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Esportes

Flamengo denuncia vandalismo após Vasco x Boca e prejuízo supera R$ 300 mil no Rio

Vandalismo no Maracanã causa danos e mobiliza reparos emergenciais antes de jogo importante.

Flamengo denuncia vandalismo após Vasco x Boca e prejuízo supera R$ 300 mil no Rio

O Estádio do Maracanã amanheceu em clima de corrida contra o tempo depois de registrar, na noite de terça-feira (20/10), uma onda de depredações após a semifinal entre Vasco da Gama SAF e Boca Juniors pela Copa CONMEBOL Sul-Americana, com cadeiras, banheiros, bares, rampas de acesso e sinalização destruídos e uma força-tarefa mobilizada para deixar tudo pronto antes de Flamengo x Estudiantes.

O Boca venceu o jogo por 3 a 1 e eliminou o Vasco, que jogava em casa. Minutos depois do apito final, imagens internas do estádio mostravam setores inteiros com centenas de assentos arrancados ou quebrados, além de estruturas de um dos principais estádios de futebol do Brasil severamente danificadas.

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O que aconteceu no Maracanã após o jogo Vasco x Boca Juniors?

Após a partida de terça-feira, torcedores promoveram atos de vandalismo em vários pontos do Maracanã, gerando uma lista de danos que vai de cadeiras destruídas a banheiros e rampas avariados. As cenas foram registradas pelo consórcio que administra o estádio e circularam em redes sociais ao longo da quarta-feira (21/10).

Segundo a Fla-Flu Serviços, empresa responsável pela operação do estádio municipal, foram constatados “expressivos danos ao patrimônio do estádio” logo após o apito final. As áreas mais atingidas foram setores de arquibancada, banheiros, bares, bebedouros e estruturas de apoio usadas no fluxo de entrada e saída do público.

A destruição ocorreu às vésperas de outro evento de grande porte no mesmo estádio: a semifinal da Copa CONMEBOL Libertadores entre Flamengo e Estudiantes, marcada para quinta-feira (22/10), com mais de 70 mil ingressos esgotados. O cenário obrigou a gestão a entrar em regime de mutirão ainda na madrugada.

Quais danos foram causados no Maracanã após o vandalismo?

Os danos atingem praticamente todo o interior do estádio por dentro, comprometendo conforto e segurança. De acordo com a Fla-Flu Serviços, além das “centenas de cadeiras contabilizadas até o momento”, foram vandalizados bebedouros, vasos sanitários, torneiras, saboneteiras e corrimãos de acesso, entre outros itens.

As imagens mostram setores de arquibancada de um estádio nacional com assentos arrancados, banheiros com louças quebradas e pontos de alimentação depredados. Rampas e sinalização, fundamentais para a evacuação e circulação segura de grandes públicos, também aparecem danificadas.

A empresa informou que a contabilização dos danos segue em curso para fechar o número total de itens afetados e o valor final do prejuízo financeiro, mas já admite que o impacto é “expressivo”. O estrago recai sobre um dos estádios do Brasil mais usados em partidas de grande porte, exigindo substituição rápida de peças e reforço estrutural em pontos críticos.

Como Flamengo e o consórcio reagiram à depredação do Maracanã?

O Flamengo, que usa o Maracanã como casa e volta a campo no estádio na quinta-feira, recebeu na manhã de quarta-feira um relatório da administração com o mapeamento inicial dos estragos e reagiu em nota dura. O clube classificou os episódios como “atos de vandalismo praticados por uma parcela dos torcedores presentes, que demonstrou absoluto desprezo pelo patrimônio de um dos estádios mais emblemáticos do futebol mundial”.

Na mesma comunicação, o clube informou ter sido avisado de que o consórcio “não está medindo esforços na difícil missão de reparar os danos e restabelecer as condições necessárias para receber os mais de 70 mil torcedores que esgotaram os ingressos para Flamengo x Estudiantes”. O texto destaca que equipes de manutenção “viraram a noite trabalhando intensamente” para recuperar o estádio municipal a tempo.

Em sua própria nota oficial, a Fla-Flu Serviços confirmou a gravidade do cenário: “Foram constatados expressivos danos ao patrimônio do estádio. As fotos que estão circulando na imprensa e redes sociais, infelizmente, são verídicas e representam os danos causados no estádio”.

A empresa afirmou ainda que, “desde a constatação dos danos, a Fla-Flu Serviços mobilizou uma força-tarefa e vem trabalhando intensamente para realizar os reparos necessários no menor prazo possível”, com o objetivo de garantir o Maracanã em “plenas condições” para receber o público na semifinal entre Flamengo e Estudiantes.

Entenda o contexto

O jogo entre Vasco da Gama SAF e Boca Juniors, válido pela semifinal da Copa CONMEBOL Sul-Americana, colocava lado a lado duas torcidas de enorme apelo no continente em um estádio de futebol que é cartão-postal do Rio de Janeiro. O Vasco chegava em vantagem após vitória por 1 a 0 fora de casa e precisava apenas de um empate para avançar, mas acabou derrotado por 3 a 1.

A frustração com o resultado, segundo a gestão do estádio, acabou se transformando, em parte do público, em vandalismo contra cadeiras, banheiros e estruturas de circulação. O episódio expõe a vulnerabilidade de um estádio por dentro em partidas de alta tensão e reacende o debate sobre responsabilidade de clubes, gestores e torcedores na preservação de arenas esportivas.

Os próximos passos incluem a conclusão da perícia interna para mensurar o prejuízo, a possibilidade de medidas judiciais e administrativas para tentar responsabilizar envolvidos e o provável reforço em protocolos de segurança, revista e monitoramento por câmeras em jogos de grande apelo, seja em estádios ingleses, brasileiros ou em qualquer grande estádio de futebol desenho imaginado como referência de civilidade.