Esportes

Adriano Imperador ameaça golpistas após fraude contra a mãe

Adriano Imperador ameaça publicamente criminosos que aplicam um golpe contra sua mãe e exige a devolução do dinheiro. A reação ocorre nesta terça-feira (27), em meio ao avanço de fraudes digitais que usam o nome de famosos para enganar idosos.

Golpe atinge família e expõe vulnerabilidade de idosos

O ex-atacante da seleção brasileira transforma em caso público uma situação que se repete em milhares de lares. Criminosos se passam por ele em um aplicativo de mensagens, enganam sua mãe e causam prejuízo financeiro ainda não divulgado pela família. A resposta vem em forma de recado direto: ou o valor é devolvido, ou haverá consequência.

O episódio sintetiza uma modalidade de crime que cresce no país, baseada na apropriação do nome e da imagem de celebridades. Em vez de criar histórias mirabolantes, golpistas se apoiam na confiança que pessoas comuns, muitas vezes com mais de 60 anos, têm em figuras públicas. A mãe de Adriano acredita que fala com o próprio filho, segue orientações e acaba transferindo dinheiro.

Risco diário em aplicativos de mensagem

A ameaça de Adriano ocorre em 27 de janeiro de 2026 e circula com rapidez nas redes sociais. O episódio reforça um alerta que especialistas em segurança digital repetem há anos: nem mensagens supostamente enviadas por pessoas conhecidas devem ser seguidas sem checagem. A recomendação inclui confirmar por ligação de voz, ignorar pedidos urgentes de transferência e desconfiar de qualquer mudança repentina de número.

Casos semelhantes já envolvem artistas, jornalistas, atletas e influenciadores. Em muitos golpes, bandidos usam fotos oficiais, recortes de entrevistas e até áudios antigos para convencer a vítima. A prática atinge especialmente pais e avós, menos familiarizados com fraudes digitais e mais propensos a confiar no que veem na tela. A rapidez das transações por PIX, que hoje responde por mais de 30% dos pagamentos eletrônicos no país, aumenta o estrago em poucos minutos.

Repercussão e pressão por reação mais dura

A postura firme de Adriano, ao cobrar a devolução imediata do valor ou do “prejuízo” causado, repercute entre fãs e especialistas em segurança. A mensagem funciona como desabafo, mas também como aviso público: o ex-jogador mostra que acompanha o caso, busca responsabilizar os autores e pretende acionar os meios legais disponíveis. O gesto dá visibilidade a um tipo de crime que, em muitos casos, permanece escondido por vergonha ou medo das vítimas.

Delegados especializados em crimes cibernéticos costumam reforçar que ameaças públicas não substituem o boletim de ocorrência, nem o rastreamento formal das transações. Quando há registro, bancos conseguem apontar a conta de destino, e a polícia pede a quebra de sigilo com autorização judicial. O processo é mais lento que o clique do golpe, mas é a via que permite responsabilização. Em alguns estados, delegacias especializadas em crimes digitais já registram alta anual superior a 40% nas ocorrências de estelionato via aplicativos.

Golpes com famosos e papel da educação digital

O uso da imagem de Adriano não é exceção. Golpes semelhantes exploram nomes de apresentadores de TV, cantores e influenciadores para atrair vítimas para esquemas de investimento falso, rifas inexistentes ou doações inventadas. A lógica se repete: criminosos se apoiam em rostos conhecidos para atravessar, em segundos, a barreira natural da desconfiança. Quando o alvo é um idoso, o impacto se multiplica, porque o prejuízo costuma comprometer aposentadorias e economias de anos.

O caso reacende discussões sobre responsabilidade compartilhada. Famílias são cobradas a orientar pais e avós, aplicativos são pressionados a criar camadas extras de verificação e o poder público precisa acelerar campanhas de educação digital. Programas que explicam, em linguagem simples, como funcionam golpes de clonagem de WhatsApp, perfis falsos em redes sociais e pedidos urgentes de transferência podem reduzir o número de vítimas. Em muitos lares, uma conversa de dez minutos evita perdas de milhares de reais.

Próximos passos e lacunas na proteção

A reação de Adriano tende a empurrar o episódio para além da esfera íntima. A cobrança pública aumenta a pressão para investigação formal, eventual identificação dos responsáveis e discussão sobre punições mais severas para fraudes que envolvem idosos. Entidades de defesa do consumidor e associações de aposentados devem usar o caso como exemplo nas próximas campanhas de orientação.

Ainda não há resposta definitiva para a pergunta que se impõe: até que ponto o sistema financeiro, as plataformas digitais e o Estado conseguem, de fato, proteger as pessoas mais vulneráveis? Enquanto essa equação não se resolve, episódios como o da mãe de Adriano seguem como sinal de alerta, lembrando que qualquer mensagem que aparece na tela pode custar, em segundos, mais do que o saldo de uma conta bancária.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *