Ciencia e Tecnologia

Lua Crescente atinge 49% de iluminação nesta segunda (26)

A Lua entra na fase Crescente nesta segunda-feira (26), com 49% de sua superfície visível no céu. O dado é do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e marca a contagem regressiva de seis dias para a próxima Lua Cheia.

Céu de janeiro guiado pelo ciclo lunar

O calendário lunar de janeiro de 2026 avança como um relógio silencioso, mas preciso, que organiza não só a observação do céu, como também costumes e rotinas em terra firme. A fase Crescente desta segunda-feira começa oficialmente à 1h47, horário em que o satélite cruza mais um marco no ciclo de 29,5 dias que separa uma Lua Nova da outra.

O mês já começou em alta luz. A Lua Cheia abriu o ano lunar no dia 3 de janeiro, às 7h02, iluminando a madrugada e chamando a atenção de quem olha para o horizonte ao fim do dia. Uma semana depois, em 10 de janeiro, às 12h48, o disco começou a perder brilho com a chegada da Lua Minguante. No dia 18, às 16h51, o céu entrou em modo de recomeço com a Lua Nova. Agora, com 49% da superfície iluminada e em crescimento, o astro entra na etapa que antecede a próxima plenitude.

O Inmet consolida os horários e percentuais de iluminação a partir de cálculos astronômicos consagrados. A cada noite, o desenho da Lua no céu confirma na prática o que os números antecipam. A fase Crescente costuma ser percebida como um “D” luminoso recortando a escuridão, ganhando corpo conforme os dias avançam rumo à Lua Cheia prevista para o início de fevereiro.

Do fio de luz à plenitude: o que está em jogo em cada fase

O ciclo que agora entra na metade visível começa sempre na escuridão. Na Lua Nova, a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, com o lado iluminado voltado para a estrela. Daqui, enxergamos o lado sombreado. Por isso, o céu noturno parece vazio, ainda que o satélite esteja no lugar de sempre. Astrônomos tratam esse momento como o marco zero do ciclo, enquanto muitas tradições o associam a recomeços e planos de longo prazo.

Quando essa configuração orbital se desfaz, um fio de luz surge no começo da noite. É o início da fase Crescente, que agora domina o céu. No primeiro momento, o arco é tão fino que mal se destaca em cidades iluminadas. Em poucos dias, porém, essa faixa se alarga. Quando metade do disco está visível, o fenômeno recebe o nome de Quarto Crescente, uma das chamadas interfases do ciclo. A Lua de hoje, com 49% de iluminação, se aproxima desse ponto de equilíbrio entre luz e sombra.

O passo seguinte é a Lua Crescente gibosa, quando mais da metade do disco reflete a luz do Sol, mas ainda não o suficiente para ser considerada Cheia. Depois vem a virada principal. Na Lua Cheia, a Terra se coloca entre a Lua e o Sol. O lado iluminado do satélite passa a apontar diretamente para nós, criando o disco branco que domina o céu. “É o momento de maior intensidade luminosa do ciclo, quando a Lua nasce no horizonte no mesmo instante em que o Sol se põe”, explica o Inmet em suas publicações de referência.

Encerrada a plenitude, a Lua entra em declínio luminoso. Surge a minguante gibosa, ainda robusta, mas em processo de esvaziamento. Em seguida, o Quarto Minguante devolve o cenário de metade do disco visível, agora em sentido oposto ao Quarto Crescente. A fase Minguante, que fecha a sequência, prepara o terreno para uma nova Lua Nova. Nessa etapa final, tradições agrícolas e culturais costumam falar em colheita, balanço e encerramento de ciclos.

Da roça ao telescópio: por que a fase Crescente importa

O movimento que hoje coloca a Lua em fase Crescente interessa a públicos bem diferentes. A astronomia encontra no calendário do Inmet um aliado para organizar observações a olho nu ou com telescópios amadores. Metade de iluminação, como a registrada nesta segunda-feira, produz contraste forte entre áreas claras e escuras. As sombras dos relevos lunares se alongam na linha que separa dia e noite no satélite, o que facilita enxergar crateras e cadeias de montanhas mesmo com equipamentos simples.

A agricultura ainda se apoia, em muitas regiões do país, em calendários que levam em conta o estágio do ciclo lunar. Produtores familiares costumam planejar o plantio de determinadas culturas nas fases Crescente e Cheia, associadas popularmente a períodos de maior expansão e desenvolvimento. Mesmo que a ciência aponte que fatores como solo, clima e manejo pesem mais, o hábito de “plantar na lua” persiste em roças e comunidades tradicionais.

Atividades ligadas ao mar também se ajustam ao compasso da Lua. As marés sofrem influência direta da gravidade do satélite, e as diferenças são mais acentuadas nas luas Nova e Cheia, quando Sol, Terra e Lua se alinham. Pescadores artesanais, que já aprendem isso na prática, usam o calendário lunar para decidir os melhores dias para entrar na água. Na fase Crescente, o sistema caminha justamente em direção a esse pico de variação previsto para a Lua Cheia que se aproxima.

Na cidade, o impacto é mais sutil, mas não menos presente. Festas populares, eventos religiosos, práticas ligadas à astrologia e até lançamentos culturais costumam usar a Lua como referência simbólica. Mesmo quem não segue crenças ou tradições específicas passa a olhar para o alto quando sabe que uma fase marcante está a caminho. A divulgação de dados precisos de data e horário, como faz o Inmet, ajuda a transformar essa curiosidade em hábito de observação.

Próximas fases e um convite ao céu noturno

O ciclo atual se encaminha agora para a Lua Cheia, prevista para ocorrer em seis dias, já no início de fevereiro, quando 100% do disco estarão iluminados. O calendário de janeiro mostra como essas transições se distribuem de forma regular: Cheia no dia 3, Minguante no dia 10, Nova no dia 18 e Crescente no dia 26, sempre em horários específicos divulgados com antecedência.

A atualização diária sobre o estágio da Lua, reforçada por portais como o Olhar Digital com base nas informações do Inmet, tende a aproximar o público desse relógio natural que se move acima das luzes da cidade. Saber que o satélite está hoje com 49% de iluminação, crescendo rumo à plenitude, oferece mais do que um dado técnico. É um convite para olhar para cima nas próximas noites, comparar o desenho no céu com o que o calendário prevê e acompanhar, a olho nu, um ciclo que se repete há bilhões de anos.

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