Esportes

Auxiliar de Dorival é expulso por xingamentos à arbitragem contra o Athletico-PR

O auxiliar técnico de Dorival Júnior é expulso na noite de 20 de fevereiro de 2026, na partida entre Athletico-PR e Corinthians, após xingar a equipe de arbitragem. A atitude é registrada na súmula e abre caminho para possível julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Expulsão em campo vira caso de tribunal

O episódio acontece em um jogo tenso, com pressão alta nas áreas técnicas e reclamações constantes desde os primeiros minutos. A situação explode quando o auxiliar ultrapassa o limite das queixas e parte para insultos diretos ao árbitro e aos assistentes, ainda no segundo tempo. A equipe de arbitragem reage de imediato e determina a expulsão, que altera a dinâmica no banco e deixa Dorival com a comissão técnica desfalcada em um dos jogos mais expostos da rodada.

A súmula, documento oficial que registra os acontecimentos da partida, cita os xingamentos de forma explícita e descreve a conduta como desrespeitosa e ofensiva. Esse registro, feito ainda no estádio, sustenta a abertura de processo no STJD, que costuma se reunir semanalmente para analisar casos disciplinares do futebol nacional. Em situações semelhantes, o tribunal já aplica suspensões que variam de um a seis jogos, além de multas que podem superar R$ 10 mil, dependendo da gravidade das palavras e do histórico do infrator.

Respeito à arbitragem volta ao centro do debate

O episódio reacende uma discussão antiga no futebol brasileiro: o limite entre a cobrança intensa, comum em jogos de alto nível, e o insulto pessoal à arbitragem. O banco de reservas, cada vez mais povoado por analistas, auxiliares e preparadores, se torna também um ponto de pressão constante sobre os juízes. A expulsão do auxiliar, registrada de forma detalhada, funciona como um recado claro de que a linha de tolerância está mais estreita.

A ausência imediata do auxiliar interfere no dia a dia da comissão técnica. Ele participa de ajustes táticos durante o jogo, da comunicação com jogadores aquecendo à beira do campo e da leitura em tempo real do adversário. Ao perder uma peça da equipe de apoio, o Corinthians reduz vozes na condução do time e precisa reorganizar funções às pressas. O impacto prático aparece em detalhes: menos interlocutores para Dorival, menos filtros para reclamações e um ambiente ainda mais carregado à medida que o relógio avança.

Disciplina em xeque e risco de punição pesada

O possível julgamento no STJD coloca a disciplina das comissões técnicas em nova vitrine. Em decisões recentes, o tribunal endurece o tom em relação a ofensas e gestos agressivos contra árbitros. Quando há xingamentos claros e admitidos em súmula, as penas costumam ser mais duras, com suspensão automática, gancho extra e multa financeira. Um afastamento de dois ou três jogos em competições nacionais, por exemplo, muda a rotina de treinos, conversas no vestiário e planejamento de jogos decisivos.

Clubes, jogadores e treinadores observam o caso com atenção, porque sabem que decisões desse tipo criam precedentes. Se o STJD opta por punição severa, a mensagem alcança todo o ambiente do futebol profissional: o discurso agressivo à beira do campo deixa de ser tratado como parte do folclore e passa a ter custo concreto. A comissão de Dorival, que já trabalha sob intensa cobrança por resultados, pode ter de se reorganizar sem um de seus principais auxiliares em um período importante da temporada, com viagens, maratona de jogos e disputas simultâneas em ao menos duas frentes.

O que vem a seguir para o auxiliar e para o futebol brasileiro

O caminho agora passa por dois eixos paralelos. No campo jurídico, a Procuradoria do STJD pode oferecer denúncia nos próximos dias, com base na súmula, abrindo um processo formal. Após a notificação, defesa e acusação costumam ter prazos que variam de três a sete dias para apresentar argumentos, antes de o caso entrar em pauta de julgamento. Tudo costuma acontecer em poucas semanas, tempo suficiente para o Corinthians se preparar para eventual ausência do auxiliar no banco.

No campo simbólico, o episódio reforça a urgência de um ambiente mais controlado nas áreas técnicas. O futebol brasileiro tenta, há anos, conciliar paixão, pressão por resultado e respeito a regras mínimas de convivência. A expulsão do auxiliar de Dorival e a perspectiva de julgamento no STJD ajudam a redesenhar essa fronteira. A próxima decisão do tribunal não vai apenas definir o futuro imediato de um profissional, mas também indicar até onde a emoção à beira do gramado pode ir sem ultrapassar o limite do aceitável.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *