Galaxy Tab S10 Ultra vale até R$ 6.000 em 2026, aponta análise
O Galaxy Tab S10 Ultra deixa de ser negócio quando passa de R$ 6.000 em 2026. A conclusão é do jornalista Bruno Bertonzin, do Canaltech, após revisar o histórico recente de preços do tablet premium da Samsung no Brasil.
Do topo da linha ao dilema de preço
Lançado em outubro de 2024 por R$ 11.499, na configuração única com 512 GB de armazenamento, o Galaxy Tab S10 Ultra estreia como vitrine tecnológica da Samsung. A proposta é clara: entregar desempenho máximo, tela gigante e pacote completo de recursos para quem trabalha, estuda ou consome mídia no tablet.
Quase um ano depois, o cenário muda. Em 2025, o preço médio do aparelho começa a ceder e chega à faixa dos R$ 6.500. Em setembro, o modelo atinge o menor valor registrado, por volta de R$ 6.200. Mesmo na Black Friday, quando boa parte do varejo derruba preços agressivamente, o topo de linha da geração anterior permanece nesse patamar, sem descontos relevantes.
Em 2026, a curva volta a subir. Hoje, o Tab S10 Ultra aparece por cerca de R$ 6.800 em grandes varejistas, segundo o levantamento conduzido por Bertonzin. O aumento, isolado, já chama atenção. Mas é a comparação com a nova geração que expõe o dilema do consumidor.
O Galaxy Tab S11 Ultra, sucessor direto, chega ao mercado brasileiro com preço médio de R$ 7.200. A diferença de cerca de R$ 400 entre as duas gerações encurta o espaço para o S10 Ultra. Para quem olha custo-benefício, pagar quase o mesmo por um produto mais antigo deixa de fazer sentido.
Quando o topo de linha antigo ainda compensa
A análise do Canaltech parte de um ponto simples: o que torna justa a escolha por um topo de linha da geração passada quando o novo já está nas prateleiras? A resposta está na distância de preço. Se ela é pequena, a vantagem pende para o modelo mais recente, que traz melhorias de desempenho, câmeras, bateria ou suporte de software.
“O grande desafio para o Tab S10 Ultra hoje é a proximidade de preço com a nova geração”, resume Bertonzin. Ao colocar lado a lado o valor atual do S10 Ultra, o menor preço histórico em 2025 e o patamar do S11 Ultra em 2026, o jornalista chega a um teto considerado razoável para o consumidor.
“Assim, vale a pena pagar até R$ 6.000 pelo Galaxy Tab S10 Ultra”, conclui. O número não surge do nada. Fica abaixo da média histórica de R$ 6.200 registrada no ano passado e abre uma folga de pelo menos R$ 1.200 em relação ao valor sugerido de lançamento. Ao mesmo tempo, cria uma diferença mais clara para o S11 Ultra, hoje na casa dos R$ 7.200.
Na prática, o recado é direto: quem encontrar o S10 Ultra acima de R$ 6.000 tende a fazer um mau negócio. A distância de R$ 400 para o S11 Ultra, nessa faixa, é pequena demais frente às melhorias esperadas na nova geração. Em vez de economizar, o consumidor arrisca ficar preso a um produto que envelhece mais rápido.
O movimento não é exclusivo da Samsung. No segmento de celulares e tablets premium, a chegada de uma nova linha costuma derrubar os preços da geração anterior. O que chama atenção no caso do Tab S10 Ultra é a retomada de alta em 2026, justamente quando o S11 Ultra aparece com força nas lojas físicas e online.
Pressão sobre o varejo e efeito para o consumidor
A proximidade de preços entre S10 Ultra e S11 Ultra tende a reorganizar a prateleira de tablets avançados no Brasil. Consumidores atentos ao custo-benefício ganham um novo parâmetro objetivo: R$ 6.000 vira o limite do razoável para o antigo topo de linha da Samsung. Acima disso, a lógica de mercado empurra o olhar para o sucessor.
A pressão recai sobre o varejo e, em segundo plano, sobre a própria Samsung. Lojas que insistirem em manter o S10 Ultra perto dos R$ 6.800 correm o risco de encalhar estoque diante de um S11 Ultra mais atraente, por pouco mais. Para compensar, promoções mais agressivas podem surgir em datas como Dia das Mães, Dia dos Pais e uma nova Black Friday.
Do lado da fabricante, o comportamento de preços ajuda a calibrar a estratégia de lançamentos. Se o S10 Ultra não cai o suficiente, o S11 Ultra precisa sustentar seu valor com diferenciais visíveis ao usuário comum, como bateria mais eficiente, tela com brilho superior ou suporte de atualizações por mais anos. Caso contrário, a percepção de inflação artificial de preços pode desgastar a marca.
A análise também oferece um ponto de apoio para quem se planeja para comprar o primeiro tablet premium. Em vez de correr para a novidade, parte do público pode adotar a tática de esperar a queda natural de preço e mirar a geração anterior, desde que haja um desconto real. O limite de R$ 6.000 sinaliza esse ponto de equilíbrio.
O que esperar do mercado de tablets em 2026
O estudo de preço do Galaxy Tab S10 Ultra em 2026 não encerra a discussão. Serve como termômetro de um mercado de tablets que volta a ganhar fôlego no Brasil, puxado por trabalho remoto, ensino a distância e consumo de vídeo. Quanto mais disputada a faixa premium, maior tende a ser a pressão por cortes de preço.
Se o teto sugerido de R$ 6.000 pegar, o S10 Ultra pode se firmar como alternativa sólida para quem quer desempenho alto gastando menos que na linha atual. Ao mesmo tempo, o S11 Ultra se consolida como aposta natural para quem prefere investir um pouco mais e ficar por mais tempo com o aparelho.
A trajetória dos próximos meses vai mostrar qual lado pesa mais: a disposição do varejo em reduzir margens para girar estoque ou a paciência do consumidor em esperar o valor certo aparecer. Até lá, a recomendação de Bruno Bertonzin funciona como régua simples em meio à confusão de preços: diante de qualquer oferta do Galaxy Tab S10 Ultra acima de R$ 6.000, vale pensar duas vezes e olhar com atenção para o sucessor.
