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Fortes pancadas de chuva elevam risco de temporais na Grande SP

Fortes pancadas de chuva atingem a Grande São Paulo na tarde desta terça-feira, com volumes acima de 50 mm em uma hora em bairros da capital. O risco de novos temporais permanece elevado nas tardes e noites até o fim desta semana, segundo meteorologistas.

Chuva intensa em poucos minutos muda rotina na capital

A chuva começa no meio da tarde, ganha força rapidamente e transforma o cenário em vários pontos da cidade. Entre 15h e 16h, a rede de medição do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) registra 53,8 milímetros na região do M’Boi Mirim, na zona sul. É praticamente o esperado para um dia inteiro em menos de uma hora.

Outros bairros da capital também acumulam altos volumes no mesmo período. Vila Maria/Vila Guilherme soma 31,4 milímetros, a região da Sé registra 30,8 milímetros, Santana/Tucuruvi anota 29,2 milímetros, Vila Mariana fica com 29,0 milímetros e a Mooca, com 28,4 milímetros. As áreas mais afetadas se espalham pelas zonas norte, central, oeste e sul, o que amplia o risco de alagamentos e transtornos no trânsito.

Na Grande São Paulo, a chuva forte não dá trégua. Entre 14h40 e 15h40, o pluviômetro do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) em Taboão da Serra, no Parque Assunção, mede 30 milímetros em apenas uma hora. Volumes semelhantes são observados em municípios vizinhos como Guarulhos, Itapecerica da Serra, Embu e Cotia ao longo da tarde.

Os dados confirmam o que moradores relatam nas ruas e nas redes sociais: em poucos minutos, a água se acumula nas vias, dificulta deslocamentos e pressiona sistemas de drenagem já saturados. Em bairros com histórico de enchentes, qualquer pico acima de 20 ou 30 milímetros em uma hora acende o alerta para ocorrências mais graves.

Risco segue alto até o fim da semana

A Climatempo destaca que o risco de temporais diminui na noite desta terça-feira, mas volta a crescer a partir do fim da manhã desta quarta. O padrão se repete nos próximos dias. As pancadas fortes tendem a se concentrar entre a tarde e o começo da noite, quando o calor do dia se combina com a umidade vinda do interior do continente.

Segundo a consultoria meteorológica, há um cenário típico de verão, em que o ar quente e úmido favorece a formação de nuvens carregadas. A possibilidade de temporais com altos volumes se mantém até o fim desta semana, pelo menos até domingo. Pancadas isoladas podem ocorrer em qualquer bairro, mas a capital e cidades da Grande São Paulo seguem no radar dos alertas.

A recomendação é de atenção redobrada em áreas mais vulneráveis, como margens de córregos, fundos de vale e regiões com drenagem precária. Volumes como os registrados nesta terça-feira são suficientes para provocar alagamentos repentinos, enxurradas, queda de árvores e interrupções em linhas de ônibus. Motoristas enfrentam filas e redução brusca de visibilidade, especialmente nos corredores de ligação entre a capital e municípios vizinhos.

Os órgãos de monitoramento acompanham o avanço das nuvens ao longo do dia e emitem alertas pontuais quando a intensidade da chuva aumenta. “O risco de temporais é baixo durante a noite desta terça-feira, mas as fortes pancadas de chuva devem voltar a ocorrer na região da capital paulista e outros municípios da Grande São Paulo nas tardes e noites até o final desta semana”, alerta a Climatempo.

Impacto direto na rotina e expectativa para os próximos dias

A sucessão de pancadas intensas pressiona serviços públicos e expõe desigualdades históricas da região metropolitana. Em bairros com galerias antigas ou subdimensionadas, a água volta pelas bocas de lobo e invade calçadas e comércios. Famílias que vivem em áreas de encosta ou às margens de rios retomam estratégias conhecidas: móveis elevados, documentos separados e atenção constante às previsões.

O impacto não se limita às áreas urbanas densas. Zonas mais periféricas e municípios rurais da Grande São Paulo também sofrem com estradas de terra encharcadas, dificuldade de acesso a serviços e risco de deslizamentos em morros ocupados de forma irregular. O transporte público sente os efeitos em sequência: atrasos em ônibus, lentidão em vias marginais e maior risco de panes em linhas sobre trilhos quando há descargas elétricas associadas às nuvens de temporal.

O cenário reforça a necessidade de acompanhamento frequente de avisos meteorológicos e de canais oficiais de emergência. Moradores são orientados a evitar travessias em locais alagados, não se abrigar sob árvores durante raios e, sempre que possível, antecipar deslocamentos em dias com previsão de chuva forte no fim da tarde. Pequenas mudanças na rotina podem reduzir a exposição ao risco.

Os próximos dias servem como teste para a capacidade de resposta de prefeituras, Defesa Civil e concessionárias de serviços urbanos. A manutenção de chuvas intensas até o fim da semana deve pautar decisões sobre plantões reforçados, desobstrução de bueiros e monitoramento de áreas de risco. A dúvida que permanece é se a cidade e os municípios vizinhos conseguem atravessar mais um período de temporais sem repetir imagens de pistas submersas, ônibus ilhados e famílias desabrigadas que marcam o verão paulistano.

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