Ciencia e Tecnologia

Guia UOL 2026 ensina como escolher notebook ideal e evitar erro

Consumidores que planejam comprar um notebook no começo de 2026 encontram no Guia de Compras UOL um manual detalhado para acertar na escolha. O conteúdo, disponível no Brasil pelo portal, traduz especificações técnicas em linguagem simples e aponta modelos em oferta a partir de R$ 1.699. O objetivo é orientar desde quem só navega na internet até quem precisa de máquina forte para trabalho pesado.

Corrida por notebooks marca o início de 2026

O início do ano concentra decisões de compra importantes. Famílias se organizam para a volta às aulas, profissionais trocam equipamentos antigos e muita gente decide aposentar o notebook que já não aguenta reuniões em vídeo. É nesse cenário que o UOL publica um guia completo de notebooks, que vai além da vitrine de ofertas e mira a dúvida mais comum: qual máquina realmente faz sentido para cada tipo de uso.

O material parte de uma constatação que interessa ao bolso. Mesmo modelos considerados de entrada, com preço mais baixo, já dão conta das tarefas básicas do dia a dia, como navegar na internet, acessar plataformas educacionais, escrever textos, montar planilhas simples e participar de videoconferências. Para o lazer, esses aparelhos também rodam vídeos em serviços de streaming, YouTube e joguinhos leves sem travamentos perceptíveis.

A reportagem destaca exemplos concretos de configurações que chegam às lojas brasileiras em 2026. Há notebooks com processador Intel Celeron N4020, 8 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento em eMMC, combinados a tela antirreflexo de 15,6 polegadas e bateria de 37 Wh, com promessa de até oito horas longe da tomada. Em outro patamar, surgem modelos com AMD Ryzen 5 7520U, 8 GB de RAM e SSD de 512 GB, abertura de tela em 180 graus e carregamento rápido que leva a bateria de 42 Wh a 60% em 49 minutos, segundo os fabricantes.

O guia também mira quem busca mais desempenho, mas não quer pagar por recursos que não vai usar. Um dos exemplos traz notebook com Intel Core i3 de 13ª geração, 8 GB de RAM e SSD de 256 GB, tela de 15,6 polegadas e bateria de 41 Wh, voltado a escritório, estudo e uso doméstico. Em outra ponta aparecem equipamentos com Intel Core i5-13420H, processadores da chamada série H, voltada a mais performance, 8 GB de RAM expansível e SSD a partir de 256 GB, recursos de inteligência artificial integrados ao sistema e bateria de 53 Wh, com promessa de cerca de oito horas de uso moderado.

Entre as opções listadas, há ainda modelos com Intel Core 3 100U de 13ª geração, seis núcleos, 8 GB de RAM e SSD de 512 GB, que apostam em tela de 120 Hz para navegação mais fluida e jogos casuais. Outros apostam em integração com celulares, como notebooks com Intel Core i3-1315U, 8 GB de RAM e SSD de 256 GB que permitem acessar contatos e mensagens do celular Galaxy direto no computador. As telas seguem quase sempre o padrão de 15,6 polegadas com acabamento antirreflexo, voltado ao uso prolongado.

Processador, RAM e SSD definem a experiência

A reportagem organiza o guia com base em três pilares técnicos que mais impactam o dia a dia: processador, memória RAM e tipo de armazenamento. O processador é descrito como o “cérebro” do notebook e define quanta coisa o computador consegue fazer ao mesmo tempo sem engasgar. Para tarefas cotidianas, como internet, textos, planilhas, aulas online e aplicativos leves, o engenheiro e professor da Escola Politécnica da USP, Marcelo Zuffo, explica que linhas de entrada atuais dão conta do recado, desde que não sejam muito antigas. “Modelos muito antigos ou linhas de entrada excessivamente limitadas podem comprometer a experiência a médio prazo”, alerta.

O número de núcleos e a quantidade de memória cache entram no detalhe, mas têm tradução direta: quanto maiores esses números, mais confortável tende a ser o uso multitarefa, com várias janelas abertas. No guia, a orientação é clara. Quem pretende editar vídeo, trabalhar com projetos de engenharia, como softwares CAD, ou jogar títulos mais pesados precisa subir a régua. “Nesses casos, sugiro escolher um notebook com processador Intel Core i7 ou até i9, dependendo da demanda, e com 32 GB ou até 64 GB de memória RAM”, afirma Fernando Pereira, profissional de TI especializado em hardware desde 2008.

