Botafogo define time para estreia de Martín Anselmi no Carioca
O Botafogo confirma a escalação para o duelo com o Volta Redonda nesta quarta-feira (21/1), no Nilton Santos. A partida marca a estreia do técnico argentino Martín Anselmi no comando alvinegro pelo Campeonato Carioca.
Estreia em casa sob olhar atento da torcida
O relógio marca 18h05 desta quarta-feira quando o Botafogo divulga a primeira escalação de Martín Anselmi à frente do time principal. O jogo, no Nilton Santos, transforma a rodada do Campeonato Carioca em teste imediato para o novo treinador, apresentado com status de aposta para 2026.
O time entra em campo com Léo Linck; Mateo Ponte, Alexander Barboza e Newton; Vitinho, Allan, Danilo e Alex Telles; Montoro, Artur e Arthur Cabral. A espinha dorsal mistura jogadores experientes, como Alex Telles e Arthur Cabral, com jovens que ganham espaço, caso de Newton e Vitinho. O banco de reservas oferece alternativas em quase todos os setores: Raul, Neto, Bastos, Marçal, Santi Rodríguez, Jordan Barrera, Matheus Martins e Nathan Fernandes ficam como opção.
A partida contra o Volta Redonda vale três pontos na tabela, mas carrega peso maior para um clube que tenta virar a chave após uma temporada marcada por frustrações. A estreia de Anselmi funciona como ponto de partida simbólico para um Botafogo que busca retomar protagonismo no Rio e em competições nacionais. Cada escolha na escalação é lida pela arquibancada como pista do modelo de jogo que o argentino pretende implementar.
Identidade tática em construção e disputa por espaço
A formação desenhada por Anselmi indica um Botafogo com saída de três zagueiros e laterais em função mais ofensiva, algo que o treinador costuma adotar em seus trabalhos anteriores. Alex Telles, lateral experiente de 33 anos, aparece como peça-chave para dar profundidade ao lado esquerdo e qualidade na bola parada, enquanto Vitinho ajuda a equilibrar intensidade e recomposição pelo corredor oposto.
No meio-campo, Allan e Danilo surgem como dupla responsável pelo primeiro passe e pela proteção da defesa. A presença simultânea dos dois volantes sugere preocupação com o controle da posse de bola e com a transição defensiva, setor criticado em 2024 e 2025. Montoro se projeta como armador mais adiantado, responsável por conectar o meio ao trio ofensivo e acionar Artur pelos lados.
Na frente, Arthur Cabral assume o papel de referência na área, encarregado de transformar a proposta ofensiva em gol. O centroavante, acostumado a grandes centros europeus, passa a ser um dos termômetros imediatos do trabalho de Anselmi: se a bola chegar com frequência e qualidade, o torcedor tende a ver rapidamente o efeito do novo esquema. O Volta Redonda, adversário tradicionalmente competitivo no Carioca, oferece um cenário realista para medir essa primeira versão do Botafogo de 2026.
O elenco à disposição no banco também conta parte da história. Jogadores como Santi Rodríguez e Matheus Martins podem mudar o ritmo da partida no segundo tempo, oferecendo velocidade, drible e alternativa de formação. A presença de Marçal como opção para a lateral esquerda adiciona segurança em caso de necessidade de ajuste defensivo.
Pressão por resposta rápida e temporada em jogo
A noite no Nilton Santos não decide a temporada, mas ajuda a moldar o ambiente para os próximos meses. Uma atuação convincente contra o Volta Redonda tende a reduzir desconfianças, aumentar o moral interno e fortalecer a relação entre arquibancada e comissão técnica. O torcedor, que acompanha cada anúncio de reforço e mudança de comando desde o fim de 2025, espera sinais claros de evolução já neste primeiro compromisso oficial.
Um desempenho abaixo do esperado, por outro lado, pode antecipar questionamentos sobre escolhas, peças utilizadas e até o encaixe de nomes badalados no novo sistema. A reação imediata costuma ser intensa no futebol carioca, e Anselmi sabe que o tempo de adaptação é curto quando se chega a um grande clube sob expectativa elevada. A forma como o Botafogo se comporta nos 90 minutos iniciais ajuda a definir o tom da cobertura e das conversas nas arquibancadas, nas redes sociais e nos bastidores.
A estreia desta quarta-feira funciona também como vitrine para os jovens que ganham espaço na equipe titular e no banco. Uma boa atuação pode acelerar a consolidação de nomes como Newton e Vitinho, transformando promessas em opções recorrentes ao longo do ano. A diretoria acompanha de perto não apenas o resultado, mas o desempenho coletivo, a interação entre os setores e a resposta emocional do grupo em um jogo que carrega simbolismo.
O que o Botafogo projeta a partir de agora
O Campeonato Carioca serve como laboratório, mas o planejamento do Botafogo mira também competições mais longas e pressionadas, como Brasileirão e torneios continentais. A maneira como Anselmi faz as primeiras leituras, promove substituições e ajusta o time durante o jogo indica qual será seu nível de intervenção ao longo da temporada. O duelo com o Volta Redonda acaba funcionando como capítulo inaugural de uma narrativa que se estende pelos próximos meses.
A torcida ocupa o Nilton Santos à espera de respostas simples para perguntas complexas: o time vai jogar de forma mais agressiva? Os reforços vão encaixar? A defesa vai se mostrar mais sólida? A partir do apito inicial, cada jogada ajuda a construir essa resposta. O que acontecer nesta quarta-feira não encerra o debate, mas define o tom da caminhada de Anselmi no futebol brasileiro e a confiança que o Botafogo leva para os desafios que virão em 2026.
