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Abel admite incerteza sobre volta de Paulinho, que tem retorno projetado para maio

Abel Ferreira admite, em fevereiro de 2026, que ainda não sabe quando poderá voltar a escalar Paulinho no Palmeiras. O atacante se recupera de segunda cirurgia na perna direita e tem retorno projetado, de forma otimista, para maio.

Palmeiras avança com cautela na recuperação do camisa 10

O técnico não esconde o desejo de ter o reforço em campo, mas evita promessas. “Gostaria muito, mas não sei responder quando Paulinho volta. Não tenho informações suficientes para poder responder isso”, afirma Abel. A sinceridade expõe o estágio atual da recuperação: o clube confirma avanço no tratamento, aumento de carga de trabalho e treinos mais intensos, mas se recusa a cravar uma data.

Paulinho está fora desde o último jogo da Copa do Mundo de Clubes de 2025. Meses depois, passa pela segunda cirurgia na perna direita, o que obriga o departamento médico a redesenhar o cronograma original. Em dezembro do ano passado, o chefe do setor, Pedro Pontin, já descreve um plano longo e cuidadoso, que envolve fortalecimento muscular, controle de dor e retorno progressivo ao campo.

O Palmeiras divulga, agora, que o camisa 10 aumenta a carga de trabalho tanto em atividades internas, na academia e fisioterapia, quanto no gramado. A comunicação oficial fala em “excelente evolução”, mas mantém silêncio sobre o dia exato em que ele volta a disputar partidas. A escolha não é acidental: cada passo fora do tempo pode significar novo desgaste em uma perna que já passou por dois procedimentos cirúrgicos em pouco mais de um ano.

Abel se agarra às lembranças curtas, porém intensas, do período em que teve o atacante à disposição. “Todo mundo sabe da qualidade dele, mas desde que foi contratado, contei com ele em um mês. Deu para perceber, em 15 minutos, o que ele pode nos dar. Temos que ter paciência”, resume o treinador. A frase sintetiza o dilema atual do clube: a necessidade imediata esbarra na prudência médica.

Ausência prolongada pesa na estratégia para Brasileirão e Paulistão

O impacto esportivo é direto. Sem Paulinho, o Palmeiras entra em 2026 sem uma das principais referências ofensivas previstas para a temporada. O jogador está inscrito no Paulistão, mas segue só como nome na lista. Na prática, Abel precisa montar o time para o estadual e para o início do Brasileirão sem o atleta pensado para decidir jogos grandes e oferecer criatividade entre as linhas.

A ausência se torna ainda mais sensível em um calendário apertado. O clube disputa simultaneamente Paulistão, Brasileirão e se prepara para o período pós-Copa do Mundo, quando projeta ter o camisa 10 em alto nível físico. A previsão de retorno em maio, mencionada pelo colunista PVC, do UOL, funciona mais como horizonte otimista do que como compromisso formal. Dentro da Academia de Futebol, o discurso oficial repete a palavra “cautela”. Fora dela, a torcida faz contas, imagina datas e se pergunta em qual rodada do Brasileiro deverá rever o reforço em campo.

O cenário obriga Abel a ajustes constantes. Sem o atacante, o treinador alterna formações, recorre mais aos pontas de velocidade e cobra participação maior dos meio-campistas na criação de jogadas. A diretoria, por sua vez, se vê diante de um equilíbrio delicado: reforçar o elenco para o curto prazo sem fechar espaço para Paulinho quando ele estiver liberado. Cada contratação ofensiva passa a ser avaliada também pelo potencial de convivência com o camisa 10.

A situação molda até o clima nas arquibancadas. O torcedor que se acostuma a ver o Palmeiras competitivo em todas as frentes agora acompanha boletins médicos com atenção semelhante à de uma tabela de classificação. A inscrição do jogador no estadual funciona como lembrete de que o investimento continua em curso, mas também como símbolo da espera prolongada. Em um clube acostumado a respostas rápidas, o caso de Paulinho vira exercício público de paciência.

Calendário, pressão e o desafio de evitar uma terceira lesão

A prioridade interna é clara: devolver Paulinho aos gramados sem risco de uma nova lesão. O histórico recente pesa em cada decisão. Duas cirurgias na mesma perna em tão pouco tempo acendem o alerta de médicos, preparadores físicos e dirigentes. O plano atual combina aumento progressivo de intensidade, monitoramento diário e freio imediato diante de qualquer sinal de desconforto.

Enquanto isso, o time segue a rotina de jogos. Sem o camisa 10, o Alviverde volta a campo na quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), contra o Internacional, pela terceira rodada do Brasileirão. A partida marca mais um capítulo de uma sequência em que Abel precisa encontrar soluções sem recorrer ao jogador escolhido para vestir a camisa 10. Cada bom resultado ajuda a reduzir a ansiedade, mas não elimina a sensação de que a equipe ainda guarda um elemento importante fora de cena.

A médio prazo, o planejamento do Palmeiras mira a reta final do primeiro turno do Brasileiro e a fase aguda das competições nacionais após a Copa do Mundo. É nesse recorte que o clube espera ver Paulinho em “alto nível”, como projeta PVC. A expressão ultrapassa a simples volta aos gramados. Significa estar apto a jogar 90 minutos com intensidade, decidir jogos grandes e suportar uma rotina de partidas a cada três dias.

A distância entre o treino controlado e esse estágio pleno ainda é grande. A incerteza sobre a data exata alimenta especulações externas, mas, dentro do clube, o discurso é alinhado: Paulinho só retorna quando estiver pronto para sustentar o ritmo de um time que briga por títulos. Até lá, Abel administra o elenco, a diretoria protege o investimento e a torcida aguarda para descobrir em qual noite de 2026 o Palmeiras voltará a ter, de fato, o camisa 10 em campo.

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