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Catraieiros de Alter do Chão pedem auxílio emergencial após impactos da seca e da fumaça

Associação protocolou ofício a órgãos públicos para pedir reconhecimento dos prejuízos enfrentados pelos trabalhadores que dependem do turismo fluvial em Santarém, no Pará.

Catraieiros de Alter do Chão pedem auxílio emergencial após impactos da seca e da fumaça

Os catraieiros de Alter do Chão, distrito de Santarém, no oeste do Pará, pedem auxílio emergencial diante dos prejuízos provocados pela seca e pela fumaça das queimadas. A Associação dos Catraieiros de Alter do Chão protocolou um ofício direcionado a secretarias da Prefeitura de Santarém e a outros órgãos públicos para solicitar o reconhecimento dos impactos enfrentados pelos trabalhadores.

A categoria depende do turismo fluvial para garantir renda. Os profissionais conduzem visitantes em pequenas embarcações a remo, conhecidas como catraias, utilizadas nos passeios pelo Lago Verde e pelo Rio Tapajós.

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Seca afeta atividades ligadas ao turismo

A redução do nível dos rios e a alteração das condições de navegação dificultam o trabalho dos catraieiros. Em períodos de estiagem intensa, os trajetos podem ficar comprometidos, afetando os passeios e a circulação de visitantes em pontos turísticos da região.

A situação não é inédita. Em 2024, a seca severa também prejudicou a atividade em Alter do Chão. Naquele período, trabalhadores relataram dificuldades para realizar travessias e perda de renda em razão da redução do nível do Rio Tapajós.

Redução do nível dos rios dificulta a navegação e afeta atividades econômicas na região.

Fumaça das queimadas aumenta preocupação

Além da estiagem, a fumaça provocada pelas queimadas representa outro fator de preocupação para a população e para as atividades econômicas da região. A poluição atmosférica pode reduzir a qualidade do ar e afetar a saúde de moradores, trabalhadores e turistas.

Em Santarém, a Prefeitura decretou situação de emergência em decorrência da estiagem e adotou medidas ambientais diante do aumento dos incêndios. O município também solicitou reforço aos governos estadual e federal para ampliar as ações de prevenção e combate ao fogo.

Entre os pedidos encaminhados pela administração municipal estão aeronaves, brigadistas, equipamentos e maquinário para fortalecer as operações na região do Baixo Amazonas.

Catraieiros de Alter do Chão pedem auxílio emergencial diante dos impactos da seca e da fumaça sobre o turismo fluvial.

Alter do Chão enfrenta pressão ambiental

A situação se agravou com o registro de um incêndio de grandes proporções na região de Alter do Chão na noite de 30 de outubro. Brigadistas e equipes do Corpo de Bombeiros atuaram durante a madrugada para controlar as principais frentes de fogo.

A Prefeitura de Santarém informou que equipes de fiscalização ambiental permaneceriam na região para monitorar a área atingida e levantar informações sobre os danos. As causas do incêndio ainda seriam apuradas pelas autoridades competentes.

Trabalho dos catraieiros faz parte da identidade local

As catraias são embarcações tradicionais de Alter do Chão e fazem parte da experiência turística e cultural do distrito. Os catraieiros transportam visitantes pelo Lago Verde e pelo Rio Tapajós, atividade que também representa uma fonte de sustento para famílias da comunidade.

Catraieiros transportam turistas em embarcações tradicionais de Alter do Chão.

O pedido de auxílio emergencial busca chamar a atenção do poder público para os efeitos da crise ambiental sobre esses trabalhadores. O reconhecimento dos prejuízos e a adoção de medidas de apoio são apontados pela associação como necessários diante das dificuldades enfrentadas durante o período de seca e fumaça.

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