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Com gol de Flaco López, Palmeiras vence Corinthians e encosta na liderança

O Palmeiras vence o Corinthians por 1 a 0, neste domingo (8), na Neo Química Arena, pela sétima rodada do Campeonato Paulista. Com gol de Flaco López, o time de Abel Ferreira chega a 15 pontos e se mantém na vice-liderança, a um do Novorizontino.

Vitória fora de casa consolida protagonismo no Estadual

O resultado em Itaquera vale mais do que três pontos na tabela. O Palmeiras soma 15, assume de vez o papel de principal perseguidor do líder Novorizontino, com 16, e reafirma a rotina de controle nos clássicos paulistas. Em uma noite de tensão permanente nas arquibancadas, o time alviverde administra o jogo, aproveita a chance mais clara com Flaco López e volta para casa com um troféu simbólico e um recado esportivo claro.

O gol sai em um confronto amarrado, típico de fase classificatória, mas tratado como decisão por jogadores e comissão técnica. Flaco López, em alta desde 2025, encontra espaço na área corintiana e define o placar mínimo. O atacante, artilheiro do time na temporada passada com 25 gols, chega a sete participações diretas em gol em 2026, com quatro bolas na rede e três assistências em oito jogos. A eficiência transforma o argentino no jogador mais influente do setor ofensivo neste início de ano.

Abel Ferreira, que se isola na quinta posição entre os treinadores com mais vitórias pelo clube no Paulistão, agora soma 52 triunfos na competição. O número traduz continuidade de trabalho e regularidade em um torneio em que muitos rivais ainda tateiam por identidade. A vitória em Itaquera reforça uma ideia construída nos últimos anos: o Palmeiras trata o Estadual como laboratório, mas não abre mão de competir em alto nível nos grandes jogos.

Domínio em clássicos e marca histórica em decisões

O Derby deste domingo carrega um peso extra. Desde 2024, a Federação Paulista coloca em disputa troféus específicos em cada clássico da fase de grupos, e o Palmeiras se torna o primeiro clube a erguer os três disponíveis. O time já havia conquistado o Troféu Clássico da Saudade diante do Santos em 2024, 2025 e 2026 e o Troféu Choque-Rei contra o São Paulo em 2026. Agora abate o Corinthians e leva o Troféu Derby em 2026, completando a coleção.

A série ajuda a explicar a sensação de hegemonia regional. Em jogos valendo taça, desde torneios amistosos até finais oficiais, Palmeiras e Corinthians somam 36 confrontos. A vantagem é larga: 23 conquistas alviverdes, 10 títulos do rival e três empates, dois deles nas Taças Derby de 2024 e 2025. Os números sustentam a narrativa de um time mais acostumado a decidir, inclusive contra o adversário mais tradicional.

No recorte geral dos clássicos paulistas, a distância também aparece. O Palmeiras soma 419 vitórias diante dos três principais rivais estaduais. O Corinthians tem 410, o São Paulo, 380, e o Santos, 336. A principal vítima alviverde é o Santos, com 155 derrotas em 356 partidas. O Corinthians aparece logo atrás, com 140 reveses em 397 jogos, seguido pelo São Paulo, com 123 em 363 confrontos.

O retrospecto completo do Maior Campeão do Brasil contra Corinthians, São Paulo e Santos registra 1.117 partidas, 419 vitórias, 334 empates e 364 derrotas, com 1.619 gols marcados e 1.451 sofridos. A vitória deste domingo encaixa-se nessa linha de longa duração e amplia a percepção de que o clube atravessa um ciclo de estabilidade pouco comum no futebol brasileiro recente.

Na meta, Carlos Miguel sustenta a vantagem no clássico e reforça um início de trajetória quase perfeito. O goleiro deixa o gramado sem ser vazado em 11 dos 19 jogos pelo Palmeiras, um índice de 57,8% com “baliza zerada”. Entre os 18 goleiros que defendem o clube neste século, ninguém se aproxima dessa marca: Weverton tem 48%, Marcelo Lomba, 40%. Em média de gols sofridos por partida, Carlos Miguel registra 0,73, com 14 gols em 19 jogos, e divide a liderança com o próprio Weverton.

Regularidade no Paulistão e o recado para o restante da temporada

A vitória em Itaquera dialoga com uma sequência impressionante na primeira fase do Paulistão. Desde abril de 2021, o Palmeiras perde apenas três vezes em 58 jogos de fase classificatória, com 39 vitórias e 16 empates. Os únicos tropeços recentes aparecem contra o Novorizontino, em 2025 e 2026, e diante do Botafogo-SP, também em 2026. O padrão é de time que quase sempre entrega o mínimo esperado e, com frequência, vai além.

No recorte mais amplo, a partir da primeira rodada de 2022, o clube disputa 71 partidas pelo Estadual e é derrotado em apenas sete. Quatro desses resultados negativos acontecem em jogos de ida de finais, contra São Paulo em 2022, Água Santa em 2023, Santos em 2024 e Corinthians em 2025. Os outros três reveses são os já citados confrontos com Novorizontino e Botafogo-SP nas fases de grupos. O saldo é de 47 vitórias, 17 empates, 111 gols marcados e só 42 sofridos.

Os dados se refletem na forma como o elenco encara o dia a dia. Jogadores e comissão técnica tratam o clássico não como fim em si, mas como etapa de um processo maior. A vantagem frente aos rivais diretos na pontuação e na consistência em decisões fortalece o vestiário e reduz a margem de dúvida sobre o caminho traçado para o resto da temporada. O resultado em Itaquera, nesse contexto, funciona como confirmação, não como surpresa.

Para a concorrência, o recado é incômodo. O Corinthians vê o Palmeiras abrir nova vantagem em confrontos de mata-mata e em decisões simbólicas. O São Paulo enxerga um rival que amplia a coleção de troféus paralelos. O Santos observa um adversário que o supera em frequência de vitórias nos clássicos. Em todos os cenários, o Derby deste domingo reforça o papel do Palmeiras como time a ser batido no futebol paulista em 2026.

A reta final da fase classificatória ainda promete ajustes e tensão. O Palmeiras segue a um ponto do Novorizontino e ainda tem margem para rodar elenco, testar variações e administrar desgastes. Flaco López, em fase artilheira, tende a virar alvo natural de sondagens de outros mercados, enquanto Abel Ferreira ganha mais um argumento em defesa de seu projeto de longo prazo no clube. O próximo capítulo da campanha vai mostrar se o desempenho em clássicos se converte, mais uma vez, em taça no fim de abril.

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