Celulares de 512 GB ganham força em promoções no Mercado Livre
Três celulares com 512 GB de armazenamento entram em promoção em 2026 e miram perfis distintos de usuários no Brasil. As ofertas, concentradas no Mercado Livre, apostam em quem já lotou 128 GB e 256 GB com vídeos, jogos e arquivos offline.
Armazenamento vira critério central na escolha do celular
O avanço do consumo de vídeo, jogos pesados e conteúdo salvo para uso sem internet transforma a capacidade de armazenamento em fator decisivo de compra. Quem grava em 4K, baixa jogos acima de 15 GB, guarda anos de conversas no WhatsApp e prefere manter músicas, séries, mapas e fotos em alta qualidade no aparelho vê 128 GB ficarem apertados e 256 GB começarem a incomodar.
Nesse cenário, versões com 512 GB deixam de ser luxo e viram escolha prática para quem não quer perder tempo apagando arquivos toda semana. Plataformas de e-commerce, em especial o Mercado Livre, passam a usar esse volume de espaço como chamariz de oferta, com destaque para três modelos de 2026: Moto G86, POCO X7 e POCO X7 Pro, todos com foco em públicos bem definidos.
Moto G86 aposta em robustez e equilíbrio
O Moto G86 mantém a cara tradicional da linha da Motorola, mas o visual conhecido esconde um pacote de proteção pouco comum na faixa intermediária. A traseira em polímero de silicone passa sensação mais sofisticada na mão, e as certificações IP68 e IP69, somadas a padrão militar e vidro Gorilla Glass 7i, posicionam o aparelho como opção para quem tem rotina agitada, enfrenta chuva, respingos, quedas de baixa altura e mudanças bruscas de ambiente.
A tela P-OLED de 120 Hz, agora com resolução 1,5K e brilho bem mais alto que a geração anterior, coloca o G86 em um patamar acima do típico celular de custo-benefício. A leitura sob sol forte melhora, vídeos e redes sociais ganham nitidez e fluidez, e a proposta de ser aparelho “para usar sem medo” encontra apoio na experiência visual diária. Nas câmeras, o conjunto lembra o Moto G85, mas o avanço de software entrega imagens com mais contraste e saturação, em linha com o gosto de parte do público, e selfies noturnas mais equilibradas do que se espera nessa faixa de preço.
O processador Dimensity 7300 garante agilidade na navegação, nos aplicativos e na multitarefa, e a bateria segura um dia inteiro de uso intenso, com carregador de 33 W que atende bem à rotina. Em jogos pesados, o G86 ainda esbarra em limitações de otimização e não se torna a escolha natural de quem vive em títulos competitivos, mas se mantém confortável para games casuais e intermediários. Com 512 GB, o modelo mira quem quer robustez física, boa tela e espaço de sobra, mesmo sem desempenho extremo em games.
POCO X7 mira consumo de mídia com tela forte e bateria confiável
O POCO X7 segue outro caminho e fala diretamente com quem usa o celular como principal tela para séries, redes sociais e vídeos curtos. O design divide opiniões, com acabamento em plástico que parece mais simples do que o preço sugere, mas a Xiaomi compensa na durabilidade: o aparelho inaugura a proteção IP68 na linha POCO, traz vidro Gorilla Glass Victus 2 e sai da caixa com película aplicada, combinação que reduz o risco de trincas e arranhões no dia a dia.
A tela AMOLED de 120 Hz, também com resolução 1,5K e suporte a HDR, incluindo Dolby Vision e HDR10+, coloca o X7 em posição confortável para quem assina serviços de streaming e passa horas no YouTube ou TikTok. Pretos profundos, brilho forte e cores intensas melhoram a experiência em ambientes escuros e ao ar livre. Nas câmeras, o conjunto se comporta como um intermediário competente, com sensor principal capaz de boas fotos, ainda que por vezes com contraste exagerado, e vídeos em 4K a 30 quadros por segundo, com estabilização óptica que reduz tremores.
