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Novorizontino vence Botafogo-SP e assume liderança do Paulistão

O Novorizontino vence o Botafogo-SP por 2 a 0, neste domingo (25), em São Paulo, e assume a liderança do Campeonato Paulista de 2026. A vitória vem com gols de Rômulo, de pênalti, e Robson Fernandes, em fim de jogo controlado no placar e tenso na tabela.

Novorizontino ultrapassa Palmeiras e muda topo da tabela

O resultado desta rodada altera o eixo de força do Paulistão. Com o triunfo, o Novorizontino chega a 12 pontos e ultrapassa o Palmeiras no saldo de gols, abrindo 8 a 1 na diferença entre bolas marcadas e sofridas. A equipe do interior se instala na liderança e passa a ser tratada, ao menos neste início de temporada, como candidata real às primeiras posições.

O Botafogo-SP sai em situação oposta. Fica estacionado nos 5 pontos, na 12ª colocação, próximo da zona de rebaixamento. A classificação pressiona comissão técnica e elenco, que agora entram na parte decisiva da fase de grupos com margem de erro menor. Cada ponto perdido ganha peso maior numa tabela que, nesta altura, já expõe quem briga na parte de cima e quem se concentra apenas em escapar da queda.

Jogo equilibrado nas estatísticas, efetivo no placar

O placar se constrói em duas jogadas decisivas, uma em cada tempo. Aos 24 minutos do primeiro tempo, Léo Naldi invade a área e é derrubado por Patrick Brey. O árbitro marca pênalti, sem grande contestação dos jogadores em campo. Rômulo coloca a bola na marca, escolhe o canto, bate firme e abre o 1 a 0. A cobrança transforma o bom início em vantagem concreta.

O primeiro tempo mostra um Novorizontino mais organizado. A equipe controla a posse em trechos longos, pressiona a saída rival e cria as melhores situações de gol. Não se trata de avalanche ofensiva, mas de jogo maduro, com circulação rápida de bola e atenção defensiva. O Botafogo-SP responde em lances isolados, sempre longe da área, quase sempre sem exigir grandes defesas.

A etapa final apresenta roteiro diferente. Em desvantagem, o Botafogo-SP adianta as linhas, aumenta a posse de bola e finaliza mais. Rafael Gava assume protagonismo e arrisca chutes de média distância, tentando surpreender uma defesa até então sólida. As estatísticas refletem essa mudança: o time de Ribeirão Preto termina com 56% de posse de bola e 9 finalizações, contra 7 do Novorizontino.

A frieza nos números não altera o essencial: a eficiência. O Novorizontino escolhe melhor os momentos de atacar, reduz espaços no meio-campo e evita desorganização, mesmo sob pressão. Quando a partida se encaminha para um final nervoso, com o Botafogo-SP ainda vivo na busca pelo empate, surge o lance que decide a noite.

Aos 40 minutos do segundo tempo, Robson Fernandes recebe na entrada da área, encontra um espaço curto entre os marcadores e arrisca o chute. A finalização sai precisa, no alto, sem defesa. O 2 a 0 encerra a reação do Botafogo-SP, confirma a superioridade na prática e dá ao Novorizontino um triunfo que vale mais que três pontos. É o tipo de vitória que fortalece discurso interno e muda a forma como os adversários olham para o time.

Pressão aumenta para Botafogo-SP; liderança transforma Novorizontino

O impacto da partida vai além da tabela imediata. A liderança com 12 pontos e saldo de 8 gols expõe um Novorizontino eficiente no ataque e seguro na defesa. Em um estadual curto, em que poucos vacilos custam caro, essa combinação pesa. O time não depende de um único jogador, se apoia em sistema coletivo e mostra repertório para controlar jogos ou contra-atacar, conforme o adversário permite.

O cenário contrasta com o do Botafogo-SP, que soma apenas 5 pontos e flerta com a zona de rebaixamento. A equipe até mostra poder de reação nesta rodada, ocupa mais o campo ofensivo e melhora no segundo tempo, mas esbarra em finalizações pouco precisas e falhas pontuais na defesa. A derrota mantém o time preso na parte baixa e tende a acentuar cobranças da torcida e da diretoria.

Dentro do clube, a leitura é direta: a campanha precisa subir de nível nas próximas rodadas para evitar risco real de queda. A proximidade da zona de rebaixamento reduz a margem para experimentos táticos e pode encurtar planos de médio prazo. Em um Paulista competitivo, clubes de orçamento menor costumam pagar caro por sequências ruins, e o Botafogo-SP entra nesse grupo de atenção máxima.

Para o Novorizontino, o efeito é inverso. A liderança força uma mudança na forma como os rivais se preparam para enfrentá-lo. O time deixa de ser apenas uma boa surpresa e passa a ocupar espaço em reuniões de análise e planejamento dos grandes, como Palmeiras, Santos, São Paulo e Red Bull Bragantino. Cada ponto ganho agora pode se transformar em colchão importante quando o calendário apertar.

Próximos jogos testam fôlego e ambição no Paulistão

Os próximos compromissos vão indicar se a liderança do Novorizontino se sustenta ou se representa apenas fotografia de começo de campeonato. A equipe entra em campo nas rodadas seguintes com um novo tipo de responsabilidade: precisa defender a primeira colocação diante de rivais que enxergam, no confronto direto, chance de derrubar o líder e ganhar confiança.

O Botafogo-SP encara uma sequência em que empates já não bastam. A situação na 12ª posição o obriga a somar pontos para afastar de vez o fantasma do rebaixamento. A cada rodada sem vitória, a conta fica mais pesada. O Paulistão de 2026 começa a desenhar favoritos e ameaçados, e a noite em que o Novorizontino sobe ao topo cobra um preço direto do time de Ribeirão Preto, que agora precisa responder em campo se quer apenas sobreviver ou voltar a sonhar mais alto.

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