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Colisão frontal na BR-381 parte carro ao meio e mata três em MG

Três pessoas morrem e uma fica gravemente ferida em uma colisão frontal entre um carro de passeio e uma carreta na manhã desta sexta-feira (20/2), na BR-381, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O impacto parte o veículo menor ao meio, espalha destroços pela rodovia e empurra a carreta para um matagal às margens da pista.

Manhã de tragédia em trecho já conhecido pela violência no trânsito

A batida acontece por volta da manhã, no quilômetro 437 da BR-381, no sentido Belo Horizonte. Imagens registradas no local mostram o carro completamente destruído, com partes da lataria e componentes internos espalhados pelos dois sentidos da via. A carreta deixa o asfalto e só para no matagal que acompanha a rodovia, evidenciando a força do choque.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da concessionária Nova 381 chegam rapidamente ao trecho, que fica em Santa Luzia, na Grande BH. Os agentes constatam a morte imediata de três ocupantes do carro. Uma quarta vítima é retirada em estado grave e levada para atendimento médico de urgência. As identidades e idades dos envolvidos ainda não são divulgadas até o momento do fechamento desta edição.

O cenário é de guerra, segundo descrevem profissionais que atuam no resgate. Partes do carro se misturam a pedaços de vidro, metal retorcido e objetos pessoais. As marcas de frenagem são quase inexistentes, o que reforça para os investigadores a hipótese de que pelo menos um dos veículos trafega em alta velocidade no momento da colisão.

A PRF confirma que se trata de uma colisão frontal, mas evita apontar culpados. “As causas do acidente ainda estão em apuração. Somente a perícia técnica poderá indicar o que ocorreu antes da batida”, informa a corporação, em nota. A Polícia Civil também envia peritos ao local para coletar dados e medir a extensão dos danos.

Impacto imediato no trânsito e alerta sobre a segurança na BR-381

O acidente provoca congestionamento nos dois sentidos da BR-381, em plena manhã de sexta-feira, dia útil e ainda com reflexos do feriado de Carnaval. A concessionária Nova 381, responsável pelo trecho, confirma a formação de longas filas, mas não divulga a extensão exata do engarrafamento. Motoristas reduzem a velocidade, alguns param no acostamento e tentam registrar imagens, o que dificulta ainda mais o fluxo.

A PRF precisa montar um esquema de pare e siga para liberar parcialmente o tráfego enquanto equipes retiram destroços e organizam a remoção dos veículos. O carro, partido ao meio, exige trabalho cuidadoso para não comprometer a perícia. A carreta, deslocada para o matagal, também passa por avaliação estrutural antes de ser movimentada. Em meio ao bloqueio, ambulâncias, caminhões e ônibus aguardam a liberação, o que impacta deslocamentos entre cidades da Região Metropolitana.

A BR-381, que liga Belo Horizonte ao Vale do Aço e ao Espírito Santo, acumula histórico de colisões frontais, especialmente em trechos de pista simples, curvas fechadas e tráfego intenso de caminhões. Moradores da região e motoristas costumam se referir à estrada como “rodovia da morte”. A combinação de fluxo pesado, pressa e desrespeito aos limites de velocidade torna cada ultrapassagem arriscada.

Especialistas em segurança viária lembram que colisões frontais estão entre os tipos de acidente com maior índice de mortes instantâneas. Quando um carro de passeio se choca diretamente com uma carreta, a diferença de peso e altura reduz drasticamente a chance de sobrevivência. A cena desta sexta-feira ilustra, de forma brutal, essa desigualdade.

Investigações, responsabilidades e o que pode mudar na rodovia

A partir das imagens e dos depoimentos, a Polícia Civil tenta reconstruir a trajetória dos veículos minutos antes do choque. Peritos analisam se há indícios de ultrapassagem irregular, distração ao volante, falha mecânica ou sinalização insuficiente no ponto exato da batida. A hipótese de excesso de velocidade não é descartada. A investigação também verifica se há câmeras de monitoramento nas proximidades, inclusive da concessionária, que possam registrar o momento do impacto.

Os laudos periciais devem ficar prontos nas próximas semanas e serão decisivos para definir eventuais responsabilizações criminais e cíveis. Caso se comprove imprudência ou negligência de algum condutor, o Ministério Público pode denunciar o responsável por homicídio culposo no trânsito, previsto no Código de Trânsito Brasileiro. As famílias das vítimas podem recorrer à Justiça para pedir indenizações por danos morais e materiais.

O acidente reaquece o debate sobre as condições da BR-381 e o ritmo das obras de duplicação e melhorias no traçado. Trechos ainda em pista simples seguem como gargalos de segurança. Entidades ligadas ao transporte rodoviário defendem reforço na fiscalização de velocidade, ampliação de radares e campanhas permanentes de educação para o trânsito, especialmente em corredores com grande circulação de cargas pesadas.

Moradores de Santa Luzia e de cidades vizinhas cobram respostas rápidas. Cada novo acidente grave alimenta a sensação de vulnerabilidade diária entre quem depende da rodovia para trabalhar, estudar ou acessar serviços em Belo Horizonte. A lembrança de tragédias anteriores se mistura à imagem do carro partido ao meio nesta sexta-feira, num retrato doloroso do custo humano de cada erro na direção.

Enquanto a apuração avança, a pergunta que fica é se o choque desta manhã será apenas mais um registro nas estatísticas da BR-381 ou se servirá de ponto de virada para ações mais firmes de prevenção. A resposta depende de decisões técnicas e políticas, mas também da disposição de motoristas, empresas e autoridades em tratar cada quilômetro da rodovia como um espaço onde qualquer deslize pode ser fatal.

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