Lua Nova marca ciclo de janeiro; veja calendário lunar de 2026
A Lua entra na fase Nova nesta quinta-feira (22), está 11% visível e em crescimento, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O início do novo ciclo lunar orienta decisões de astrônomos, agricultores e pescadores em todo o país.
Calendário lunar de janeiro e o lugar da Lua no céu
O mês de janeiro de 2026 começa com a Lua em destaque. O ciclo atual tem início oficial no dia 18, às 16h51, quando a Lua Nova se configura. Hoje, quatro dias depois dessa virada, o satélite ainda aparece discreto no céu noturno, mas já cresce a cada noite.
Os dados do Inmet mostram um calendário bem marcado. A Lua Cheia abre o mês no dia 3 de janeiro, às 7h02, iluminando o amanhecer e as madrugadas seguintes. No dia 10, às 12h48, o ciclo avança para a fase Minguante, quando a iluminação começa a cair visivelmente. A Lua Nova surge em 18 de janeiro, às 16h51, e dá início a uma nova lunação, que se completa em média a cada 29,5 dias. O calendário se fecha com a Lua Crescente em 26 de janeiro, à 1h47, fase que domina o céu brasileiro na reta final do mês.
Como funciona o ciclo e por que ele importa agora
Uma lunação, nome dado ao intervalo entre duas Luas Novas consecutivas, dura em torno de 29 dias e meio. Nesse tempo, o satélite atravessa quatro fases principais — nova, crescente, cheia e minguante —, cada uma com impacto visual e simbólico próprio. As chamadas interfases, como quarto crescente, crescente gibosa, minguante gibosa e quarto minguante, preenchem a transição entre os estágios mais conhecidos.
Na Lua Nova, a posição é estratégica: a Lua fica alinhada entre a Terra e o Sol. O lado iluminado se volta para o Sol, enquanto o lado escuro se volta para nós. O resultado é um céu noturno em que o satélite praticamente desaparece. Para astrônomos, esse apagão aparente é valioso. Com menos brilho lunar, o céu fica mais escuro e favorável à observação de estrelas e galáxias pouco visíveis nas noites de Lua Cheia.
No cotidiano, essa mesma fase carrega um peso simbólico. Por representar o início de um novo ciclo, a Lua Nova costuma ser associada a recomeços, projetos e planejamento. A cada mês, milhões de pessoas ajustam rotinas, práticas espirituais e rituais culturais a essa marcação. O Inmet fornece os horários exatos para que o público consiga se orientar com precisão de minutos.
Impacto em plantações, mares e na rotina das cidades
O calendário lunar de janeiro de 2026 não é apenas uma curiosidade astronômica. Em regiões agrícolas, produtores planejam etapas de plantio e manejo de acordo com as fases da Lua. A Lua Nova, discreta no céu de hoje, costuma ser vista como janela de planejamento: é o momento de preparar solo, organizar sementes e alinhar o calendário de safra. A fase Crescente, que chega no dia 26, ganha fama entre agricultores como um período propício para o crescimento de plantas, associada ao aumento gradual da luminosidade noturna.
No litoral, a influência também é direta. Pescadores acompanham as fases lunares para antecipar variações de maré e comportamento dos cardumes. A Lua Cheia de 3 de janeiro, por exemplo, aumenta o brilho sobre o mar e pode alterar a profundidade e a força das marés. Já a Lua Minguante do dia 10 é observada como fase de transição, em que o avanço do ciclo ajuda a ajustar horários de saída, retorno e escolha de áreas de pesca.
Nas cidades, o impacto é menos evidente, mas não menos real. A Lua Cheia, totalmente iluminada quando a Terra se posiciona entre o Sol e o satélite, altera a luminosidade das noites e interfere em estudos de poluição luminosa e segurança pública. A Lua Minguante, que se aproxima do fim de cada ciclo, marca um período em que a claridade se reduz e o céu volta a escurecer progressivamente. Especialistas em astronomia amadora aproveitam essas janelas mais escuras para observar objetos tênues, principalmente longe dos grandes centros urbanos.
O que o novo ciclo anuncia para as próximas semanas
A fase de hoje, com apenas 11% da superfície lunar visível, indica que o ciclo ainda engatinha. Em quatro dias, a Lua Crescente de 26 de janeiro, marcada para a 1h47, deve aparecer mais alta e nítida no início da noite. Esse avanço gradativo da iluminação ajuda o público a enxergar, a olho nu, o próprio mecanismo do sistema Terra-Lua-Sol em movimento.
O Inmet mantém a atualização das fases lunares ao longo do ano e reforça a importância de consultar os horários oficiais para planejamento de atividades sensíveis ao ciclo. A lunação que começa em janeiro se estende até meados de fevereiro, com nova Lua Nova fechando o intervalo de cerca de 29,5 dias. Até lá, agricultores seguem ajustando cronogramas de lavoura, pescadores planejam saídas ao mar e astrônomos organizam sessões de observação de acordo com o brilho do céu. A repetição mensal desse calendário levanta uma pergunta simples e permanente: em que medida um satélite a quase 384 mil quilômetros de distância continua guiando escolhas tão concretas aqui na Terra?
