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Tempestade de inverno paralisa EUA, deixa 13 mortos e 20 estados em emergência

Uma tempestade de inverno paralisa parte dos Estados Unidos em janeiro de 2026, com neve intensa, gelo e frio extremo que afetam mais de 60% da população. Vinte estados e Washington decretam emergência, enquanto milhões enfrentam bloqueios em rodovias, falhas de energia e fechamento de escolas e comércios.

País em alerta sob neve, gelo e frio extremo

O sistema de grande escala avança do sul do país até a Nova Inglaterra e altera a rotina de dezenas de milhões de pessoas. A combinação de neve pesada, chuva congelante e ventos fortes interrompe linhas de transmissão, derruba árvores e deixa cidades inteiras em modo de sobrevivência.

Em Rhinelander, no estado de Wisconsin, os termômetros despencam para cerca de -38 ºC, patamar que transforma qualquer falha de aquecimento em risco imediato à vida. Em Ann Arbor, em Michigan, a temperatura fica em torno de -15 ºC, suficiente para congelar calçadas, encobrir carros e desestimular qualquer deslocamento que não seja estritamente necessário.

No Nordeste, a tempestade descarrega um volume de neve que redesenha as ruas. Em Needham, no estado de Massachusetts, o acúmulo chega a 16 a 17 polegadas, algo próximo de 43 centímetros. Ruas residenciais desaparecem sob o branco contínuo, e o trabalho das máquinas de remoção de neve mal acompanha a intensidade das precipitações.

Governadores decretam estado de emergência em 20 estados, além de Washington, para acelerar o envio de recursos, reforçar equipes e liberar verbas extras. Levantamentos da imprensa americana apontam ao menos 13 mortes relacionadas à tempestade, com registros de acidentes em estradas, casos de hipotermia e problemas cardíacos desencadeados pelo esforço de remoção de neve.

Transporte parado, prateleiras vazias e economia em marcha lenta

Rodovias interestaduais, que costumam sustentar o fluxo de cargas do país, operam com trechos bloqueados por gelo e acidentes. Companhias aéreas cancelam centenas de voos em grandes hubs do Meio-Oeste e da Costa Leste, enquanto serviços de ônibus e trens reduzem ou interrompem rotas por falta de segurança nas vias.

O impacto recai sobre as cadeias de abastecimento em vários níveis. Centros logísticos atrasam a distribuição de alimentos e medicamentos, caminhões ficam retidos em pátios e armazéns operam com equipes reduzidas. Em muitas cidades, supermercados registram prateleiras esvaziadas após uma corrida por mantimentos, motivada pela previsão de prolongamento do mau tempo.

Comércios de bairro fecham as portas, escolas suspendem as aulas presenciais e repartições públicas operam em regime mínimo. A produtividade cai de forma brusca em setores que dependem de deslocamento físico, do transporte de cargas à construção civil. Pequenos empresários relatam perda de faturamento diária e apontam dificuldade para manter funcionários em casa com pagamento integral.

Equipes de emergência trabalham em ritmo contínuo para restabelecer a energia elétrica em áreas urbanas e rurais. Técnicos enfrentam postes tombados, cabos rompidos e acessos bloqueados, muitas vezes sob sensação térmica ainda mais baixa do que os valores registrados oficialmente. As autoridades reforçam os alertas para que moradores evitem o uso inadequado de aquecedores e geradores, devido ao risco de incêndios e intoxicações por monóxido de carbono.

Alertas de tempestade de inverno e frio extremo se espalham por canais de TV, rádio e aplicativos oficiais. Órgãos de meteorologia pedem que a população suspenda deslocamentos não essenciais e concentre esforços na proteção de crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas e famílias em situação de vulnerabilidade, que sofrem mais sob períodos prolongados de frio intenso.

Riscos persistem e prolongam incerteza

A previsão indica que a instabilidade perde força de forma gradual nos próximos dias, mas o frio intenso permanece como ameaça em amplas áreas. Meteorologistas alertam para a possibilidade de novas rodadas de neve e formação de gelo em rodovias, principalmente durante a noite e ao amanhecer, quando a temperatura volta a cair com maior rapidez.

Estados mantêm o estado de emergência enquanto avaliam prejuízos e planejam a retomada. Secretarias de educação discutem como compensar o fechamento prolongado de escolas, seja com ampliação do calendário letivo, seja com ensino remoto temporário onde houver estrutura. Prefeituras já projetam aumento nos gastos com remoção de neve, reparo de vias e apoio emergencial a famílias desalojadas por falhas no aquecimento.

Especialistas em economia regional estimam que a soma de dias parados, atrasos logísticos e danos à infraestrutura pesa sobre o desempenho de janeiro em várias áreas metropolitanas. Cadeias de varejo, empresas de transporte e companhias de energia concentram a maior parte das perdas imediatas, enquanto setores ligados à manutenção, construção e serviços emergenciais vislumbram uma demanda extra nos próximos meses.

Equipes de proteção civil e agências federais seguem monitorando mapas de temperatura, vento e precipitação em tempo real. Abrigos são mantidos abertos por mais tempo para receber moradores sem acesso a aquecimento adequado. Organizações comunitárias reforçam campanhas de doação de cobertores, roupas de frio e alimentos, num esforço para reduzir o impacto direto do congelamento prolongado sobre as populações mais pobres.

A temporada de inverno ainda tem semanas pela frente e deixa uma questão em aberto para autoridades e especialistas: a infraestrutura atual dos Estados Unidos é suficiente para enfrentar eventos extremos que se repetem com mais frequência e alcançam mais de 60% da população em um único sistema de tempestade?

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