Festa de aniversário termina em tragédia após PM atirar contra amigos em van; mulher morre e quatro ficam feridos
Soldado de 27 anos foi preso após disparar contra passageiros que voltavam de uma comemoração em Brasília; entre os feridos estão a esposa do policial e outro militar, internado em estado grave.

Uma comemoração de aniversário terminou em tragédia na madrugada deste domingo (8), em Brasília. Um policial militar de 27 anos é suspeito de disparar contra os ocupantes de uma van que transportava cerca de 16 pessoas, deixando uma mulher morta e outras quatro feridas. O crime aconteceu na quadra 302 da Asa Sul, por volta das 3h40, após um desentendimento entre integrantes do grupo.
A vítima fatal foi identificada como Alessandra da Silva Oliveira Andrade, de 26 anos. Ela estava entre os convidados que retornavam de uma festa de aniversário do próprio policial, identificado como Bruno Cardoso dos Passos. Segundo testemunhas ouvidas durante a investigação, o militar teria discutido com passageiros e feito ameaças antes dos disparos. A motivação ainda está sendo apurada pela Polícia Civil do Distrito Federal.
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Bruno, soldado de segunda classe da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), foi localizado e preso no Parque da Cidade, horas depois do ocorrido. Entre os quatro feridos estão a esposa do suspeito e outro policial militar, que foi atingido na cabeça e precisou de atendimento hospitalar intensivo.
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Discussão dentro da van teria começado antes dos disparos
Segundo informações levantadas pela investigação, o grupo de amigos havia alugado uma van para retornar de uma comemoração realizada em um bar de Brasília.
Os passageiros seguiam em direção a Ceilândia quando o veículo apresentou um problema em um dos pneus. O motorista precisou parar nas proximidades de um posto de combustíveis na quadra 302 da Asa Sul.
Relatos de testemunhas indicam que o policial já havia se desentendido com algumas pessoas durante a comemoração.
Conforme informações divulgadas pela imprensa local, uma discussão envolvendo o militar e sua esposa teria ocorrido ainda no bar. Depois, dentro da van, Alessandra teria feito um comentário que desagradou Bruno.
Segundo os relatos, o policial passou a ameaçar a jovem e também teria ameaçado a própria esposa.
As circunstâncias dessas discussões ainda dependem de confirmação durante a investigação policial.
Mulher morta era amiga da esposa do policial
Alessandra da Silva Oliveira Andrade, de 26 anos, era amiga da esposa de Bruno e participava da comemoração com o grupo.
Ela foi atingida pelos disparos e morreu ainda dentro da van.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foram acionadas por volta das 3h48 e enviaram três viaturas ao local.
Quando os socorristas chegaram, encontraram Alessandra sem sinais vitais.
A área foi isolada para o trabalho da perícia, enquanto os demais feridos recebiam atendimento médico.
A Polícia Civil investiga quantos disparos foram efetuados, a sequência dos acontecimentos e a possível participação de testemunhas na discussão anterior ao ataque.
Esposa e outro policial estão entre os quatro feridos
Além de Alessandra, outras quatro pessoas foram atingidas pelos tiros, incluindo duas mulheres e dois homens.
Um dos feridos é policial militar e teria sido atingido na região da cabeça. Ele precisou passar por cirurgia e, segundo as informações divulgadas neste domingo, permanecia internado em estado grave na unidade de terapia intensiva.
A esposa do suspeito também foi atingida por um disparo de raspão na cabeça.
Outra mulher sofreu um ferimento de raspão no braço. As informações mais recentes divulgadas pela imprensa indicavam que ambas haviam recebido alta hospitalar.
Um homem também foi atingido no abdômen e na perna, mas apresentava quadro considerado estável.
O Corpo de Bombeiros socorreu três vítimas que estavam conscientes e em condições estáveis. A quarta pessoa ferida foi atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em estado grave.
Policial teria continuado atirando após sair do veículo
Testemunhas relataram que o policial começou a disparar quando a van estava parada nas proximidades do posto de combustíveis.
Segundo informações obtidas durante a apuração, parte dos passageiros havia desembarcado do veículo quando os tiros começaram.
O militar teria efetuado disparos contra as pessoas que permaneciam no interior da van e continuado atirando depois de sair do automóvel.
A dinâmica exata ainda será analisada pela Polícia Civil, que deverá confrontar depoimentos, vestígios e eventuais imagens de câmeras de segurança.
Moradores da região relataram ter acordado com o barulho dos tiros durante a madrugada.
A arma utilizada na ocorrência e o celular do policial foram apreendidos para auxiliar as investigações, conforme informações divulgadas sobre o caso.
Quem é o policial militar preso?
O suspeito foi identificado como Bruno Cardoso dos Passos, de 27 anos, soldado de segunda classe da Polícia Militar do Distrito Federal.
Ele ingressou na corporação em janeiro de 2026, segundo informações divulgadas sobre sua identificação funcional.
O policial participava da comemoração com a esposa e amigos quando ocorreu o episódio.
Depois dos disparos, deixou o local e foi localizado por equipes da própria Polícia Militar no Parque da Cidade.
Bruno foi preso e encaminhado às autoridades responsáveis pela investigação.
Segundo informações da imprensa local, ele afirmou em depoimento que não se lembrava do que havia acontecido. Essa declaração deverá ser analisada junto aos demais elementos reunidos pela polícia.
A defesa informou que acompanha os procedimentos e a audiência de custódia prevista para segunda-feira (9), mas não apresentou uma explicação pública detalhada sobre a dinâmica dos disparos.
Polícia Militar diz que adotará medidas contra o soldado
Em nota oficial, a Polícia Militar do Distrito Federal lamentou a morte de Alessandra e manifestou solidariedade aos familiares e amigos das vítimas.
A corporação confirmou que o policial envolvido foi localizado e preso por equipes da própria instituição.
“A PMDF lamenta profundamente o episódio, manifesta solidariedade aos familiares e amigos da vítima fatal e deseja pronta recuperação às pessoas feridas.”
A instituição também afirmou que não compactua com esse tipo de conduta e anunciou a adoção das medidas legais e administrativas cabíveis.
“A instituição reafirma que não compactua com condutas dessa natureza e que todas as medidas legais, criminal, disciplinar e administrativas cabíveis serão adotadas.”
A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil do Distrito Federal, responsável pela investigação criminal.
Próximos passos da investigação
A 1ª Delegacia de Polícia, responsável pela região da Asa Sul, deverá continuar a apuração para esclarecer o que motivou os disparos.
Os investigadores poderão utilizar depoimentos de sobreviventes, laudos periciais, análises da arma apreendida e eventuais imagens de câmeras para reconstruir o episódio.
Também será necessário esclarecer as ameaças relatadas por testemunhas e as circunstâncias que levaram o policial a efetuar os tiros.
A audiência de custódia do suspeito está prevista para segunda-feira (9), quando a Justiça deverá analisar a legalidade da prisão e decidir sobre a necessidade de manutenção da custódia.
Enquanto isso, o estado de saúde do policial ferido gravemente continua sendo acompanhado pela equipe médica.
Até a conclusão da investigação, a motivação do ataque permanece sob apuração.
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