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Boca Juniors faz oferta de US$ 5 mi por Kevin Serna ao Fluminense

O Boca Juniors apresenta uma proposta oficial de 5 milhões de dólares ao Fluminense para comprar o atacante colombiano Kevin Serna e acelera as negociações em janeiro de 2026. O clube argentino espera concluir o acordo nos próximos dias, enquanto o jogador e seu estafe se preparam para discutir os termos da possível transferência.

Boca se movimenta e mira reforço para a temporada

O movimento do Boca Juniors mexe com o mercado da bola sul-americano e pressiona o Fluminense a tomar uma decisão rápida sobre o destino de Kevin Serna. O clube argentino vê no atacante de 26 anos uma oportunidade de reforçar o setor ofensivo para as disputas nacionais e continentais ao longo de 2026, em um cenário de forte concorrência na Argentina e na Libertadores.

A oferta de 5 milhões de dólares, cerca de R$ 25 milhões na cotação atual, chega de forma formal à diretoria tricolor e é tratada internamente como uma proposta relevante. A negociação entra em fase decisiva com a vinda do representante de Serna ao Brasil nas próximas horas, em agenda que inclui reuniões com dirigentes do Fluminense e ajustes de detalhes contratuais, caso o clube aceite avançar.

Negociação acelera e expõe dilema do Fluminense

O Boca Juniors adota postura confiante. Pessoas ligadas à conversa descrevem o clube como “otimista” e falam em desfecho “nos próximos dias”, caso não surjam concorrentes ou mudanças de plano. A oferta contempla a compra dos direitos econômicos do atacante e prevê pagamento à vista da maior parte do valor, modelo que agrada ao mercado argentino e costuma seduzir times brasileiros em necessidade de caixa.

No Fluminense, a proposta chega em meio à montagem do elenco para a temporada e abre um dilema esportivo e financeiro. Kevin Serna se firma como peça estratégica no ataque ao longo de 2025, aparece bem em jogos de mata-mata e ganha espaço com a comissão técnica. O gol marcado contra o Vasco, pela Copa do Brasil, em 2025, vira símbolo da sua capacidade de decisão e o coloca em vitrine no cenário nacional.

Dirigentes tricolores avaliam que a venda pode aliviar o orçamento e permitir investimento em reposição e em outras posições carentes. A possível transferência também é lida como sinal da valorização recente do elenco, em um momento em que clubes brasileiros voltam a negociar atletas com frequência com o mercado argentino. A diretoria, porém, sabe que perder um titular às vésperas do início das competições pode cobrar um preço dentro de campo.

O estafe do jogador observa o cenário com pragmatismo. Uma transferência para o Boca Juniors, clube de grande porte na América do Sul, representa salto esportivo e exposição ainda maior em competições como a Libertadores. Internamente, a avaliação é de que Serna entra em faixa de idade decisiva para a carreira e precisa aproveitar uma oportunidade de contrato mais robusto em um mercado tradicionalmente vendedor para a Europa.

Impacto no elenco e no mercado sul-americano

A saída de Kevin Serna, se confirmada, obriga o Fluminense a reagir rápido. A comissão técnica já mapeia cenários que vão de reposição imediata no mercado a soluções internas com jovens da base. A perda de um atacante em boa fase altera planos de rotação, sobretudo em semanas com jogos seguidos pelo Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e torneios continentais.

O negócio também pode mexer com o humor da torcida tricolor. Parte dos torcedores cobra manutenção de jogadores considerados importantes e vê com desconfiança a venda de atletas em fase de afirmação. Ao mesmo tempo, a injeção de cerca de R$ 25 milhões abre espaço para reforços pontuais e para amortizar dívidas, ponto sensível nas contas do clube.

No lado argentino, o Boca enxerga em Serna um atacante versátil, com mobilidade pelos lados e boa capacidade de finalização. A diretoria xeneize tenta reconstruir um setor ofensivo após saídas e oscilações de rendimento nos últimos anos e aposta em peças já testadas em cenários de pressão. A contratação de um jogador em evidência no Brasil também funciona como resposta a rivais diretos, como River Plate e Racing, que disputam nomes no mesmo mercado.

A negociação reforça ainda a tendência recente de fluxo mais intenso entre clubes de Brasil e Argentina. Depois de um período em que europeus dominam as saídas, operações regionais ganham peso, com valores intermediários e menos burocracia. Jogadores com boa performance em torneios nacionais ou na Copa do Brasil passam a ser monitorados por gigantes argentinos, que oferecem vitrine internacional e trajetória em competições da Conmebol.

Próximos passos e incertezas no caminho

Os próximos dias são decisivos. O representante de Kevin Serna desembarca no Brasil com a missão de alinhar salários, tempo de contrato e eventuais bônus por desempenho com o Boca Juniors. O staff também busca garantias sobre papel do jogador no elenco, minutagem esperada e planejamento esportivo, pontos que pesam tanto quanto o pacote financeiro.

O Fluminense, por sua vez, precisa definir se aceita negociar agora ou se tenta segurar o atacante ao menos até o meio do ano, na expectativa de valorização maior. A possibilidade de incluir metas esportivas e percentuais em futura revenda entra na mesa como alternativa para conciliar interesse esportivo e necessidade de receita.

A diretoria tricolor também monitora a reação de outros mercados. Uma oferta oficial do Boca tende a acender o alerta em clubes de México, Estados Unidos e até de ligas europeias de médio porte, que acompanham o desempenho de jogadores em destaque no Brasil. Uma eventual disputa pode elevar o valor da operação ou adiar a definição.

A negociação, por enquanto, permanece em estágio avançado, mas aberto. O Boca Juniors fala em otimismo, o estafe do jogador evita declaração pública e o Fluminense não formaliza posição definitiva. O desfecho indica mais do que a saída ou permanência de um atacante: expõe como os clubes da região equilibram contas, ambições esportivas e a necessidade constante de negociar seus principais ativos.

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