Resident Evil Requiem no PS5 Pro terá 4K, ray tracing e até 120 FPS
Resident Evil Requiem chega em 27 de fevereiro de 2026 com uma promessa clara no PS5 Pro: 4K, ray tracing e até 120 quadros por segundo. A Capcom mira jogadores que querem empurrar o console ao limite, equilibrando gráficos avançados e desempenho alto.
Capcom usa PS5 Pro como vitrine gráfica da série
O novo capítulo da franquia de terror da Capcom entra na geração atual com um objetivo explícito: transformar o PS5 Pro em vitrine tecnológica da série. Em entrevista publicada no PlayStation Blog japonês, o diretor de Resident Evil Requiem detalha como o jogo explora o hardware mais potente da Sony, com modos que priorizam tanto qualidade visual quanto fluidez.
Segundo o executivo, a versão para PS5 Pro roda em 4K a 60 quadros por segundo com ray tracing ativado. O recurso, que simula o caminho da luz de forma mais realista, promete sombras mais definidas, reflexos fiéis e ambientes mais imersivos. A Capcom aposta nesse pacote como a forma ideal de jogar para quem busca impacto visual sem abrir mão de uma taxa de quadros estável.
Para o público que privilegia resposta rápida e suavidade extrema, o estúdio prepara um segundo caminho. Resident Evil Requiem terá um modo de desempenho em que o jogo pode chegar a 120 quadros por segundo em 4K, desde que o ray tracing seja desativado. Nessa configuração, a equipe projeta uma média próxima de 90 quadros, voltada a jogadores com TVs ou monitores de alta taxa de atualização, acima de 90 Hz ou 120 Hz.
Impacto prático para o jogador e dúvidas em outras plataformas
A decisão de oferecer dois perfis de uso no PS5 Pro responde a uma demanda concreta do público. Nos últimos anos, jogadores pressionam por experiências que combinem resolução alta, efeitos modernos e fluidez superior a 60 quadros por segundo. A Capcom tenta ocupar esse espaço em um momento em que a discussão sobre 4K real, ray tracing e desempenho virou parte do vocabulário básico de quem acompanha lançamentos AAA.
O anúncio, porém, vem com limites claros. A Capcom ainda não detalha se o 4K de Requiem será nativo em todos os momentos ou se o jogo recorre a técnicas de resolução dinâmica, que ajustam a qualidade de imagem para manter a taxa de quadros. Também não há explicação sobre diferenças de textura, densidade de efeitos ou qualidade de sombras entre o modo com ray tracing a 60 FPS e o modo de desempenho que busca 120 FPS.
As dúvidas se estendem para além do PS5 Pro. A produtora não esclarece como o jogo roda no PlayStation 5 padrão, nos Xbox Series S e X ou no futuro Nintendo Switch 2. O silêncio alimenta a curiosidade de quem pretende jogar em consoles menos potentes, principalmente no Switch de nova geração, tradicionalmente mais limitado em poder gráfico. O histórico da franquia mostra uma Capcom disposta a adaptações agressivas: versões anteriores em consoles híbridos usaram nuvem ou reduziram resolução e efeitos para manter jogabilidade estável.
Resident Evil Requiem chega também ao PC, onde a expectativa é por um conjunto ainda mais flexível de opções gráficas, com controles finos de resolução, sombras, texturas e taxa de quadros destravada. A comparação entre plataformas deve virar parte da conversa assim que as primeiras análises técnicas forem publicadas, repetindo o roteiro visto em grandes lançamentos da atual geração.
Estratégia da Capcom e o que vem a seguir
A aposta em 4K com ray tracing a 60 FPS e um modo de até 120 FPS ajuda a reposicionar a série como referência visual em 2026. Desde o relançamento de Resident Evil 7 e dos remakes em consoles atuais, a Capcom vem refinando sua engine proprietária para entregar ambientes mais detalhados e iluminação mais convincente. Requiem tenta dar o próximo passo ao abraçar o PS5 Pro como palco para esse avanço.
O movimento também pressiona concorrentes a tratar versões otimizadas para consoles intermediários como padrão, não exceção. Jogos que ignoram recursos avançados de aparelhos como o PS5 Pro tendem a ser cobrados por parte do público, que espera justificativa concreta para investir em hardware mais caro. Ao desenhar modos distintos para perfis diferentes de jogadores, a Capcom envia o recado de que pretende ocupar esse nicho desde o lançamento.
As próximas semanas devem trazer respostas sobre como Resident Evil Requiem se comporta fora do ecossistema da Sony. A forma como o jogo chega ao Xbox Series S, por exemplo, pode indicar o limite mínimo de compromisso gráfico da Capcom na geração atual. Já o Switch 2 funciona como incógnita estratégica: se receber uma versão competitiva, mesmo com cortes visuais, o console da Nintendo se torna uma opção mais atraente para quem não quer abrir mão de grandes franquias.
Até 27 de fevereiro de 2026, o estúdio ainda precisa detalhar configurações finais, requisitos no PC e possíveis ajustes pós-lançamento. A pergunta que fica é se, na prática, o equilíbrio entre 4K, ray tracing e altas taxas de quadros vai se sustentar fora do papel quando milhões de jogadores colocarem Resident Evil Requiem à prova em telas 4K e monitores de 120 Hz.
