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West Ham rejeita oferta de 40 mi de euros do Flamengo por Paquetá

O West Ham rejeita, em janeiro de 2026, a oferta do Flamengo de 35 milhões de euros fixos mais 5 milhões em bônus por Lucas Paquetá. O clube inglês só topa conversar a partir de 45 milhões de euros, o que mantém travado, por enquanto, o retorno do meia ao Rubro-Negro.

Negociação trava em 5 milhões de euros

A proposta enviada pelo Flamengo chega a aproximadamente 40 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 250 milhões. O pacote prevê 35 milhões de euros (R$ 218 milhões) garantidos e outros 5 milhões de euros (R$ 31 milhões) atrelados a metas esportivas. A direção do West Ham considera o valor insuficiente e avisa que só libera o jogador por, no mínimo, 45 milhões de euros, algo em torno de R$ 280 milhões.

O impasse expõe a diferença de fôlego financeiro entre o futebol inglês e o brasileiro. Para o Flamengo, o negócio já representa um dos maiores investimentos de sua história em contratações. Para o West Ham, trata-se de preservar um ativo valorizado no mercado europeu e titular em um dos principais campeonatos do mundo. Ainda assim, fontes próximas às negociações indicam que a porta não está fechada e que as conversas seguem em ritmo intenso.

Paquetá entre o sonho do retorno e a Copa do Mundo

Lucas Paquetá, revelado pelo Flamengo, vive um momento-chave da carreira. O meia mira a Copa do Mundo de 2026, que será disputada em Estados Unidos, México e Canadá, e quer chegar ao torneio em alto nível competitivo. Ele se mantém presença constante nas listas do técnico Carlo Ancelotti na seleção brasileira, o que reforça seu peso esportivo nas discussões entre os clubes.

No Flamengo, a possível volta de Paquetá é tratada como mais do que uma contratação. Entre 2016 e 2018, ele disputa 95 partidas pelo clube, marca 18 gols, distribui sete assistências e participa do título do Campeonato Carioca de 2017. Na Gávea, dirigentes avaliam que o meia chega hoje como jogador mais maduro, com experiência de Premier League e de futebol europeu, pronto para assumir protagonismo imediato em competições nacionais e internacionais.

A presença de ídolos recentes e jogadores da seleção no elenco rubro-negro alimenta o discurso de retomada do protagonismo continental. Integrantes do grupo demonstram publicamente apoio ao retorno do camisa 10 ao Brasil. Em entrevistas recentes, Vinícius Júnior, hoje referência no Real Madrid, admite que torce para ver Paquetá novamente no Flamengo e lembra a afinidade construída ainda nos tempos de base. No clube carioca, a leitura é de que a chegada do meia elevaria o nível técnico do meio-campo e ampliaria a margem para brigar por todos os títulos em 2026.

Impacto esportivo e financeiro no Flamengo e no mercado

O travamento do acordo obriga o Flamengo a revisar cenários. O plano inicial prevê a construção do elenco de 2026 a partir de dois ou três reforços de peso, com Paquetá como peça central desse desenho. Sem a definição, o clube precisa decidir se aumenta a oferta, se espera uma reabertura de condições por parte do West Ham ou se redireciona o orçamento para outras posições e nomes. Em qualquer um dos casos, o impacto é imediato na estratégia esportiva da temporada.

No West Ham, a postura firme reforça a lógica de valorização de ativos brasileiros no futebol europeu. Ao pedir, no mínimo, 45 milhões de euros, o clube inglês envia ao mercado a mensagem de que não pretende fazer liquidação de titulares em meio à temporada. O valor, se confirmado, colocaria a operação entre as maiores transferências já pagas por um brasileiro que retorna ao país. A política se apoia também no desempenho recente de Paquetá, que se firma como peça importante no meio-campo londrino e acumula convocações para a seleção.

O movimento ecoa em outros clubes brasileiros que monitoram atletas no exterior. A negociação por Paquetá funciona como termômetro do quanto times da Premier League estão dispostos a ceder. Ao mesmo tempo, evidencia até onde equipes do Brasil conseguem ir, mesmo com receitas de bilheteria, patrocínio e transmissão em patamares elevados para o padrão sul-americano. A conta precisa equilibrar ambição esportiva e responsabilidade financeira em contratos de longo prazo.

Próximos passos e pressão do calendário

As conversas entre Flamengo e West Ham continuam, sem prazo público para um desfecho. A janela de transferências e o calendário de 2026, porém, impõem pressão silenciosa às partes. Para o clube carioca, cada semana sem definição reduz o tempo de integração de eventuais reforços ao elenco que se prepara para Campeonato Carioca, Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. Para os ingleses, um acordo tardio diminui a margem para reposição no mercado europeu.

No entorno de Paquetá, a avaliação passa também pela preparação para a Copa do Mundo. O jogador precisa conciliar o desejo pessoal, a perspectiva esportiva e a segurança contratual em um ano-chave. Um retorno ao Flamengo o colocaria novamente no centro das atenções no futebol brasileiro, com calendário cheio e pressão máxima, cenário visto como positivo para manter ritmo de jogo. A permanência na Premier League, por outro lado, preserva o ambiente competitivo de alto nível que o leva à seleção. A resposta sobre qual caminho prevalece, por enquanto, segue em aberto e depende de 5 milhões de euros que separam sonho, planejamento e o limite financeiro dos dois clubes.

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