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Esportes

Djokovic precisa vencer Masters de Paris para buscar vaga no ATP Finals, diz ex-tenista

Greg Rusedski vê caminho difícil para o sérvio de 39 anos na disputa por uma vaga em Turim, mas alerta que o histórico do campeão não permite descartá-lo.

Djokovic precisa vencer Masters de Paris para buscar vaga no ATP Finals, diz ex-tenista

Novak Djokovic enfrenta uma semana decisiva para suas pretensões de disputar o ATP Finals de 2026. Aos 39 anos, o sérvio chega ao Masters 1000 de Paris precisando recuperar posições na corrida que define os participantes do torneio de encerramento da temporada. Para o ex-tenista britânico Greg Rusedski, somente a conquista do título na capital francesa seria um resultado suficientemente forte para manter Djokovic na disputa pela classificação.

A avaliação foi apresentada por Rusedski no podcast Off Court with Greg Rusedski e divulgada pelo portal Tennis365 nesta segunda-feira (2). O ex-número 4 do mundo destacou que o sérvio enfrenta uma chave complicada, com possíveis confrontos contra adversários diretamente envolvidos na corrida para Turim. Apesar das dificuldades, o comentarista afirmou que não seria prudente descartar um jogador com o histórico de conquistas de Djokovic.

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O Masters de Paris acontece entre 2 e 8 de novembro e representa a última oportunidade de Djokovic somar pontos em um torneio dessa categoria antes do ATP Finals, previsto para 15 a 22 de novembro, na Itália. O sérvio chegou à competição fora da zona de classificação e precisa de uma campanha expressiva para tentar assegurar sua presença entre os participantes.

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Greg Rusedski afirma que Djokovic precisa conquistar o título em Paris

Durante a análise sobre a reta final da temporada, Greg Rusedski afirmou que o desempenho de Djokovic no Masters de Paris será determinante para suas possibilidades de disputar o ATP Finals.

O ex-tenista explicou que não acredita que o sérvio tenha interesse em viajar para Turim apenas como reserva, situação que ocorre quando um jogador fica disponível para substituir algum participante que precise abandonar a competição.

“Ele não vai como reserva. Eu ficaria muito surpreso se Novak fizesse isso. Mas, como eu disse em nosso podcast anterior, tudo vai se resumir a Paris”, afirmou Rusedski, em tradução livre.

O britânico também destacou que a campanha necessária para recuperar posições não será simples.

Na avaliação dele, Djokovic precisa conquistar o torneio para depender menos dos resultados dos adversários.

“Para mim, Djokovic precisa ganhar o título. Mas toda vez que dizemos que ele não consegue fazer alguma coisa, geralmente ele consegue. Então, não o subestimem.”

A declaração representa uma avaliação esportiva de Rusedski, não uma exigência matemática definitiva do regulamento.

Dependendo dos resultados dos concorrentes, Djokovic ainda pode manter possibilidades de classificação com uma campanha inferior ao título.

Djokovic chegou a Paris atrás dos rivais na corrida para Turim

A situação do sérvio ficou mais complicada depois dos resultados registrados nas últimas semanas do circuito.

Antes do início do Masters de Paris, Djokovic ocupava a 11ª posição na corrida para o ATP Finals, com aproximadamente 2.900 pontos.

O espanhol Rafael Jódar aparecia à frente, com 3.194 pontos, enquanto o australiano Alex de Minaur somava 3.170.

A diferença de 294 pontos entre Djokovic e Jódar demonstrava a necessidade de uma campanha expressiva na capital francesa.

O cenário também considera a ausência de Jannik Sinner, que encerrou antecipadamente sua temporada devido a uma lesão no joelho.

Com a desistência do italiano, a disputa por uma das vagas disponíveis ganhou uma configuração diferente, permitindo que o nono colocado na corrida também tenha possibilidade de disputar o torneio.

Mesmo assim, a classificação não depende exclusivamente dos resultados de Djokovic.

O desempenho de Jódar, De Minaur e outros concorrentes pode alterar as combinações necessárias para garantir a vaga.

Chave de Paris reserva adversários difíceis para o sérvio

Além da diferença na pontuação, Djokovic enfrenta uma sequência potencialmente exigente no Masters de Paris.

O primeiro adversário previsto para o sérvio é Valentin Vacherot, de Mônaco, que conquistou o ATP 500 de Basileia.

Caso avance, Djokovic poderá enfrentar o italiano Luciano Darderi na segunda rodada.

