folha rubro-negra e bônus atrelados a metas esportivas. O acerto pessoal, fechado antes mesmo da oferta formal, funciona como alavanca para pressionar o West Ham a abrir mão do meio-campista por um valor abaixo do inicialmente pedido.

A informação sobre a oficialização da proposta é revelada primeiro pelo jornalista Pablo Rua e rapidamente circula entre conselheiros, dirigentes e torcedores. Nas redes sociais, a movimentação ganha força com declarações recentes de Vinícius Júnior, que já havia inflamado o debate ao falar sobre a possibilidade de ver o amigo de volta ao Flamengo. A frase do atacante do Real Madrid é tratada por muitos rubro-negros como uma espécie de “cravada” antecipada.

O que está em jogo para Flamengo e West Ham

A eventual contratação de Paquetá mexe diretamente na configuração do meio-campo do Flamengo para 2026. O clube mira um setor mais criativo e versátil para encarar o calendário de competições nacionais e internacionais, com Estadual, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores no horizonte imediato. A chegada de um jogador com experiência de Premier League e seleção brasileira projeta um salto técnico e simbólico.

Paquetá sai do Ninho do Urubu em 2019, vendido ao Milan, e desde então constrói carreira europeia com passagens por Lyon e West Ham. No clube londrino, vira titular, ganha protagonismo ofensivo e participa de campanhas marcantes em competições continentais. O retorno ao Flamengo, em plena idade produtiva, representa um movimento raro no mercado: um atleta de alto nível internacional disposto a voltar ao país em operação milionária custeada por um clube brasileiro.

Para o West Ham, a negociação oferece uma saída financeiramente vantajosa diante da pressão do jogador. O valor de 40 milhões de euros não chega ao patamar sonhado pela diretoria londrina, mas ainda garante receita robusta para um elenco que precisa de ajustes e se equilibra entre ambição esportiva e compromisso com regras financeiras do futebol inglês. Sem a vontade declarada de Paquetá, dificilmente os Hammers aceitariam discutir cifras nessa faixa.

O movimento do Flamengo também envia recado ao mercado interno. Ao se dispor a investir R$ 240 milhões em um único jogador, o clube reafirma o peso do próprio orçamento e pressiona rivais diretos em disputas nacionais. A eventual chegada de Paquetá, somada a outros reforços que serão apresentados à torcida no Maracanã, consolida a estratégia rubro-negra de montar um elenco longo e estrelado para suportar um calendário pesado.

Do ponto de vista esportivo, o encaixe de Paquetá projeta um meio-campo mais dinâmico, com capacidade de flutuar entre funções de armador e meia-atacante. A presença de um jogador que chega da Inglaterra, acostumado a alta intensidade e exigência tática, tende a elevar o nível competitivo interno no elenco. Ao mesmo tempo, cria debates sobre espaço para jovens da base e sobre o equilíbrio financeiro de um grupo já caro.

Próximos passos e expectativa da torcida

O envio da proposta coloca o West Ham no centro da decisão. O clube inglês analisa não apenas o valor fixo, mas também a forma de pagamento, eventuais bônus por desempenho e cláusulas futuras de revenda. Uma eventual contraproposta pode levar o negócio para a casa dos 45 milhões de euros, patamar que os ingleses citam desde o início das conversas.

No Flamengo, a cúpula do futebol trabalha com a ideia de desfecho rápido, a ponto de sonhar com apresentação de Paquetá ainda em janeiro, caso o acordo se concretize. A agenda de eventos no Maracanã, que já prevê a apresentação de reforços à torcida, é vista como oportunidade perfeita para transformar uma negociação complexa em ato público de afirmação de poder esportivo e financeiro.

A torcida acompanha cada movimentação em tempo real, de olho nas atualizações em canais oficiais e em bastidores compartilhados em aplicativos de mensagens. A possibilidade de ver um ídolo revelado no clube voltar em um dos momentos mais ambiciosos da história recente do Flamengo alimenta a expectativa. O clima no Ninho do Urubu mistura confiança, cautela e a consciência de que, até o West Ham responder, o negócio ainda pode mudar de rumo.

O desfecho da novela Paquetá vai além de um simples reforço. A resposta dos ingleses indicará até que ponto clubes brasileiros conseguem hoje competir com a Europa por jogadores em plena ascensão. Enquanto a diretoria rubro-negra aguarda o sinal verde de Londres, a pergunta que ecoa entre dirigentes e torcedores é direta: o Flamengo conseguirá transformar uma vontade recíproca em um dos maiores retornos da história recente do futebol brasileiro?

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