Antonelli lidera TL3 em Suzuka e reforça favoritismo da Mercedes
Kimi Antonelli coloca a Mercedes no topo ao ser o mais rápido do terceiro treino livre do GP do Japão, em Suzuka, na manhã deste sábado, 28 de março de 2026. O italiano marca 1min29s362 e lidera a folha de tempos, enquanto o brasileiro Gabriel Bortoleto assegura a nona posição com 1min31s000 pela Audi.
Mercedes dita o ritmo na manhã japonesa
O último treino livre em Suzuka começa com temperatura amena e pista seca, cenário ideal para simulações de classificação. Antonelli aproveita cada minuto. O novato da Mercedes encaixa a volta mais rápida em 1min29s362, tempo que nenhum rival consegue superar até a bandeira quadriculada.
George Russell confirma a força do time alemão ao fechar a sessão em segundo lugar, com 1min29s616, a 0s254 do companheiro. Charles Leclerc, da Ferrari, aparece em terceiro ao registrar 1min30s229, quase um segundo mais lento que o líder. O desenho do resultado reforça a impressão de que a Mercedes chega ao fim de semana japonês com carro equilibrado em ritmo de volta rápida.
Suzuka, com 5,807 km, combina curvas de alta velocidade, mudanças rápidas de direção e trechos em subida e descida. O circuito costuma expor qualquer deficiência aerodinâmica ou de tração. O domínio de Antonelli em um traçado tão seletivo passa a mensagem de que o pacote da Mercedes funciona bem em diferentes setores da pista.
Os tempos do TL3 ganham peso extra por ser a última referência antes do treino classificatório. As equipes reduzem o combustível, ajustam mapas de motor e arriscam mais. A liderança de Antonelli, aliada ao segundo lugar de Russell, vira argumento concreto para colocar a Mercedes como favorita tanto para a pole quanto para a vitória no domingo.
Bortoleto leva Audi ao top 10 e anima torcida brasileira
Gabriel Bortoleto fecha a manhã como protagonista discreto, porém relevante. O paulista coloca o carro da Audi no nono lugar com 1min31s000, pouco mais de 1s6 atrás de Antonelli. O tempo o mantém dentro do top 10 em uma pista que tradicionalmente premia equipes mais estabelecidas.
Para a Audi, ainda em fase de consolidação na Fórmula 1, a presença no grupo da frente em Suzuka é sinal de evolução. O resultado sugere carro competitivo o suficiente para brigar por vaga no Q3, a parte decisiva da classificação, algo que tem peso simbólico em um calendário longo. Para o público brasileiro, ver Bortoleto entre os dez primeiros em um dos circuitos mais desafiadores do mundo alimenta a expectativa de pontos na corrida.
A sessão também funciona como termômetro psicológico. Antonelli, mais rápido em uma pista onde erros custam caro, ganha confiança para forçar o limite no treino oficial. Russell, logo atrás, tenta se colocar como alternativa interna na Mercedes. Leclerc e a Ferrari saem do TL3 com a missão evidente de encontrar tempo extra se quiserem ameaçar a primeira fila.
O equilíbrio de forças ainda não está definido, mas as diferenças de tempo oferecem pistas. Entre Antonelli e Leclerc, a distância de 0s867 é significativa para uma volta de 1min29s em uma pista conhecida de todo o grid. A Audi de Bortoleto, a 1s638, se insere em um bloco intermediário robusto, que deve transformar a classificação em uma disputa por milésimos.
Classificação em foco e corrida sob tensão estratégica
As atenções se voltam agora para o treino classificatório, em que cada centésimo passa a valer posição no grid e, muitas vezes, ponto na corrida. A tendência é que a Mercedes mantenha Antonelli e Russell com estratégias agressivas de pneus macios, apostando em duas tentativas rápidas no Q3, se as condições de pista permitirem.
Ferrari e Audi devem seguir caminhos distintos. Leclerc provavelmente buscará um acerto mais estável para o primeiro trecho da corrida, ainda que isso custe alguns centésimos na classificação. Bortoleto, por sua vez, precisa transformar o bom ritmo do TL3 em posição concreta de largada, evitando o tráfego que costuma embaralhar o miolo do pelotão em Suzuka.
A corrida de domingo promete combinação de desgaste de pneus, estratégias divididas entre uma e duas paradas e influência direta do clima, sempre imprevisível na região. Um Antonelli confiante, uma Mercedes dominante e uma Audi em ascensão com Bortoleto dentro do top 10 constroem o enredo de um GP do Japão potencialmente decisivo para o moral das equipes na fase central da temporada.
Resta a pista responder a pergunta que paira desde o fim do TL3: a volta de 1min29s362 marca apenas um auge momentâneo de Antonelli em Suzuka ou anuncia o fim de semana em que o novato da Mercedes se consolida como protagonista definitivo da Fórmula 1 em 2026?
