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São Paulo goleia Ibrachina no Morumbi e avança à final da Copinha

O São Paulo atropela o Ibrachina por 4 a 1 no Morumbi, na noite desta quinta-feira (22), e garante vaga na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O atual campeão confirma o favoritismo, elimina a sensação do torneio e mantém vivo o projeto de bicampeonato consecutivo. A decisão será contra o Cruzeiro, no domingo (25), no Pacaembu.

Show no Morumbi e afirmação do favoritismo tricolor

O relógio ainda marca três minutos quando Paulinho recebe na área, dribla o goleiro e finaliza no canto. O gol cedo muda o clima no Morumbi, lotado por mais uma noite de Copinha. O Ibrachina, sensação do torneio, sente o golpe e demora a se reorganizar.

O São Paulo não reduz o ritmo. Com 21 minutos, Pedro Ferreira cruza da direita, Isac se antecipa à marcação e testa firme para fazer 2 a 0. O Morumbi explode e a impressão é de que a semifinal se desenha sem sustos. O time tricolor ocupa o campo de ataque, pressiona a saída de bola e quase não permite que o adversário passe da linha do meio.

O Ibrachina volta ao jogo em um raro ataque bem construído. O árbitro marca pênalti, e Luiz Fernando converte com categoria, da marca da cal, diminuindo para 2 a 1. O gol anima a pequena, mas barulhenta, torcida visitante. Por alguns instantes, a partida parece aberta outra vez.

A resposta são-paulina é rápida. Aos 41 minutos, Isac arrisca de longe, a bola desvia na defesa, e Gustavo Santana aparece livre na área para completar e fazer 3 a 1. O terceiro gol recoloca o São Paulo em posição confortável antes do intervalo e esfria qualquer reação do Ibrachina.

No vestiário, o clima é de controle. A equipe tricolor mostra maturidade rara em torneio sub-20. O time volta para o segundo tempo sem se acomodar com a vantagem, mantendo marcação alta e circulação rápida da bola.

Expulsões, imposição técnica e a força da base tricolor

O panorama da semifinal muda de vez quando GB é expulso no início da etapa final. O Ibrachina fica com um jogador a menos e perde sua principal referência ofensiva. O São Paulo identifica a fragilidade, adianta ainda mais as linhas e transforma a semifinal em ataque contra defesa.

Logo após a expulsão, o quarto gol confirma a superioridade tricolor. Em cobrança de falta na entrada da área, o lateral-direito Igor Felisberto acerta o ângulo e faz 4 a 1. A bola viaja por cima da barreira, morre no canto e consolida a goleada. Os jogadores se abraçam perto do banco, cientes de que a vaga na final está encaminhada.

Com o placar construído, o Ibrachina tenta ao menos controlar o estrago, mas volta a se complicar. Gabriel Cunha, em dividida com o braço alto, recebe cartão vermelho direto. A equipe da Mooca termina a partida com nove jogadores em campo, cenário que expõe a diferença de controle emocional entre os elencos.

O São Paulo administra a vantagem com toques curtos e mudanças de lado. O time reforça a imagem de clube que trata a Copinha como laboratório e vitrine. Ao longo da história da competição, o Tricolor coleciona revelações que chegam ao profissional e ao mercado europeu. Em 2026, a equipe busca a sexta taça, após os títulos de 1993, 2000, 2010, 2019 e 2025.

A classificação renova o debate sobre a força das categorias de base do clube. A atual geração responde bem à pressão de jogar em casa, no Morumbi rebatizado Morumbis, e convive com a expectativa criada após o título de 2025. O desempenho diante do Ibrachina, apontado como uma das surpresas do torneio, reforça a sensação de que o elenco tricolor chega mais encorpado à decisão.

Decisão no Pacaembu e disputa por espaço no protagonismo

A final contra o Cruzeiro, marcada para domingo (25), às 11h, no Pacaembu, coloca frente a frente dois clubes com tradição em revelar jogadores. O São Paulo tenta o bicampeonato consecutivo e o sexto título na história. O Cruzeiro busca a segunda conquista, depois do troféu levantado em 2007, e chega embalado pela virada sobre o Grêmio na outra semifinal.

O duelo reúne projetos distintos de formação. O Tricolor aposta em estrutura consolidada em Cotia, com investimento pesado e elenco amplo. A Raposa tenta recuperar espaço após anos de turbulência financeira, usando a Copinha como plataforma para valorizar ativos da base e gerar receita futura. O título, para os dois lados, vale mais do que taça: significa reforçar discurso de planejamento e visão de longo prazo.

A final em 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo, devolve o Pacaembu ao centro da cena esportiva de base. O estádio, símbolo de gerações da Copinha, volta a ser palco de um domingo de arquibancadas cheias, olheiros, empresários e dirigentes atentos a cada movimento em campo. A presença de São Paulo e Cruzeiro aumenta o potencial de audiência em TV aberta, canais esportivos e plataformas digitais.

Para o Ibrachina, a eliminação não apaga a campanha que o coloca como surpresa do torneio. O clube de estrutura privada volta para casa com elenco valorizado e jovens mais perto de acordos com grandes centros. A trajetória até a semifinal abre espaço para discussões sobre novos modelos de formação no futebol brasileiro, fora do eixo tradicional dos grandes clubes.

O São Paulo encerra a noite no Morumbi consciente da responsabilidade que carrega. A goleada sobre o Ibrachina constrói a narrativa de favoritismo, mas também aumenta a pressão para domingo. A Copinha de 2026 ganha uma final que mistura tradição, projetos em disputa e futuro em jogo. A pergunta que fica até a bola rolar no Pacaembu é simples: quem transforma promessa em título.

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