Ciencia e Tecnologia

Cartão micro SD oficial amplia memória do Nintendo Switch

Um cartão micro SD de 128 GB licenciado pela SanDisk para o Nintendo Switch chega ao mercado em fevereiro de 2026 como aposta para acabar com a falta de espaço nos consoles da família. O acessório, compatível com Switch, Switch Lite e Switch OLED, promete manter o desempenho dos jogos mesmo com a biblioteca cheia. A solução mira um problema cotidiano de quem baixa muitos títulos digitais e vive apagando arquivos para conseguir jogar.

Memória extra para um console cada vez mais digital

O cartão surge em um momento em que o Switch ainda sustenta uma base enorme de jogadores e convive com a transição para o futuro Switch 2. Enquanto a nova geração não chega às lojas brasileiras, cresce a pressão sobre o armazenamento interno limitado dos modelos atuais, em especial entre quem assina serviços como Nintendo Switch Online e acumula jogos em promoção.

O micro SD da SanDisk é oficialmente licenciado pela Nintendo, leva a estampa do cogumelo da franquia Mario Bros e se posiciona como alternativa “segura” diante da enxurrada de cartões genéricos. A fabricante promete taxas de transferência de até 100 MB/s, velocidade suficiente para carregar jogos com rapidez e reduzir o risco de travamentos e telas de carregamento intermináveis causados por cartões mais lentos.

Na prática, o cartão tenta responder a uma queixa recorrente desde o lançamento do Switch em 2017: a memória interna de 32 GB dos primeiros modelos, que mal comporta alguns títulos grandes. Mesmo o Switch OLED, com 64 GB, fica pequeno para quem instala jogos acima de 10 GB e ainda reserva espaço para saves, atualizações e conteúdo extra. Ao adicionar 128 GB de forma imediata, o usuário multiplica o espaço disponível e adia a necessidade de excluir jogos já pagos.

O produto não é novo no portfólio global da SanDisk, mas ganha fôlego no Brasil com a combinação de licenciamento oficial e exposição em grandes varejistas online, como a Amazon. Só na plataforma, o cartão acumula cerca de 253,2 mil avaliações de consumidores, um volume que não é comum para um acessório de nicho e indica forte adoção entre donos de Switch.

Desempenho, aprovação alta e o peso do preço

Os números registrados na Amazon ajudam a dimensionar o apelo do cartão. De acordo com o levantamento público de avaliações, 90% dos clientes dão nota máxima de cinco estrelas, e a média geral fica em 4,8. O índice é alto mesmo para padrões de eletrônicos, categoria em que problemas de compatibilidade e durabilidade costumam derrubar a reputação de produtos abaixo de 4 estrelas.

Nos comentários, muitos consumidores destacam a tranquilidade de usar um acessório com selo Nintendo em vez de arriscar em marcas desconhecidas. A promessa de desempenho consistente, com velocidade de leitura de até 100 MB/s, aparece como justificativa para investir mais caro em um cartão dedicado ao console. Segundo o fabricante, essa taxa mantém o fluxo de dados estável e evita gargalos durante a abertura de jogos e a leitura de texturas mais pesadas.

A percepção positiva, porém, não elimina a principal crítica. Para parte do público, o valor cobrado passa do ponto, mesmo com o licenciamento oficial. “O cartão é bom, mas o preço é um pouco salgado, porque o comprando de outra marca, [também] exerce a mesma função”, diz Carlos em sua avaliação. Arthur, outro consumidor ouvido nas resenhas públicas, reforça a mesma sensação: “É excelente, mas o preço é salgado”.

As reclamações expõem um impasse conhecido no mercado de acessórios gamer. Produtos licenciados costumam custar mais do que equivalentes genéricos, ainda que ofereçam especificações similares de desempenho bruto. No caso do cartão da SanDisk, a estampa temática de Mario, o suporte dedicado e a garantia alinhada à Nintendo funcionam como parte do pacote, mas não convencem todos os compradores a pagar a diferença.

Mesmo com o debate sobre preço, o cartão ocupa um espaço específico no ecossistema do Switch. Jogadores que investem pesado em compras digitais, inclusive em promoções semanais e lançamentos de grandes franquias, sentem com mais força os limites da memória interna. Qualquer travamento ou corrompimento de dados atribuído a cartões inferiores pesa no cálculo de custo-benefício e empurra uma parcela desse público em direção a soluções oficiais.

Mercado de acessórios em disputa e próximos passos

A presença de um micro SD licenciado e bem avaliado tende a influenciar o comportamento de outros fabricantes de memória e do próprio varejo. A consolidação de produtos como esse pressiona marcas concorrentes a oferecer cartões com desempenho comprovado para jogos, seja com parcerias oficiais, seja com certificações mais claras de velocidade e durabilidade. A corrida por selos de compatibilidade ganha fôlego em um momento em que o Switch se mantém relevante, mesmo com o anúncio do Switch 2 e de suas especificações turbinadas.

Para o jogador comum, a disputa deve se traduzir em mais opções e, possivelmente, em descontos sazonais. O cartão de 128 GB aparece como porta de entrada, mas a própria SanDisk e rivais ampliam a oferta com capacidades de 64 GB até 1 TB, voltadas a quem transforma o console em biblioteca digital principal. A diferença de preço entre versões menores e maiores, somada à pressão de reclamações sobre custo elevado, pode redefinir o valor de referência para acessórios oficiais nos próximos meses.

O lançamento também deixa uma questão em aberto para a Nintendo. A transição para o Switch 2, ainda sem data de chegada ao Brasil, levanta dúvidas sobre a compatibilidade de cartões licenciados atuais com o novo hardware. O modelo da SanDisk, por enquanto, é declarado incompatível com o próximo console, o que limita seu uso à geração atual e força o consumidor a planejar a compra com esse horizonte em mente.

Enquanto o novo videogame não desembarca, o micro SD oficial segue como solução imediata para quem enfrenta alertas constantes de falta de espaço no Switch, no Switch Lite e no Switch OLED. A combinação de desempenho estável, aprovação elevada e visual temático coloca o cartão em posição de destaque nas vitrines físicas e digitais. A dúvida que permanece é se, diante da chegada da nova geração e da concorrência de cartões não licenciados, o preço vai se ajustar ao bolso de quem ainda pretende jogar por muitos anos no console atual.

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