Na terceira fase, existe a possibilidade de um confronto direto com Alex de Minaur, um dos adversários na corrida para o ATP Finals.

Se continuar avançando, o sérvio poderá cruzar com Alexander Zverev nas quartas de final.

Rusedski destacou justamente essa concentração de possíveis adversários de alto nível como um obstáculo adicional.

“O problema para Novak é que Paris costuma ser historicamente um pouco mais rápida do que a maioria das outras superfícies, e ele está em uma chave brutal”, avaliou o britânico.

A condição das quadras também entrou na análise. O torneio é disputado em piso duro coberto, ambiente que pode favorecer jogadores com saques fortes e golpes agressivos.

Djokovic possui experiência nesse tipo de superfície, mas precisará superar adversários que também apresentam bom desempenho em quadras rápidas.

Disputa entre De Minaur e Jódar pode definir última vaga

Na avaliação de Greg Rusedski, a principal disputa pela vaga restante no ATP Finals envolve Alex de Minaur e Rafael Jódar.

Os dois chegaram ao Masters de Paris em posições próximas na corrida da temporada.

O australiano busca manter a regularidade apresentada durante o ano, enquanto o espanhol tenta consolidar sua presença entre os melhores tenistas da temporada.

Djokovic aparece como um concorrente capaz de modificar essa disputa caso avance nas rodadas decisivas.

“Ainda acho que Novak tem uma chance, mas provavelmente tudo vai se resumir a De Minaur e Jódar, que devem disputar a última vaga”, afirmou Rusedski.

A diferença de pontos entre os jogadores significa que cada vitória pode modificar o cenário de classificação.

Uma eliminação precoce de um dos concorrentes poderá favorecer os demais, enquanto campanhas longas podem tornar a disputa ainda mais apertada.

A classificação definitiva dependerá da pontuação acumulada ao fim dos torneios considerados pela ATP.

Djokovic tem histórico de conquistas no Masters de Paris

Apesar das dificuldades apontadas por Rusedski, Djokovic possui uma trajetória de sucesso na competição francesa.

O sérvio conquistou seis títulos do Masters de Paris nas edições de 2009, 2013, 2014, 2015, 2019 e 2021.

Ao longo da carreira, o tenista também construiu um histórico de recuperação em partidas decisivas, frequentemente superando adversários em situações de desvantagem.

Esse desempenho é um dos motivos pelos quais Rusedski considera arriscado descartar sua participação na disputa.

A experiência acumulada pelo sérvio pode ser importante diante da pressão por resultados, principalmente em um torneio que reúne adversários do alto escalão do circuito.

Entretanto, o histórico de títulos não garante que Djokovic repetirá o desempenho de temporadas anteriores.

Aos 39 anos, o tenista também precisa administrar o desgaste físico e o intervalo de recuperação entre partidas.

Como funciona a classificação para o ATP Finals?

O ATP Finals reúne oito tenistas classificados de acordo com os critérios da Associação de Tenistas Profissionais.

A competição considera principalmente os pontos obtidos pelos jogadores durante a temporada, com regras específicas para classificação e participação.

O torneio também prevê reservas que podem ser acionados em caso de desistência ou impossibilidade de continuidade de algum participante.

Diferentemente dos torneios tradicionais do circuito, o ATP Finals começa com uma fase de grupos.

Os oito jogadores são divididos em duas chaves de quatro participantes, que se enfrentam dentro de seus respectivos grupos.

Os dois melhores de cada grupo avançam às semifinais, e os vencedores disputam o título.

A competição será realizada em Turim, na Itália, entre 15 e 22 de novembro.

Para Djokovic, a classificação representaria mais uma participação no torneio que reúne os principais nomes da temporada.

Próximos passos

O Masters de Paris segue até domingo (8), quando será realizada a final de simples.

A campanha de Novak Djokovic determinará sua pontuação na corrida para Turim e poderá alterar a disputa com Alex de Minaur, Rafael Jódar e outros concorrentes.

O sérvio precisa avançar nas rodadas para continuar acumulando pontos e reduzir a diferença em relação aos adversários.

Na avaliação de Greg Rusedski, a conquista do título seria o caminho mais convincente para manter as possibilidades de classificação.

Entretanto, o cenário matemático depende também dos resultados dos demais jogadores e poderá sofrer mudanças ao longo da semana.

A definição dos participantes do ATP Finals acontecerá conforme o encerramento das competições e a atualização oficial da corrida da temporada.