Corinthians perde André e Bidon por lesão e muda meio-campo
O Corinthians confirma, nesta quinta-feira (12), lesão ligamentar no tornozelo esquerdo de André Luiz e estiramento na coxa direita de Breno Bidon. Os dois viram desfalques imediatos e obrigam Dorival Júnior a redesenhar o meio-campo às vésperas de uma sequência decisiva da temporada.
Corinthians vai a campo remendado na Neo Química Arena
O anúncio oficial sai poucas horas antes da bola rolar na Neo Química Arena, pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Red Bull Bragantino. O departamento médico informa a lesão ligamentar de André no tornozelo esquerdo e o estiramento de Bidon no músculo posterior da coxa direita, sem previsão pública de retorno. Na prática, Dorival perde de uma vez dois jovens que seguram a intensidade do setor mais sensível do time.
O cenário acende o alerta no clube. Em outubro de 2025, André sofre lesão idêntica no tornozelo direito e passa cerca de um mês afastado, perdendo cinco partidas seguidas. A lembrança desse período faz a diretoria trabalhar com a possibilidade de uma ausência semelhante agora. Se o prazo se repetir, o volante de 19 anos corre risco real de não estar em campo em uma eventual final do Campeonato Paulista, marcada para 8 de março.
Dorival mexe na estrutura do meio e altera dinâmica ofensiva
Sem André e Bidon, Dorival reconfigura o meio-campo para enfrentar o Bragantino. Raniele assume o papel de proteção à zaga, enquanto André Carrillo, Matheus Pereira e Rodrigo Garro ocupam as demais faixas do setor. Yuri Alberto e Memphis Depay formam a dupla de ataque, encarregada de transformar um meio remodelado em chances claras de gol.
A mudança não é apenas de nomes. André oferece saída de bola rápida, boa leitura de coberturas e chegada à área. Bidon acrescenta mobilidade, passe vertical e pressão constante na marcação. Sem os dois, o Corinthians tende a ter um meio-campo mais experiente, mas menos explosivo. Raniele dá segurança defensiva, Carrillo ajuda na construção pelos lados e Garro centraliza a criação, enquanto Matheus Pereira tenta costurar a ligação entre setores.
Os ajustes atingem também o planejamento de minutagem do elenco. A ideia inicial da comissão técnica é usar a maratona de jogos do Brasileiro para rodar o grupo, preservar atletas mais experientes e dar sequência aos jovens. A dupla de lesões encurta opções e obriga Dorival a acelerar o uso de alternativas que, em tese, entrariam de forma gradual.
Lesões pressionam elenco curto e planejamento para mata-mata
A confirmação dos problemas físicos de André e Bidon chega em um momento em que o Corinthians tenta se afastar da zona de rebaixamento e mirar a parte alta da tabela. A primeira vitória no Brasileirão, conquistada contra o próprio Bragantino com pênalti defendido por Hugo Souza, dá fôlego esportivo e político. A perda de dois meio-campistas formados na base, porém, volta a expor o limite do elenco em jogos de alta exigência.
O clube evita falar em prazo, mas internamente trabalha com o histórico recente. Em 2025, a lesão semelhante de André exige cerca de 30 dias de recuperação e condicionamento físico até o retorno. Estiramentos de posterior de coxa, como o de Bidon, variam de duas a quatro semanas, dependendo do grau. Cada semana perdida agora pesa na preparação para os jogos de mata-mata do Paulista e para a sequência do Brasileiro, que não oferece folgas no calendário.
Kaio César, também com lesão no músculo posterior da coxa direita, amplia a lista de baixas no setor ofensivo. A combinação de um meio-campo remendado com menos opções de ataque obriga Dorival a ser mais conservador na gestão de esforço de titulares como Memphis e Yuri Alberto. Qualquer novo problema físico pode comprometer não só o desempenho imediato, mas o planejamento de toda a primeira metade da temporada.
Recuperação, janela e sequência definem cenário para Dorival
No curto prazo, o Corinthians se concentra em tratar os atletas e impedir que os problemas se tornem crônicos. A comissão médica monta rotina de fisioterapia diária com foco em reduzir dor, inflamação e risco de recidiva. A comissão técnica acompanha de perto, porque cada dia fora de campo representa também perda de ritmo competitivo para jogadores ainda em desenvolvimento.
A diretoria observa o impacto das lesões também em outro front: o mercado. Dependendo da evolução clínica de André e Bidon nas próximas semanas, o clube pode ser pressionado a buscar reforços pontuais na próxima janela para não sobrecarregar o elenco em reta decisiva de competições. Até lá, Dorival se vê diante de um desafio que vai além do desenho tático. Precisa manter o Corinthians competitivo enquanto dois dos volantes mais promissores do elenco se recuperam, sem saber ao certo se terá o grupo completo quando chegarem os jogos que podem definir a temporada.