O chip Dimensity 7300 Ultra mantém o sistema estável e dá fôlego para a versão de 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, que permite manter muitos apps abertos, instalar jogos grandes e guardar arquivos pesados sem preocupação imediata com espaço. Jogos exigentes não são o ponto forte do X7, que fica atrás de modelos mais voltados para desempenho bruto, mas a bateria, agora mais eficiente, entrega um dia inteiro de uso intenso e ainda sobra carga. O carregamento de 45 W acelera a volta à tomada e reforça a ideia de celular confiável para a rotina conectada.
POCO X7 Pro leva desempenho e autonomia ao limite
O POCO X7 Pro surge como o mais ambicioso do trio, mirando quem quer sensação de velocidade constante e autonomia prolongada, mesmo com uso pesado. O acabamento em plástico, que marca dedos com facilidade na versão preta, pode decepcionar à primeira vista, mas a versão verde fosca e o uso de capinhas amenizam o incômodo. No outro prato da balança, o X7 Pro repete o pacote de proteção avançada: certificação IP68, vidro Gorilla Glass 7i e película aplicada de fábrica reforçam o apelo de durabilidade.
A tela AMOLED 1,5K de 120 Hz, com bordas finas e brilho muito alto, se aproxima da experiência de modelos premium em consumo de vídeo, leitura e redes sociais. Nas câmeras, o aparelho aposta em cores mais saturadas, com fotos “prontas para rede social” logo após o clique. A principal se sai bem mesmo em cenários mais escuros, enquanto a ultra-angular entrega resultados mais modestos e as selfies perdem qualidade quando a luz cai, um equilíbrio típico de intermediários avançados.
O processador Dimensity 8400 Ultra dá ao sistema resposta imediata em praticamente todas as tarefas, da edição rápida de vídeo à alternância entre vários aplicativos pesados. A bateria de 6.000 mAh, com tecnologia de silício-carbono, coloca o X7 Pro entre os destaques do mercado em autonomia para 2026, permitindo jornadas longas de uso intenso, jogos, câmera e streaming sem ansiedade. O carregador de 90 W, incluído na caixa, leva o aparelho dos primeiros pontos de carga até 100% em poucos minutos, compensando a ausência de recarga sem fio e reforçando o foco em quem passa o dia longe de tomada.
Impacto no mercado e na rotina digital
A oferta desses três celulares com 512 GB em promoção no Mercado Livre ajuda a consolidar um novo patamar de armazenamento no segmento intermediário. Há poucos anos, 64 GB apareciam como padrão em modelos de entrada, enquanto 128 GB bastavam para boa parte do público. Hoje, com vídeos ocupando dezenas de gigabytes, jogos ultrapassando 20 GB e aplicativos de mensagens guardando anos de fotos e documentos, o salto para 512 GB passa a ser visto como investimento de longo prazo.
Fabricantes como Motorola e Xiaomi aproveitam o movimento para empurrar versões mais completas, com mais memória e melhor conjunto de proteção e tela, em troca de tíquetes médios mais altos. Consumidores que escolhem esses modelos reduzem a necessidade de serviços de nuvem pagos e adiam a troca de aparelho, o que pode alongar o ciclo de atualização de dois para três ou quatro anos. Para o comércio eletrônico, a combinação de grandes marcas, especificações generosas e promoções pontuais tende a aquecer a disputa por destaque em vitrines digitais e campanhas sazonais.
O que esperar dos próximos lançamentos
A presença de Moto G86, POCO X7 e POCO X7 Pro entre as ofertas mais atraentes com 512 GB em 2026 dialoga com um cenário em que a Motorola domina o ranking de celulares mais buscados no país e a Xiaomi consolida modelos como POCO F7, X7 Pro, M7 Pro e Redmi 15 4G no radar de custo-benefício. A tendência é que, em pouco tempo, versões com 512 GB deixem de ser exceção nas linhas intermediárias e passem a disputar preço de forma mais agressiva.
Usuários que hoje veem 512 GB como exagero podem se surpreender com a velocidade com que vídeos, jogos e arquivos de trabalho ocupam esse espaço. A próxima etapa dessa corrida deve envolver não apenas mais memória, mas também melhor gerenciamento de dados, câmeras ainda mais pesadas em processamento e baterias capazes de acompanhar essa carga extra. A dúvida que fica é por quanto tempo o armazenamento interno continuará suficiente diante de um cotidiano cada vez mais digital e volumoso.
