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Everson cobra Atlético após novo vacilo e mantém meta de hepta mineiro

O goleiro Everson lamenta, na noite deste sábado (7), o empate do Atlético-MG com o Athletic pelo Campeonato Mineiro e admite novos vacilos da equipe. O resultado em Belo Horizonte custa a liderança do Grupo A e mantém o Galo sob pressão na reta final da primeira fase. Mesmo assim, o camisa 22 reafirma a meta de levar o clube ao sétimo título estadual consecutivo.

Empate em casa expõe falhas repetidas

No vestiário, o clima após o 1 a 1 é de cobrança. Everson descreve uma conversa dura com o elenco, logo depois do apito final, numa tentativa de estancar a sequência de tropeços. O Atlético chega a 11 pontos, perde a chance de assumir a liderança isolada e vê a URT se manter à frente do grupo pelo critério de vitórias, 3 a 2.

O roteiro da noite não é novidade para o torcedor. A equipe faz um primeiro tempo consistente, sai em vantagem, mas volta desligada do intervalo e permite a reação do Athletic. O goleiro admite que o filme se repete em relação ao duelo contra o Betim, quando o Galo também abriu o placar, cedeu o empate e deixou escapar outros dois pontos importantes.

“Foi cobrado pelo treinador e por mim no vestiário para que a gente pudesse voltar para um segundo tempo melhor. Como contra o Betim, fizemos um bom primeiro tempo e, por vacilo, tomamos o gol e perdemos dois pontos. Juntando os pontos que perdemos nesses jogos, estaríamos com 15 e já classificados”, afirma Everson, em tom de frustração.

As contas do goleiro escancaram a oportunidade desperdiçada. Se tivesse vencido Betim e Athletic, o Atlético somaria 15 pontos, já estaria garantido no mata-mata e poderia administrar melhor o desgaste em meio ao calendário que agora inclui também o Campeonato Brasileiro.

Pressão por resultado e disputa por hegemonia

Pentacampeão mineiro, Everson fala com a autoridade de quem atravessa uma era dominante do clube no estadual. O Atlético é o atual hexacampeão e entra em campo em 2026 com a missão declarada de erguer o hepta. Cada ponto perdido, porém, torna a caminhada mais sinuosa e aumenta o peso de jogos que, em outros anos, pareciam protocolar.

O empate contra o Athletic alimenta críticas ao desempenho recente. A equipe coleciona atuações irregulares, sofre defensivamente e não consegue traduzir o domínio inicial em vantagem segura no placar. A poucos dias do início da agenda cheia no Brasileiro, a oscilação acende um alerta no departamento de futebol e na comissão técnica.

Questionado se a queda de concentração no Mineiro tem relação com o foco antecipado no campeonato nacional, Everson rejeita a ideia de que o time escolhe competição. “Todo profissional quer vencer. Sabemos da responsabilidade e que o nacional é mais expressivo que o estadual. Mas somos os atuais hexacampeões e brigamos para conquistar o sétimo título. No vestiário, o pensamento é esse”, diz o goleiro.

O discurso encontra eco em outras vozes do elenco. Nas últimas semanas, jogadores como Renan Lodi reclamam publicamente da arbitragem e sugerem que decisões em campo atrapalham o caminho rumo ao hepta. Ao mesmo tempo, a diretoria corre atrás de reforços para um sistema defensivo fragilizado em 2026, enquanto o técnico tenta ajustar a equipe em meio à pressão por resultados imediatos.

A combinação de tropeços, desconfiança externa e cobranças internas cria um ambiente de tensão controlada na Cidade do Galo. Não há crise aberta, mas a margem de erro diminui, e qualquer deslize pode transformar uma fase instável em problema maior, sobretudo se a classificação no Mineiro escapar por detalhes.

Contas apertadas e calendário cheio

O cenário na tabela é claro. Com 11 pontos, o Atlético ocupa a segunda posição do Grupo A e precisa vencer o Itabirito na última rodada, fora de casa, para seguir na briga direta pela liderança. Além disso, depende de um tropeço da URT, que também tem 11 pontos e se mantém à frente graças a uma vitória a mais, 3 contra 2.

Se não conseguir superar o rival no grupo, o Galo ainda terá uma segunda chance para avançar como melhor segundo colocado. Nesse caso, passa a torcer contra o Tombense, que soma os mesmos 11 pontos e três vitórias e também disputa vaga no mata-mata. O regulamento estreita a passagem: qualquer empate desnecessário pode custar a presença entre os semifinalistas.

Enquanto faz contas no estadual, o clube precisa dividir a atenção com o Brasileiro. Na quarta-feira (11), o Atlético volta a campo para enfrentar o Remo, na Arena MRV, em duelo que marca o início de uma maratona nacional. A comissão técnica terá de equilibrar escalações, evitar desgaste físico e, ao mesmo tempo, impedir que o Mineiro se transforme em campo de testes permanente.

A reação passa por algo que Everson cobra abertamente: concentração em 90 minutos inteiros, não apenas em bons recortes de jogo. O goleiro sabe que, num campeonato de tiro curto como o estadual, vacilos sucessivos cobram preço alto. A dúvida que fica, após o empate com o Athletic, é se o Atlético conseguirá corrigir os erros a tempo de preservar a hegemonia em Minas enquanto se lança, de vez, na disputa nacional.

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