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Ciclone-bomba provoca tempestade histórica de neve e ventos nos EUA

Um ciclone-bomba provoca desde domingo (22) uma tempestade histórica nos Estados Unidos, com neve recorde e ventos de intensidade semelhante à de furacões. Cidades inteiras reduzem atividades, aeroportos enfrentam atrasos em série e milhões de moradores recebem alertas de risco severo à segurança.

Neve recorde, ventos extremos e cidades em compasso de espera

A rápida intensificação do sistema transforma um episódio de inverno em um evento extremo. Em poucas horas, áreas urbanas e rurais registram forte queda de temperatura, visibilidade quase nula e rajadas que superam facilmente os 120 km/h em alguns pontos da costa. Em vários estados, meteorologistas descrevem a situação como uma combinação de nevasca clássica com ventos típicos de tempestades tropicais.

Desde a noite de domingo, prefeituras decretam situação de emergência, reforçam equipes de limpeza de neve e pedem que moradores permaneçam em casa. Serviços de energia relatam milhares de interrupções, à medida que árvores cedem ao peso da neve e à força do vento, derrubando fios e postes. Rodovias interestaduais acumulam quilômetros de congestionamento, com caminhões parados e veículos abandonados em acostamentos após rodarem sobre o asfalto congelado.

Infraestrutura pressionada e efeito cascata na rotina do país

Companhias aéreas cancelam e adiam voos em aeroportos estratégicos, o que espalha o caos para rotas em todo o país. Grandes hubs registram centenas de partidas suspensas em menos de 24 horas, e a projeção é de novos cancelamentos até a normalização dos ventos e da visibilidade. Passageiros passam a noite em terminais lotados, enquanto empresas tentam reorganizar escalas de tripulação e realocar aeronaves.

Redes de ensino anunciam fechamento de escolas por pelo menos dois dias, com possibilidade de estender a suspensão se a tempestade se mantiver além das próximas 48 horas. Comerciantes reduzem horário de funcionamento e priorizam entregas emergenciais, sobretudo de medicamentos, alimentos e combustíveis para geradores. Empresas de logística relatam dificuldades para manter a cadeia de abastecimento em funcionamento, especialmente em rotas que cruzam regiões montanhosas, onde o acúmulo de neve supera facilmente os 50 centímetros em um único dia.

Autoridades em alerta, risco à população e debate climático

Autoridades locais e nacionais monitoram em tempo real a evolução do ciclone-bomba. Governadores convocam coletivas e pedem que a população respeite orientações básicas. “O risco não está apenas na neve, mas nos ventos e no frio intenso que podem ser fatais em poucos minutos para quem fica exposto”, afirma um porta-voz de um dos serviços estaduais de emergência. Em algumas cidades, sirenes e alertas por celular lembram moradores de manter estoques mínimos de água e alimentos e de evitar qualquer deslocamento desnecessário.

Corpos de bombeiros e equipes médicas relatam aumento de chamados ligados a acidentes em estradas, intoxicação por monóxido de carbono em casas com geradores mal instalados e emergências médicas em regiões isoladas. A combinação de pistas escorregadias, placas de gelo e rajadas cruzadas torna o trabalho de resgate lento e arriscado. Moradores mais vulneráveis, como idosos e pessoas em situação de rua, dependem de abrigos temporários e de redes de apoio comunitário para enfrentar as temperaturas negativas e quedas de energia prolongadas.

Eventos extremos mais frequentes e incertezas para os próximos dias

Meteorologistas ressaltam que ciclones-bomba não são inéditos no inverno norte-americano, mas destacam a intensidade e a frequência de episódios severos na última década. O fenômeno, que ocorre quando a pressão atmosférica cai de forma muito rápida em menos de 24 horas, está no centro de um debate mais amplo sobre mudanças climáticas e o aumento de eventos extremos. Pesquisadores lembram que, embora um único episódio não prove tendências de longo prazo, a sucessão de tempestades intensas preocupa.

Modelos de previsão indicam que a tempestade mantém força pelo menos até as próximas 48 horas, com possibilidade de novas ondas de neve pesada e rajadas acima de 100 km/h em diferentes estados. Autoridades avaliam estender medidas de emergência, enquanto companhias aéreas, redes de ensino e grandes empresas ajustam planos de contingência diariamente. A dúvida agora é até que ponto a infraestrutura do país suporta mais um teste de resistência climática e como a sociedade vai se adaptar a um inverno em que a linha entre o normal e o extremo parece ficar cada vez mais tênue.

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