Atlético de Madrid mira Yuri Alberto, e Corinthians pede € 22 milhões
O Atlético de Madrid manifesta interesse na contratação de Yuri Alberto, do Corinthians, e esbarra em uma pedida mínima de 22 milhões de euros. A sondagem acontece nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, e coloca o atacante no radar de uma das principais ligas da Europa. A diretoria corintiana indica que só abre conversa a partir desse valor.
Atlético entra em cena e testa resistência do Corinthians
O clube espanhol monitora o atacante há meses e transforma o acompanhamento em movimento concreto neste início de janela europeia. Relatórios internos apontam Yuri como opção para renovar o setor ofensivo e aumentar a competição por vaga no ataque dirigido por Diego Simeone. A boa idade, 24 anos, e o histórico de experiência internacional pesam a favor do brasileiro.
O Corinthians responde à investida com um recado direto: qualquer negociação só avança a partir de 22 milhões de euros, algo em torno de R$ 130 milhões na cotação atual. O valor toma como referência a valorização recente do atleta e a necessidade de proteger um dos ativos mais importantes do elenco. Dirigentes tratam a abordagem como oportunidade de mercado, mas evitam sinalizar disposição de vender em baixa.
Pressão esportiva e financeira em jogo
A possível saída de Yuri Alberto mexe com dois tabuleiros ao mesmo tempo. No campo esportivo, o Corinthians arrisca perder seu principal centroavante em fase de montagem de elenco para a temporada, que inclui Campeonato Paulista, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e, potencialmente, competições continentais. No campo financeiro, a venda em valores próximos à pedida reforçaria o caixa e poderia aliviar parte das dívidas de curto prazo.
O Atlético de Madrid enxerga no brasileiro uma chance de oxigenar o ataque em meio à disputa de La Liga e da Liga dos Campeões. A diretoria colchonera busca um jogador capaz de atacar a profundidade, pressionar saída de bola e manter presença diária na área adversária. Yuri oferece esse pacote e chega ao radar em um momento em que o clube precisa reduzir a dependência de poucos nomes na frente.
Mercado Brasil-Europa ganha novo capítulo
A pedida de 22 milhões de euros ajuda a reposicionar o patamar de atacantes brasileiros negociados diretamente com grandes clubes europeus. Nos últimos anos, transferências de meias e pontas ganharam protagonismo, enquanto centroavantes formados no país deixaram de ocupar as manchetes com frequência semelhante. O interesse do Atlético recoloca o camisa 9 corintiano no centro dessa discussão e sinaliza que a Europa volta a olhar com mais atenção para esse perfil.
O movimento também repercute entre rivais no Brasil. Clubes que disputam as mesmas competições enxergam risco esportivo para o Corinthians e especulam como o time paulista reagiria à perda de seu goleador. Analistas de mercado apontam que, caso a novela avance, o clube precisará agir rápido para evitar desorganização no planejamento técnico. A exigência financeira alta funciona como espécie de filtro, mas não elimina a pressão de torcedores, que cobram competitividade imediata em 2026.
Substitutos, efeito dominó e próximos passos
No bastidor, executivos e empresários já avaliam cenários de troca e reposição. Uma venda nessa faixa de valor poderia abrir espaço para a chegada de ao menos um nome de impacto no ataque corintiano, além de apostas mais baratas. O sucesso de uma operação desse porte tende a desencadear um efeito dominó, com negociações paralelas dentro do mercado brasileiro e sondagens a jogadores de clubes de médio porte na Europa e na América do Sul.
O Atlético, por sua vez, calibra a proposta e mede o grau de resistência corintiana antes de formalizar uma oferta oficial. Pessoas próximas às conversas falam em uma negociação que não se resolve em poucos dias e que deve se estender por boa parte da janela. Até lá, Yuri segue em treinamento normal, pressionado pelo noticiário e pela expectativa da torcida. O desfecho, seja com permanência em Itaquera ou com mudança para Madrid, redefine o desenho do ataque de dois clubes que disputam títulos em 2026 e deixa em aberto qual lado está disposto a ir até o limite para fechar o negócio.
