América-MEX abre negociação com Palmeiras por Raphael Veiga
O América, do México, abre nas últimas horas uma negociação com o Palmeiras para contratar o meio-campista Raphael Veiga, de 29 anos. A investida atende a um pedido direto do técnico André Jardine e coloca em jogo um dos principais nomes do elenco alviverde às vésperas da temporada 2026.
Pedido de Jardine movimenta mercado entre México e Brasil
No clube mexicano, a diretoria trata o movimento como prioridade imediata. A aproximação com o Palmeiras ocorre na esteira do planejamento de Jardine para renovar o meio-campo das Águilas, hoje considerado carente de um armador com capacidade de decisão. O treinador brasileiro identifica em Veiga o perfil ideal: meia que chega à área, finaliza com precisão e suporta a pressão de jogos decisivos.
Dirigentes do América admitem, internamente, que não se trata de uma negociação simples. O Palmeiras vê o camisa 23 como peça estrutural do elenco, protagonista em títulos recentes e referência técnica para uma equipe que disputa, ano após ano, torneios de alto nível. A diretoria mexicana, porém, se mostra disposta a insistir nas conversas e testar os limites financeiros do clube brasileiro.
Protagonista do Palmeiras entra no radar internacional
Revelado pelo Coritiba e com passagem pelo Athletico, Raphael Veiga se consolida no Palmeiras a partir de 2019, em meio à reconstrução do elenco. Desde então, empilha participações decisivas em títulos como a Libertadores, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Em mais de cinco temporadas seguidas no alto nível, o meia transforma pênaltis em especialidade e assume o papel de jogador de confiança em decisões.
No Allianz Parque, Veiga é considerado um símbolo da era vitoriosa recente. Gols em finais continentais, atuações consistentes em mata-matas e regularidade ao longo de 38 rodadas de Brasileirão fazem dele um dos atletas mais valorizados do mercado interno. Isso ajuda a explicar a resistência do Palmeiras em abrir mão do jogador sem uma compensação expressiva, esportiva e financeira.
A sondagem do América se encaixa em um movimento mais amplo do futebol mexicano, que aumenta a presença de brasileiros em seus elencos e tenta reduzir a distância competitiva para os grandes centros do continente. Contratações de jogadores formados em clubes de ponta do Brasil se tornam, nos últimos anos, uma estratégia para elevar o nível da liga e atrair mais atenção internacional.
Impacto direto em Palmeiras e América
Uma eventual saída de Raphael Veiga representaria um abalo imediato no meio-campo palmeirense. O clube perde um jogador que participa diretamente de gols em campeonatos de pontos corridos e mata-matas e que acumula decisões favoráveis em finais de Libertadores e Copa do Brasil. O desafio da diretoria seria encontrar, em pouco tempo, um substituto com capacidade de entrega semelhante, algo raro no mercado sul-americano.
Para o América, o cenário é oposto. A chegada de Veiga significaria um salto técnico imediato e uma mensagem clara ao torcedor: a equipe entra em 2026 disposta a disputar títulos nacionais e internacionais em outro patamar. Jardine ganharia um armador capaz de organizar o jogo, acelerar contra-ataques e ocupar a área como segundo atacante, característica valorizada em um calendário que combina Liga MX e competições continentais.
A movimentação também reforça a rota México-Brasil no mercado da bola. Negócios de maior porte entre clubes dos dois países, com jogadores estabelecidos em times de ponta, ainda são menos frequentes que as transferências para Europa ou Oriente Médio. Uma transação envolvendo um protagonista de títulos recentes como Veiga tende a abrir espaço para conversas futuras em patamares de valor mais altos.
Negociação em curso e cenário para os próximos dias
As conversas entre América e Palmeiras avançam em ritmo acelerado nas horas finais antes de 21 de janeiro de 2026, ainda sem desfecho à mesa. A diretoria mexicana trabalha para transformar o desejo de Jardine em proposta concreta, enquanto o clube brasileiro pesa o impacto esportivo de perder um de seus líderes técnicos em plena montagem do elenco para a temporada.
O desfecho da negociação tende a influenciar a rota de ambos os times em 2026. Caso o acordo seja fechado, o América ganha uma referência imediata no meio-campo, e o Palmeiras é empurrado ao mercado em busca de reposição à altura. Se as conversas travarem, o episódio ainda reforça o tamanho de Veiga no cenário continental e deixa no ar a pergunta que passa por torcedores e dirigentes: por quanto tempo o meia conseguirá permanecer no futebol brasileiro diante do apetite de mercados em ascensão como o mexicano?
