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São Paulo goleia Ibrachina e vai à final da Copinha contra o Cruzeiro

O São Paulo vence o Ibrachina por 4 a 1, na noite de 23 de janeiro de 2026, no Morumbi, e garante vaga na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A atuação segura e dominante confirma o time tricolor como um dos favoritos ao título da principal competição de base do país.

Morumbi vira palco de afirmação da base tricolor

O clima no Morumbi é de jogo grande, mesmo em uma competição de garotos. Diante de milhares de torcedores, o São Paulo assume o controle desde os primeiros minutos e não permite que o Ibrachina se sinta à vontade em campo. A pressão alta, as trocas rápidas de passe e a intensidade ofensiva se impõem sobre o rival da zona leste da capital.

O primeiro gol sai ainda no início, em jogada construída com paciência e finalização precisa na pequena área. O segundo vem em seguida, aproveitando a desorganização da defesa adversária após perder a bola no meio-campo. O Ibrachina tenta reagir, desconta em uma rara escapada, mas não sustenta o ímpeto. O São Paulo volta a acelerar, marca o terceiro antes do intervalo e transforma o segundo tempo em administração madura de vantagem, algo incomum para um elenco sub-20.

A etapa final consolida a sensação de superioridade técnica e tática. O quarto gol, em chute colocado na entrada da área, fecha o placar e amplia a confiança do elenco. O resultado de 4 a 1 não resume apenas a diferença no marcador, mas expõe o nível de organização que o clube tenta consolidar nas categorias de base. A partida termina com aplausos longos, sinal de que o torcedor identifica na Copinha um prenúncio de futuro para o time principal.

Vitória reforça projeto de formação e aquece decisão com o Cruzeiro

A classificação à final da Copinha tem peso que vai além do calendário de janeiro. O torneio, que tradicionalmente revela nomes para o futebol profissional brasileiro desde a década de 1970, é visto internamente como um termômetro da política de base. Ao chegar à decisão após uma goleada em semifinal, o São Paulo valida o trabalho recente de captação e desenvolvimento de jovens que, em poucos meses, podem aparecer no elenco principal.

Dirigentes e comissão técnica tratam a campanha como parte de um ciclo. A presença na final, diante do Cruzeiro, monta um duelo entre duas camisas pesadas na formação de atletas. Torcedores mais antigos lembram que confrontos entre os dois clubes em categorias de base costumam antecipar enredos do profissional. A Copinha de 2026 se insere nessa tradição e alimenta a expectativa de novos protagonistas surgindo já nesta temporada.

A análise da partida contra o Ibrachina reforça essa leitura. O São Paulo controla os 90 minutos, ajusta o ritmo conforme a necessidade e não se desorganiza após sofrer o único gol. O comportamento em campo indica uma equipe treinada para lidar com pressão e vantagem, algo valorizado por quem projeta a transição dos garotos para o time principal. “O resultado é importante, mas o que mais chama atenção é a maturidade com que o grupo reage aos momentos do jogo”, avalia um membro da comissão técnica, nos bastidores do estádio.

O Ibrachina, sensação das fases anteriores, sente o peso da semifinal em um estádio de grande porte. A derrota por três gols de diferença não apaga a campanha, mas expõe a distância que ainda separa projetos emergentes de estruturas consolidadas como a do São Paulo. Para o clube da base, a participação em uma semifinal de Copinha funciona como vitrine e aprendizado. Para o São Paulo, a goleada em um jogo decisivo reforça o discurso de retomada da força da base, que já rendeu títulos importantes no começo dos anos 2000 e formou atletas vendidos por valores milionários para a Europa.

Decisão com o Cruzeiro projeta novos nomes e amplia vitrine

Com a vaga assegurada, o São Paulo volta o foco imediatamente para a final contra o Cruzeiro, em busca de mais um título de base para a coleção. A Copinha, disputada em janeiro, tradicionalmente serve como porta de entrada para o elenco profissional no primeiro semestre. A tendência é que ao menos dois ou três jogadores do time finalista sejam integrados aos treinamentos com o elenco principal ainda em 2026, dependendo do planejamento da comissão técnica.

O duelo com o Cruzeiro carrega ingredientes de equilíbrio. Os mineiros também chegam à decisão embalados, com campanha sólida e ataque produtivo. O encontro entre os dois projetos de formação atrai a atenção de olheiros de clubes brasileiros e estrangeiros, que acompanham a competição em busca de talentos. Em um mercado cada vez mais competitivo, a performance em uma final transmitida em rede nacional pode antecipar propostas e acelerar negociações.

Nas arquibancadas e nas redes sociais, a repercussão cresce desde o apito final no Morumbi. Torcedores discutem escalações, comparam as campanhas e resgatam participações históricas de São Paulo e Cruzeiro na Copinha. Programas esportivos dedicam espaço à análise da base, algo menos comum em outros períodos do ano. A semifinal com goleada amplia a narrativa de que o clube do Morumbi volta a olhar para dentro de casa em busca de soluções esportivas e financeiras.

A decisão agora é sobre como transformar o brilho de janeiro em protagonismo ao longo da temporada. O São Paulo chega à final da Copinha com a chance de adicionar um título simbólico ao seu projeto de reconstrução esportiva. A resposta virá em 90 minutos, contra um adversário de peso, sob os olhos de quem vê na base não apenas o futuro, mas parte urgente do presente do clube.

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