Alexandre, do Sampaio Corrêa, sofre convulsão em jogo contra o Flamengo
O meia Alexandre, do Sampaio Corrêa, sofre uma convulsão em campo durante jogo contra o Flamengo, neste 7 de fevereiro de 2026, no Rio de Janeiro. Após atendimento imediato e exames detalhados, os médicos descartam lesão neurológica e mantêm o atleta em observação.
Drama em campo e resposta imediata
O lance acontece em poucos segundos, mas muda o clima no estádio. Alexandre cai no gramado ainda no primeiro tempo, diante de mais de 40 mil torcedores, e começa a convulsionar. Jogadores dos dois times pedem socorro com urgência, enquanto a arbitragem interrompe a partida e chama a equipe médica.
O silêncio toma o estádio, que até então vive um jogo intenso, com marcação forte e disputas duras. Médicos do Sampaio Corrêa e do Flamengo correm até o atleta, iniciam o atendimento ali mesmo, estabilizam o quadro e providenciam o encaminhamento imediato para um hospital na zona norte do Rio. Os minutos de espera pela maca parecem uma eternidade para companheiros de time, adversários e torcedores.
Exames descartam lesão, mas mantêm alerta
No hospital, Alexandre passa por tomografia, ressonância magnética e bateria de exames neurológicos em sequência. O clube informa, em nota, que não há sinal de lesão estrutural no cérebro e que o jogador segue consciente e estável. A convulsão é tratada como um evento isolado, ainda sem causa totalmente esclarecida.
Integrantes da comissão técnica relatam alívio com o resultado inicial. “Os exames não mostram dano neurológico, o que é uma ótima notícia. Agora a prioridade é entender o que desencadeou o episódio e garantir que ele só volte a jogar em segurança”, afirma um dos médicos envolvidos no atendimento. A família do atleta acompanha de perto a evolução clínica e recebe atualizações a cada nova avaliação.
Segurança no futebol sob os holofotes
O episódio volta a expor a importância de protocolos rígidos de atendimento em competições de alto nível. A cena de uma convulsão em campo, transmitida ao vivo para todo o país, assusta pela imprevisibilidade e pela sensação de vulnerabilidade. Em menos de três minutos, entre a queda de Alexandre e a saída de maca, o futebol revela o quanto depende de preparo médico, equipamentos adequados e decisões rápidas.
Especialistas em medicina esportiva lembram que convulsões podem ter múltiplas causas, de alterações metabólicas a impactos na cabeça, e reforçam que o passo decisivo é agir sem hesitação. Nos últimos dez anos, federações e ligas brasileiras estabelecem prazos mínimos para a presença de ambulância, desfibrilador e equipe treinada nos estádios, mas episódios como o deste sábado pressionam por revisão constante das normas. A linha entre um susto controlado e uma tragédia irreversível ainda passa, em boa parte, pelos primeiros cinco minutos de resposta.
Impacto sobre atletas, clubes e torcedores
Dentro do vestiário do Sampaio Corrêa, a preocupação com o companheiro rapidamente supera qualquer discussão tática. Jogadores relatam dificuldade para retomar a concentração após o atendimento em campo e admitem que a imagem de Alexandre convulsionando permanece na cabeça ao longo da partida. Do outro lado, atletas do Flamengo também demonstram apreensão e cobram informações constantes sobre o estado de saúde do adversário.
Nas arquibancadas e nas redes sociais, torcedores dos dois clubes deixam de lado a rivalidade. Mensagens de apoio a Alexandre se multiplicam em poucos minutos, enquanto circulam vídeos do momento da convulsão e rumores sobre o quadro clínico do atleta. A confirmação, horas depois, de que não há lesão neurológica alivia parte da tensão e reduz a especulação. Ao mesmo tempo, expõe a necessidade de comunicação rápida, clara e responsável por parte dos clubes, para evitar pânico desnecessário.
Pressão por monitoramento e transparência
Casos de mal súbito em atletas de alto rendimento colocam a rotina de exames sob escrutínio. Clubes da Série A e B realizam avaliações cardiológicas, testes de esforço e acompanhamento regular, mas nem sempre alcançam toda a complexidade envolvida na saúde neurológica. A crise em campo abre espaço para que dirigentes, médicos e entidades discutam se o protocolo atual dá conta da realidade de jogos cada vez mais intensos, com média de 90 minutos de alta exigência física e mental.
Fontes ligadas ao departamento médico admitem, em caráter reservado, que o episódio pode acelerar a revisão de check-ups de início de temporada e exames periódicos, com maior foco em histórico familiar, qualidade do sono e fatores de estresse. A tendência é que novos parâmetros sejam avaliados ao longo de 2026, com possíveis recomendações da CBF e das federações estaduais ainda neste primeiro semestre.
O que vem a seguir para Alexandre e para o futebol
Alexandre permanece em observação nas próximas 24 a 48 horas, seguindo o protocolo para episódios convulsivos, e não tem prazo definido para retorno aos treinos. A comissão técnica trata qualquer projeção de volta aos gramados com cautela e reforça que a decisão final caberá à equipe médica. Enquanto isso, o Sampaio Corrêa se prepara para os próximos compromissos sem seu meia, ajustando o elenco e dando espaço a reservas já integrados ao grupo principal.
O caso ainda levanta uma pergunta incômoda para o futebol brasileiro: até que ponto os clubes estão dispostos a investir em prevenção, monitoramento e transparência quando o tema é a saúde de seus jogadores? A convulsão de Alexandre, transformada em imagem simbólica de um esporte que se acostuma a conviver com o limite físico, tende a alimentar esse debate nos gramados, nas salas de conselho e nas arquibancadas pelos próximos meses.
