Esportes

Rafinha volta ao São Paulo como gerente esportivo no SuperCT

Rafinha está de volta ao São Paulo. O ex-lateral assume, nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, o cargo de gerente esportivo do elenco principal. Ele passa a trabalhar diariamente no SuperCT, centro de treinamento do clube, em contato direto com jogadores, comissão técnica e diretoria.

Função estratégica no dia a dia do clube

A contratação recoloca um personagem conhecido no coração da rotina tricolor. Aos 40 anos, multicampeão e identificado com o clube, Rafinha troca o vestiário pela prancheta. O ex-jogador aceita o convite da diretoria para atuar como ponte entre campo e gestão, em um momento em que o São Paulo busca mais eficiência em processos internos e maior proximidade com o elenco.

O anúncio ocorre um dia após o clube completar 96 anos de fundação. Criado em 25 de janeiro de 1930, o São Paulo chega a 2026 em meio à tentativa de consolidar uma estrutura mais profissional no futebol. O SuperCT, inaugurado como pilar dessa modernização, passa a ter em Rafinha um rosto conhecido para traduzir decisões da diretoria ao grupo e, na outra ponta, levar demandas do elenco para a cúpula.

Experiência de campo convertida em gestão

O novo gerente esportivo viveu de dentro o ambiente que agora terá de administrar. Campeão e líder de vestiário em passagens recentes, ele acumula mais de duas décadas de carreira profissional, com títulos nacionais e internacionais, e decide canalizar essa bagagem para a gestão. Pessoas próximas ao jogador descrevem o desafio como uma sequência natural de sua trajetória. “Ele sempre pensou o jogo além das quatro linhas”, comenta um dirigente tricolor, em reserva.

O cargo coloca Rafinha no centro de decisões que vão da organização da rotina de treinos até a mediação de conflitos. No SuperCT, ele passa a acompanhar sessões de trabalho, reuniões com comissão técnica e encontros com a diretoria de futebol. A função exige leitura rápida de ambiente e capacidade de traduzir linguagem tática em objetivos claros para os atletas, uma habilidade que o ex-lateral desenvolve como líder dentro de campo.

A aposta do São Paulo segue uma tendência crescente no futebol brasileiro. Clubes de grande porte recorrem cada vez mais a ex-jogadores para preencher cargos administrativos diretamente ligados ao elenco. A lógica é simples: quem viveu o vestiário em alto nível tende a entender melhor as necessidades do grupo, o impacto de decisões no cotidiano e o peso emocional de vestir a camisa.

O clube, que se aproxima do centenário, tenta construir uma cultura de continuidade. A presença de um ex-atleta em posição-chave reforça a ideia de identidade e pertencimento. Para a diretoria, o movimento também tem valor simbólico. Em meio à pressão por resultados imediatos, colocar um ídolo recente em função estratégica ajuda a aproximar torcedores do projeto esportivo.

Impacto direto no elenco e na gestão

A chegada de Rafinha altera a dinâmica interna do departamento de futebol. O gerente esportivo passa a ser um dos principais canais de comunicação entre jogadores, treinador e cartolas. O novo desenho tenta reduzir ruídos, acelerar decisões e evitar desgastes públicos que, em temporadas recentes, desgastaram o ambiente em diferentes clubes do país.

No dia a dia do SuperCT, o ex-lateral deve participar ativamente da gestão de grupo. Isso inclui acompanhamento individual de atletas, apoio a recém-contratados e atenção especial a jovens promovidos da base. A leitura é de que um profissional com história recente de campo consegue identificar sinais de desgaste físico, mental ou emocional com maior precisão, o que pode influenciar diretamente desempenho e resultados.

A atuação de Rafinha também tende a pesar em discussões sobre contratações e permanências. O São Paulo se movimenta em mercados nacionais e internacionais e vê no novo gerente uma fonte adicional de avaliação. O histórico em grandes centros do futebol mundial, combinado ao conhecimento da cultura tricolor, pode ajudar a reduzir riscos em investimentos e alinhar perfil de reforços às necessidades da comissão técnica.

O movimento espelha decisões de outras grandes equipes brasileiras, que usam ex-campeões como articuladores internos e embaixadores de projetos. A expectativa é que, com o ex-lateral presente no cotidiano, jogadores se sintam mais à vontade para expor incômodos e sugestões. A diretoria, por sua vez, ganha um filtro qualificado antes que problemas cheguem ao noticiário ou às redes sociais.

Próximos passos e projeções para o São Paulo

O desafio imediato de Rafinha é se adaptar à nova cadeira sem perder a proximidade construída como jogador. A transição de colega de vestiário para gestor exige ajustes de postura, linguagem e limites. No curto prazo, o foco recai sobre a organização da temporada, o acompanhamento da preparação física e técnica do elenco e a construção de um canal permanente de diálogo com o grupo.

O trabalho durante 2026 pode transformar o ex-lateral em peça central da estrutura de futebol tricolor. Se a aposta funcionar, o São Paulo ganha um modelo replicável, em que ex-atletas ocupam funções estratégicas e dão continuidade a uma cultura esportiva própria. Se os resultados não vierem, a diretoria terá de responder até que ponto a presença de ídolos é solução ou risco em momentos de pressão. A resposta começa a ser construída agora, no dia a dia do SuperCT, onde Rafinha troca o uniforme de jogo por um cargo que influencia o futuro do clube.

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