Ciencia e Tecnologia

Guia UOL aponta notebooks em oferta para 2026 e como escolher

Consumidores que planejam trocar de notebook no início de 2026 ganham um novo aliado. O Guia de Compras UOL publica, nesta quarta (21), um especial com orientações técnicas e seleção de modelos em oferta a partir de R$ 1.699, voltado para trabalho, estudo e entretenimento.

Corrida por desempenho e preço em início de ano

O calendário mal vira e a pressão por produtividade recomeça. Estudantes se preparam para o retorno às aulas, profissionais retomam projetos e famílias tentam encaixar tecnologia no orçamento apertado de começo de ano. Nesse cenário, a escolha do notebook certo deixa de ser capricho e vira decisão de impacto direto na rotina.

O especial do Guia de Compras UOL mira exatamente esse momento. O conteúdo reúne recomendações de especialistas, explica de forma didática o que significam siglas e números das fichas técnicas e aponta configurações mínimas para diferentes perfis de uso. Também destaca ofertas pontuais, sempre com o alerta de que os preços podem mudar a qualquer momento.

A curadoria traz desde modelos básicos, equipados com processadores como Intel Celeron N4020, 8 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento em eMMC, até máquinas mais robustas, com chips Intel Core i5 ou AMD Ryzen 5, SSD de 512 GB e telas maiores e mais nítidas. A ideia é cobrir o usuário que só precisa navegar, escrever textos e participar de videoconferências, mas também quem trabalha com edição de imagens, vídeos ou softwares de engenharia.

Os testes e análises consideram o cenário brasileiro, em que muitos consumidores ainda fazem a compra a prazo e esperam que o notebook dure vários anos. O guia enfatiza que até modelos mais acessíveis, na casa de R$ 1.700 a R$ 2.000, já dão conta de atividades básicas, incluindo aulas online, planilhas simples e streaming, sem travamentos constantes.

O que muda na prática para quem vai comprar

O ponto central do material está na tradução dos termos técnicos. O processador, descrito pelos especialistas como o “cérebro” do computador, deixa de ser apenas uma sigla em letras e números para virar um parâmetro claro de desempenho. “Para uso cotidiano, como internet, textos, planilhas, aulas online e aplicativos leves, dá para ficar em processadores de entrada, desde que não sejam muito antigos”, afirma Marcelo Zuffo, engenheiro e professor da Escola Politécnica da USP.

Ele alerta que linhas defasadas demais podem comprometer a experiência já nos próximos anos, principalmente com a evolução dos sistemas operacionais e dos serviços em nuvem. Núcleos extras e memória cache maior, explica, funcionam como pistas adicionais em uma estrada movimentada: quanto mais espaços para dados circularem ao mesmo tempo, mais suave é a navegação com várias janelas abertas.

A memória RAM aparece como outro ponto de atenção imediato. “Pelo menos 8 GB é o mínimo recomendável para garantir fluidez, especialmente com várias abas abertas ou em videoconferências”, diz Zuffo. O guia reforça que, embora alguns modelos ainda tragam 4 GB, esse patamar já se mostra limitado para quem pretende manter o notebook por mais tempo.

No armazenamento, a recomendação é clara: priorizar SSD em vez de HD tradicional. A troca impacta diretamente a velocidade de ligar o aparelho e abrir programas. “O notebook fica muito mais rápido, sendo que um SSD de 256 GB atende bem a maioria dos usuários”, afirma o professor. Modelos do guia incluem opções com 256 GB para quem guarda mais arquivos online e versões com 512 GB para quem precisa de mais espaço local.

O conteúdo também se debruça sobre a bateria, ponto sensível em um país em que muita gente trabalha em deslocamento ou divide o espaço da casa com outras pessoas. De acordo com o especialista em hardware Fernando Pereira, alguns notebooks mais simples, com componentes econômicos, chegam a 12 horas de uso leve. “Para quem valoriza mobilidade, faz sentido buscar pelo menos de seis a oito horas de autonomia, considerando navegação, editores de texto e streaming em brilho moderado”, diz.

Os modelos destacados no guia trazem números concretos. Há notebooks com baterias de 37Wh a 55Wh, em que os fabricantes prometem de oito a dez horas longe da tomada, e recursos de carregamento rápido que recuperam até 60% em 49 minutos ou 80% em uma hora. O texto lembra que essas estimativas dependem do brilho da tela, do uso de Wi-Fi e da quantidade de aplicativos abertos.

Na faixa intermediária, o usuário encontra máquinas com processadores Intel Core de 13ª geração ou AMD Ryzen 5, 8 GB a 12 GB de RAM, SSD de 256 GB ou 512 GB e telas de 15,6 ou 16 polegadas, muitas delas em resolução Full HD ou WUXGA. Algumas oferecem taxa de atualização de 120 Hz, que deixa a imagem mais fluida, e tecnologias para reduzir a emissão de luz azul, pensadas para quem passa horas diante da tela.

Mercado aquecido, ofertas dinâmicas e próximos passos

O guia chega em meio a uma disputa acirrada entre fabricantes e varejistas online por atenção e cliques. Teclas dedicadas a recursos de inteligência artificial, integração com celulares Android e abertura de tela em 180 graus aparecem como diferenciais de marketing, mas o texto lembra que, para a maioria dos consumidores, processador, memória, armazenamento e bateria seguem como os pilares da escolha.

Com a curadoria do Guia de Compras UOL, o consumidor também passa a ter um termômetro de tendências de hardware para 2026. Modelos com 8 GB de RAM e SSD de 256 GB se consolidam como novo piso aceitável, enquanto máquinas com 12 GB ou mais, processadores Intel Core i5 série H ou AMD Ryzen 5 mais recentes e SSD de 512 GB avançam como padrão de quem busca longevidade e desempenho em tarefas pesadas.

O conteúdo ainda reforça que as ofertas são voláteis. Os preços são checados na data de publicação, mas podem oscilar de um dia para o outro, pressionados por câmbio, estoques e campanhas relâmpago. A recomendação é acompanhar o Monitor de Ofertas UOL, o canal do Guia no WhatsApp e os vídeos no TikTok, que destacam alertas de desconto e testes práticos de produtos.

Na avaliação de Fernando Pereira, quem trabalha com edição de vídeo, softwares de projeto ou games precisa ir além da configuração básica. “Nesses casos, sugiro um notebook com processador Intel Core i7 ou até i9, dependendo da demanda, e com 32 GB ou até 64 GB de memória RAM”, afirma. Essas máquinas ainda representam uma fatia menor do mercado, mas tendem a crescer no ritmo da popularização de trabalhos criativos e remotos.

O guia também traz avisos de transparência: o UOL recebe comissão sobre vendas feitas pelos links indicados, mas o leitor não paga nada a mais por isso, e o portal não participa diretamente da comercialização dos produtos. A responsabilidade pelos itens e pelos comentários de usuários segue com as lojas e com os próprios autores das mensagens.

À medida que 2026 avança, o comportamento do consumidor deve indicar se a combinação de preço mais baixo, bateria mais duradoura e recursos inteligentes será suficiente para acelerar a renovação dos notebooks no país. A cada nova leva de lançamentos e promoções, a disputa entre modelos de entrada e intermediários se intensifica, e o desafio para o comprador permanece o mesmo: transformar siglas e números em uma escolha que faça sentido para o próprio dia a dia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *