West Ham vence a terceira sem Paquetá e mira venda ao Flamengo
O West Ham emplaca a terceira vitória seguida sem Lucas Paquetá neste sábado, 24 de janeiro de 2026, ao bater o Sunderland por 3 a 1, em Londres. O resultado alivia a luta contra o rebaixamento e reforça o peso da possível venda do meia ao Flamengo para financiar reforços defensivos.
Time reage sem o camisa 10, mas segue sob risco
O time londrino entra em campo pressionado, na 18ª posição da Premier League, e responde com uma atuação segura no ataque diante de um rival mais bem colocado na tabela. O Sunderland inicia a rodada em nono lugar, mas vê o West Ham construir 3 a 0 antes de sofrer o gol que mantém um incômodo padrão: o clube leva gols em todas as partidas da temporada, em todas as competições.
A sequência recente muda o clima no vestiário. A equipe soma agora vitórias por 2 a 1 sobre o Queen’s Park Rangers, pela Copa da Inglaterra, 2 a 1 diante do Tottenham e 3 a 1 contra o Sunderland, ambas pela liga inglesa. O salto não basta para tirar o West Ham da zona de rebaixamento, mas reduz o desastre iminente. O clube fica a apenas dois pontos do Nottingham Forest, hoje o primeiro time fora do Z-3, na 17ª colocação.
O alívio ainda é provisório. O Forest só entra em campo amanhã, contra o Brentford, sétimo colocado, e pode restabelecer a distância. O West Ham volta para casa com três vitórias consecutivas, mas com a certeza de que qualquer tropeço recoloca o time em situação limite, a pouco mais de três meses do fim da temporada europeia.
Lesão, mercado e a equação Paquetá
Lucas Paquetá vive dias ambíguos em Londres. Fora pelo terceiro jogo seguido por lesão, o meia assiste das tribunas à reação do time enquanto seu nome domina as conversas de diretoria e torcedores. A possibilidade de venda ao Flamengo, clube que o revelou, deixa de ser um simples rumor de mercado e passa a influenciar planos esportivos e financeiros.
Dirigentes do West Ham admitem internamente que a defesa se tornou prioridade absoluta. A equipe sofre gols em todos os compromissos da temporada 2025/26, um sinal que atinge diretamente o planejamento da janela de inverno. A janela europeia termina em 2 de fevereiro, data que funciona como contagem regressiva para qualquer negócio envolvendo o camisa 10.
No Brasil, o Flamengo conta com prazo mais longo. O clube pode inscrever reforços até 3 de março, o que lhe dá margem para negociar valores e condições. O West Ham, por sua vez, trabalha com um cronômetro mais apertado: precisa transformar uma eventual venda de Paquetá em zagueiros e laterais que reduzam o número de gols sofridos já nas próximas rodadas.
A engenharia do negócio inclui uma peça sensível. O West Ham pretende vender Paquetá, mas mantê-lo por empréstimo até o fim da temporada europeia, para não perder uma de suas poucas referências técnicas na reta final da liga. Dirigentes do Flamengo, porém, rejeitam a ideia em um primeiro momento e tratam como prioridade ter o jogador o quanto antes no Rio de Janeiro, em um calendário que inclui Campeonato Carioca, Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores.
Defesa frágil, caixa apertado e pressão por reforços
O gol sofrido diante do Sunderland, quando o placar já marcava 3 a 0, funciona como lembrete incômodo. A equipe melhora ofensivamente, mas continua vulnerável atrás. A combinação de vitórias recentes com números defensivos ruins cria um cenário paradoxal: o time reage, porém segue dependente de placares elásticos para pontuar.
Dentro do clube, a avaliação é direta. O caminho mais rápido para corrigir a rota passa por investimento na zaga, algo que o orçamento atual não comporta com folga. A possível entrada de milhões de euros com a venda de Paquetá ao Flamengo aparece como solução financeira imediata, ainda que custe capital técnico em médio prazo. A diretoria pesa o risco: sem reforços, o fantasma do rebaixamento ameaça receitas de televisão, bilheteria e patrocínio para 2026/27; sem o meia, o time perde criatividade em um setor carente de alternativas.
No Brasil, a operação tem outro significado. O Flamengo enxerga em Paquetá um reforço de impacto, capaz de elevar o patamar do meio-campo em um ano de alta expectativa esportiva e política. Uma contratação de grande porte às vésperas de mais uma disputa continental reforça discurso de protagonismo e pode aliviar a pressão da torcida por contratações de peso. O impasse sobre o empréstimo até junho, porém, ameaça alongar as conversas e empurrar a definição para a reta final da janela.
O cenário coloca West Ham e Flamengo em um jogo de paciência. Os ingleses sabem que a urgência por zagueiros reduz seu poder de barganha. Os brasileiros conhecem o limite de tempo imposto pela janela europeia e exploram o fato de poderem esperar até 3 de março. Cada dia de incerteza aumenta a ansiedade da torcida em Londres e no Rio.
Calendário, tabela e a contagem regressiva no mercado
A vitória sobre o Sunderland não encerra nenhuma discussão. A classificação ainda mostra o West Ham em 18º, com margem curta para erros, e a sequência do campeonato coloca mais confrontos diretos pela frente. O resultado deste sábado, porém, dá fôlego ao técnico e à diretoria para negociar sem a sensação de queda iminente nas próximas 48 horas.
As próximas semanas definem boa parte do futuro recente do clube inglês. A janela europeia fecha em 2 de fevereiro, e o time precisa decidir se sacrifica Paquetá para tentar salvar a defesa e, por consequência, a permanência na Premier League. O Flamengo espera, calcula e testa os limites de um acordo que contente todos os lados, mas a equação ainda não fecha. Enquanto isso, o West Ham segue vencendo sem seu camisa 10 em campo e descobre, a cada rodada, até que ponto consegue reagir dentro de campo antes de decidir seu destino fora dele.
