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Trump ameaça tarifa de 25% sobre importações da Coreia do Sul em 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça elevar para 25% as tarifas sobre produtos importados da Coreia do Sul a partir de 2026. O anúncio, feito publicamente, responde ao impasse no Parlamento sul-coreano, que não aprova o acordo comercial firmado entre os dois países em 2025.

Tensão cresce após bloqueio de acordo em Seul

Trump escolhe o caminho da pressão direta para tentar destravar a agenda comercial com Seul. Em declaração pública, ele afirma que os Estados Unidos “não vão aceitar indefinidamente a paralisia do Parlamento sul-coreano” e vincula a ameaça tarifária ao destino do acordo assinado no ano passado. A demora na ratificação, que se arrasta desde 2025, alimenta incertezas no setor privado e abre espaço para uma nova rodada de disputa comercial.

O alvo imediato são três frentes sensíveis para a economia sul-coreana: carros, madeira e produtos farmacêuticos. A alíquota de importação, hoje menor, pode chegar a 25% em 2026 se não houver avanço nas negociações políticas em Seul. Na prática, a medida encarece veículos produzidos por montadoras sul-coreanas e vendidos no mercado americano, pressiona exportadores de insumos florestais e atinge uma indústria farmacêutica que depende fortemente das vendas para os Estados Unidos.

Impacto econômico direto em setores estratégicos

A sinalização da Casa Branca atinge cadeias globais de produção que ligam fábricas, fornecedores e centros de pesquisa nos dois países. Um aumento tarifário para 25% em 2026 pode reduzir margens de lucro de montadoras, elevar preços ao consumidor e redirecionar investimentos para outros mercados. Analistas avaliam que a simples ameaça já é suficiente para aumentar a volatilidade nos mercados financeiros, em especial nas bolsas asiáticas e em Wall Street, que monitoram com atenção qualquer ruído na relação entre Washington e Seul.

Empresas multinacionais com plantas industriais distribuídas entre Estados Unidos e Coreia do Sul passam a revisar contratos e cronogramas de produção. O setor automotivo, que movimenta dezenas de bilhões de dólares por ano no comércio bilateral, aparece entre os mais vulneráveis: um carro sul-coreano que entra hoje com tarifa bem abaixo de 25% pode ficar centenas ou milhares de dólares mais caro em 2026. No segmento farmacêutico, companhias alertam para atrasos no abastecimento e aumento de custos para hospitais e redes de farmácias americanas, com reflexos sobre planos de saúde e pacientes.

Risco de escalada comercial e incerteza geopolítica

A reação de Seul ainda é medida, mas autoridades sul-coreanas sinalizam nos bastidores que não descartam retaliações caso a tarifa de 25% realmente entre em vigor. Representantes do setor privado pressionam o Parlamento a votar o acordo de 2025, temendo uma espiral de medidas e contramedidas que possa atingir outros produtos, como componentes eletrônicos e equipamentos de alta tecnologia, hoje pilares da integração econômica entre os dois países.

Trump aposta que a ameaça de sanções comerciais em 2026 forçará um desfecho político mais rápido em Seul. O cálculo, porém, envolve riscos diplomáticos. Um endurecimento duradouro nas relações com a Coreia do Sul pode redesenhar alianças na Ásia e abrir espaço para novos arranjos comerciais na região, em um momento em que potências rivais tentam ampliar sua influência. A próxima etapa depende de duas frentes: a disposição do Parlamento sul-coreano de destravar o acordo de 2025 e a decisão da Casa Branca de transformar a ameaça em decreto efetivo. Até lá, investidores, empresas e governos acompanham cada gesto à espera de um sinal claro sobre o rumo dessa disputa.

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