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Correa destaca paciência do Botafogo em empate na Libertadores

O atacante Joaquín Correa valoriza a paciência do Botafogo no empate por 1 a 1 com o Barcelona-EQU, nesta terça-feira (4), em Guayaquil. O resultado deixa o time carioca a uma vitória simples, no Nilton Santos, da vaga na fase de grupos da Libertadores.

Empate com erro no gol e reação controlada

O jogo no Monumental de Guayaquil expõe dois rostos do Botafogo. No primeiro tempo, a equipe sofre com desatenções defensivas e vê o Barcelona-EQU abrir o placar em lance com falha do goleiro Léo Linck. O gol, ainda antes do intervalo, coloca a classificação em risco e muda o clima da noite equatoriana.

No vestiário, a urgência pela reação não vira desespero. Correa conta que o time decide insistir no plano traçado ao longo da semana, mesmo em desvantagem. “Seguimos fazendo o nosso plano de jogo e o que trabalhamos na semana. Fomos pacientes e seguimos fazendo as mesmas coisas após o intervalo, com muita vontade de virar o jogo”, diz o argentino, em entrevista à rádio equatoriana “KCH Radio”.

O discurso se reflete em campo. O Botafogo volta mais organizado, ocupa o campo ofensivo e transforma a posse de bola em pressão. As chances aparecem, o gol de empate sai e muda o roteiro da eliminatória. O 1 a 1, antes visto como prejuízo possível, ganha contorno de bom negócio pela forma como se constrói: sob controle emocional, sem abrir mão da proposta de jogo.

Paciência como arma e vantagem para o jogo de volta

Correa entra no segundo tempo e participa da reação. A presença do atacante amplia as opções ofensivas e prende a defesa equatoriana. O argentino deixa o estádio satisfeito com o desempenho coletivo. “Fico feliz com o que fizemos aqui. Agora temos 90 minutos em casa que vamos tentar aproveitar”, afirma, ao lembrar que a decisão em solo brasileiro passa a ser, na prática, uma final em jogo único.

O empate fora de casa, em fase preliminar de Libertadores, costuma ter valor especial. Em um confronto decidido em 180 minutos, segurar o adversário como visitante e trazer a definição para um estádio como o Nilton Santos pesa. O regulamento é direto: quem vencer na próxima semana, no Rio, avança à fase de grupos. Novo empate leva a disputa para os pênaltis, sem vantagem por gol fora.

O contexto recente do Botafogo torna o resultado ainda mais relevante. O clube volta a buscar protagonismo continental após anos de ausências e campanhas irregulares. Uma classificação à fase de grupos, em 2026, significa calendário cheio, aumento de receitas com bilheteria, premiação em dólar e maior exposição internacional. Dentro de campo, consolida o projeto esportivo de um elenco que tenta se firmar entre os protagonistas da América do Sul.

A postura mostrada em Guayaquil, com reação após erro decisivo de Léo Linck, também fala sobre o ambiente interno. A falha do goleiro poderia abalar a equipe, mas a resposta é coletiva. O time protege o jovem arqueiro, não se desmonta e mantém a estrutura tática. A paciência destacada por Correa é, no fundo, um retrato da maturidade que o torcedor espera ver em jogos eliminatórios.

Nilton Santos vira palco de decisão e teste de maturidade

A conta para o torcedor é simples. Na próxima semana, no Nilton Santos, uma vitória por qualquer placar garante o Botafogo na fase de grupos. Não há necessidade de construir goleada nem administrar saldo. Basta repetir, em casa, a consistência do segundo tempo visto no Equador. Se o placar voltar a ser de igualdade, a vaga será decidida nos pênaltis, em cenário de alta pressão para jogadores e comissão técnica.

O jogo no Rio tende a reunir casa cheia, clima de decisão e expectativa alta. O empate em Guayaquil alimenta o otimismo, mas não permite relaxamento. O Barcelona-EQU chega fortalecido por ter sido competitivo diante de sua torcida e sabe que um gol fora pode mudar o nervosismo da noite. Do lado alvinegro, a missão é transformar a paciência elogiada por Correa em intensidade desde o apito inicial, sem repetir as brechas defensivas do primeiro tempo no Equador.

Os 90 minutos finais, como define o próprio atacante, podem marcar um divisor de águas para a temporada botafoguense. Uma classificação à fase de grupos consolida a confiança construída nesta terça-feira e abre espaço para voos mais altos. Uma eliminação precoce, após trazer um empate de Guayaquil, reacenderia dúvidas e cobranças. A resposta, como o argentino sugere, passa por manter o plano, jogar com cabeça fria e usar o Nilton Santos como aliado na busca pela vaga.

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