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Sisu 2026 abre inscrições para 110 cursos de graduação na Ufam

A Universidade Federal do Amazonas abre, de 19 a 23 de janeiro de 2026, as inscrições para vagas em 110 cursos de graduação pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O processo é totalmente online e está disponível para candidatos de todas as regiões do país interessados em estudar em Manaus e no interior do estado.

Porta de entrada para a universidade pública na Amazônia

A abertura do Sisu 2026 coloca a Ufam no centro da disputa por vagas no ensino superior gratuito. A instituição utiliza as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar novos alunos e, nesta edição, volta a apostar na plataforma do Ministério da Educação como principal forma de ingresso. As inscrições acontecem exclusivamente no site do Sisu, onde cada candidato pode escolher até duas opções de curso, em ordem de preferência.

A movimentação interessa a milhares de jovens que veem na universidade pública uma chance concreta de ascensão social. A Ufam oferece vagas em áreas que vão das licenciaturas em ciências humanas e biológicas aos bacharelados em engenharias, tecnologias e saúde. O calendário enxuto, de apenas cinco dias, pressiona os estudantes a se organizarem com antecedência, acompanharem as notas de corte diárias e ajustarem as escolhas conforme a concorrência.

Demanda crescente e impacto regional direto

A região Norte costuma registrar aumento gradual na procura por vagas em universidades federais a cada edição do Sisu, e a expectativa para 2026 não foge à regra. A combinação de ensino gratuito, pesquisa consolidada e localização estratégica na Amazônia atrai tanto moradores locais quanto estudantes de outros estados, interessados em temas como biodiversidade, desenvolvimento sustentável, tecnologia da informação e políticas públicas para a região.

O desenho do Sisu favorece essa circulação de estudantes. Ao permitir até duas opções de curso, o sistema amplia as chances de ingresso e reduz a frustração de quem ficaria de fora em uma única tentativa. Na prática, um candidato pode disputar, por exemplo, uma vaga em Engenharia Florestal e outra em Ciências Sociais, ajustando diariamente suas escolhas de acordo com as notas parciais divulgadas na plataforma.

O impacto não se limita às salas de aula. A chegada de novos alunos movimenta o mercado de trabalho local, da moradia estudantil ao transporte, passando por alimentação, serviços e cultura. O reforço no quadro discente também fortalece os grupos de pesquisa da Ufam, que dependem de graduandos para projetos financiados por agências nacionais e internacionais. Ao formar mais profissionais qualificados na região, a universidade ajuda a reduzir a migração de jovens talentos para o Sudeste.

A política de acesso via Sisu ainda se articula com ações de inclusão, como reserva de vagas para egressos de escolas públicas, estudantes de baixa renda, pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência, conforme a Lei de Cotas. Esse desenho torna o campus mais diverso e pressiona a universidade a investir em permanência estudantil, com bolsas, moradias e apoio psicopedagógico. O equilíbrio entre inclusão e qualidade acadêmica permanece no centro do debate interno.

Desafios, expectativas e próximos passos

O volume de inscrições esperado para o período de 19 a 23 de janeiro tende a reforçar a pressão por mais vagas e melhor infraestrutura. A Ufam já sente o peso dessa demanda em laboratórios cheios, bibliotecas disputadas e oferta limitada de moradia estudantil. Cada nova edição do Sisu funciona como termômetro para futuros investimentos em salas de aula, equipamentos, tecnologia e suporte ao aluno.

O desempenho do processo seletivo de 2026 também pode influenciar decisões políticas em Brasília. Uma alta procura por cursos na região amazônica fortalece argumentos por mais recursos para universidades federais no Norte e pode orientar programas específicos de pesquisa voltados à floresta, mudanças climáticas e economia verde. Estados vizinhos acompanham o movimento e tendem a usar os números da Ufam como referência para defender a expansão de seus próprios campi.

Para os candidatos, o foco imediato é prático: conferir o resultado do Enem, fazer o cadastro no portal do Sisu, definir as duas opções de curso e acompanhar a variação das notas de corte até o fim do prazo. Após o encerramento das inscrições, o sistema divulga a chamada regular e abre, em seguida, a lista de espera, que costuma ser decisiva para quem fica na beira da nota mínima.

Os efeitos dessa rodada de seleção só aparecem totalmente ao longo de 2026, quando as novas turmas ocupam os campi da Ufam em Manaus e no interior. A qualidade da experiência desses calouros, a capacidade de permanência e a inserção no mercado de trabalho indicarão se a expansão do acesso se converte em oportunidade real. A resposta definitiva virá nos próximos anos, quando esses estudantes deixarem a sala de aula e passarem a disputar espaço em um mercado de trabalho cada vez mais exigente na própria Amazônia.

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