Para o público geral, a memória RAM mínima recomendada é de 8 GB. O objetivo é garantir fluidez, especialmente quando o usuário mantém muitas abas abertas no navegador enquanto participa de videoconferências. Essa especificação aparece como ponto comum em praticamente todos os modelos citados, com possibilidade de expansão em alguns casos, o que ajuda a prolongar a vida útil do equipamento.

No armazenamento, o guia é taxativo ao orientar o consumidor a priorizar SSD em vez de HD tradicional. A tecnologia, que usa chips de memória em lugar de partes mecânicas, reduz o tempo de inicialização do sistema e abre programas com muito mais rapidez. “O notebook fica muito mais rápido, sendo que um SSD de 256 GB atende bem a maioria dos usuários”, afirma Zuffo. Quem guarda muitos arquivos pesados, como vídeos em alta resolução, pode recorrer a modelos com 512 GB de SSD ou a soluções externas, como HDs portáteis e serviços em nuvem.

A bateria aparece como outro ponto decisivo para quem trabalha ou estuda longe da tomada. Segundo Fernando Pereira, notebooks mais simples, com componentes menos exigentes, podem chegar a algo em torno de 12 horas de uso leve. A recomendação prática, no entanto, é buscar ao menos seis a oito horas de autonomia declarada pelos fabricantes para ter mobilidade com navegação, documentos e aulas online. O guia lembra que o brilho da tela, a intensidade do Wi-Fi e o número de aplicativos abertos reduzem esse tempo na prática.

Os modelos avaliados variam de baterias de 37 Wh a 55 Wh, com recursos como carregamento rápido, que promete chegar a 80% em cerca de uma hora, e recarga que fornece duas horas extras de energia em 15 minutos de tomada. Em telas, o padrão Full HD domina a faixa de preço intermediária, com versões IPS WUXGA, que prometem mais brilho e nitidez, em equipamentos com 15,3 e 16 polegadas. Alguns fabricantes incluem tecnologias para reduzir luz azul e diminuir o cansaço visual em uso prolongado.

Consumo mais informado e disputa acirrada entre fabricantes

O guia publicado pelo UOL também deixa claro que não se trata apenas de catálogo. As recomendações buscam evitar dois erros comuns nas compras de início de ano: pagar caro por recursos que não serão usados e adquirir um notebook subdimensionado, que trava depois de poucos meses. Ao explicar, em linguagem acessível, as siglas e números que aparecem nas fichas técnicas, o conteúdo tende a nivelar o conhecimento dos consumidores e a reduzir a distância entre propaganda e necessidade real.

Na prática, a reportagem também reforça uma tendência do mercado brasileiro de eletrônicos, marcada pela disputa por custo-benefício. Ao destacar modelos que entregam 8 GB de RAM e SSD a partir de 256 GB por valores próximos de R$ 1.699, o texto pressiona fabricantes a manterem ou melhorarem as especificações na faixa de entrada. Para o varejo online, a presença de links de compra comissionados indica uma aposta em afiliação, em que o UOL recebe uma porcentagem sem cobrar a mais do consumidor. O portal ressalta que não é dono dos produtos e não participa da comercialização, prática padrão em conteúdos desse tipo.

A página do guia também se conecta a outros canais da casa, como o Monitor de Ofertas UOL, o canal no WhatsApp e vídeos no TikTok do Guia de Compras, em estratégia que tenta acompanhar o público onde ele já está. A ideia é oferecer alerta de promoções em tempo real e reviews rápidos, como o teste recente de uma pipoqueira elétrica da Britânia, que aparece como exemplo de conteúdo complementar.

No horizonte, o efeito desse tipo de cobertura tende a ir além da temporada de volta às aulas. Consumidores que entendem a diferença entre um processador de entrada e um chip de alto desempenho passam a comparar mais, negociar melhor e postergar upgrades desnecessários. Fabricantes encontram um público mais crítico, que pergunta por número de núcleos, tipo de SSD, autonomia real de bateria e recursos de tela antes de fechar a compra.

O próximo movimento do mercado deve envolver ainda mais notebooks com recursos de inteligência artificial integrados, teclas dedicadas a assistentes e integração estreita com celulares e tablets. A dúvida que fica para os próximos lançamentos é se essas novidades virão acompanhadas de preços acessíveis ou se ficarão restritas a modelos de topo de linha, distante da faixa em que a maioria dos brasileiros realmente compra.

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