S&P 500 7.380 ↓ -4,02%Nasdaq 24.417 ↓ -5,13%Dow Jones 51.641 ↓ -3,21%Ibovespa 166.655 ↓ -0,54%FTSE 100 10.783 ↓ -0,43%DAX 26.325 ↓ -0,43%Nikkei 61.078 ↓ -1,79%Dólar R$ 5,50 ↑ +0,66%Euro R$ 6,17 ↑ +0,56%Bitcoin R$ 417.417 ↓ -4,94%S&P 500 7.380 ↓ -4,02%Nasdaq 24.417 ↓ -5,13%Dow Jones 51.641 ↓ -3,21%Ibovespa 166.655 ↓ -0,54%FTSE 100 10.783 ↓ -0,43%DAX 26.325 ↓ -0,43%Nikkei 61.078 ↓ -1,79%Dólar R$ 5,50 ↑ +0,66%Euro R$ 6,17 ↑ +0,56%Bitcoin R$ 417.417 ↓ -4,94%
Saúde

Jovem de 22 anos perde a fala e sofre até 30 convulsões por dia

Britânica apresentou paralisia facial, perdeu os movimentos e recebeu diagnóstico de transtorno neurológico funcional; recuperação ainda exige acompanhamento especializado.

Jovem de 22 anos perde a fala e sofre até 30 convulsões por dia

Uma jovem de 22 anos passou de uma rotina ativa para uma vida que exige cuidados durante 24 horas por dia após desenvolver uma série de sintomas neurológicos. A britânica Lillie Thorne perdeu a capacidade de falar e andar e chegou a apresentar até 30 crises convulsivas por dia.

Os primeiros sintomas apareceram no início de outubro de 2026, quando ela acordou com o lado esquerdo do rosto paralisado. Após passar por hospitais e realizar exames, recebeu o diagnóstico de transtorno neurológico funcional (TNF), condição que interfere no funcionamento de áreas do cérebro responsáveis pelos movimentos, pela fala e pelas sensações.

Leia também: Você bebe pouca água? Veja o que acontece com seu cérebro, intestino e rins sem perceber

Jovem apresentou piora rápida dos sintomas

Moradora de Barrow-in-Furness, na Inglaterra, Lillie havia passado o dia 1º de outubro limpando a casa recém-reformada. Na manhã seguinte, percebeu que não conseguia movimentar parte do rosto.

Inicialmente, os médicos suspeitaram de paralisia de Bell, condição que provoca fraqueza ou perda dos movimentos de um lado da face. Ela recebeu tratamento com corticoides e foi informada de que a recuperação poderia levar até seis meses.

Entretanto, o quadro evoluiu rapidamente. No dia seguinte, a jovem começou a apresentar alterações na fala e precisou retornar ao hospital.

Uma tomografia não identificou sinais de acidente vascular cerebral (AVC). Os médicos também consideraram a possibilidade de síndrome de Ramsay Hunt, condição associada ao vírus herpes-zóster que pode provocar paralisia facial.

Em 7 de outubro, Lillie já não conseguia falar nem andar. Na sequência, começaram as crises convulsivas, que chegaram a ocorrer até 30 vezes por dia.

Uma característica da condição é que os sintomas podem aparecer mesmo quando não existem alterações estruturais identificáveis no cérebro que expliquem as dificuldades apresentadas pelo paciente.

Entre as manifestações possíveis estão:

  • Fraqueza muscular: dificuldade para movimentar braços e pernas.
  • Alterações na fala: gagueira, fala arrastada e dificuldade para organizar palavras.
  • Crises funcionais: episódios que podem envolver movimentos involuntários, imobilidade ou falta de resposta ao ambiente.
  • Tremores e espasmos: movimentos involuntários e alterações motoras.
  • Problemas de memória e concentração.

As crises funcionais podem se parecer com convulsões epilépticas, mas não são necessariamente causadas pela atividade elétrica cerebral anormal característica da epilepsia.

A causa exata do transtorno ainda não é conhecida. No caso de Lillie, familiares relataram que os médicos consideraram a possibilidade de o estresse associado à paralisia facial ter contribuído para o desenvolvimento dos sintomas. Entretanto, essa relação não foi confirmada.

Jovem recebeu alta, mas ainda enfrenta dificuldades

Lillie recebeu alta hospitalar em 22 de outubro, mas continua em processo de recuperação.

Segundo informações da família, ela recuperou a capacidade de falar, embora ainda apresente gagueira e fala arrastada. A jovem, porém, continua sem conseguir andar e permanece apresentando crises.

O tratamento inclui acompanhamento especializado e sessões de fisioterapia para recuperar os movimentos e a independência.

A família também enfrenta dificuldades financeiras, já que parentes precisaram se afastar do trabalho para prestar assistência integral à jovem. Uma campanha de arrecadação foi organizada para ajudar com despesas médicas, deslocamentos e cuidados durante a recuperação.

Leia também

Mais em Saúde →