S&P 500 7.689 ↑ +1,58%Nasdaq 25.737 ↑ +1,44%Dow Jones 53.356 – 0,00%Ibovespa 168.282 ↑ +0,43%FTSE 100 10.914 ↑ +0,78%DAX 26.621 ↑ +0,69%Nikkei 61.078 ↓ -1,79%Dólar R$ 5,46 ↑ +0,06%Euro R$ 6,13 ↓ -0,06%Bitcoin R$ 434.985 ↓ -0,09%S&P 500 7.689 ↑ +1,58%Nasdaq 25.737 ↑ +1,44%Dow Jones 53.356 – 0,00%Ibovespa 168.282 ↑ +0,43%FTSE 100 10.914 ↑ +0,78%DAX 26.621 ↑ +0,69%Nikkei 61.078 ↓ -1,79%Dólar R$ 5,46 ↑ +0,06%Euro R$ 6,13 ↓ -0,06%Bitcoin R$ 434.985 ↓ -0,09%
Entretenimento

Marília Mendonça: cinco anos após a morte, relembre os maiores sucessos e o legado da cantora

Artista morreu aos 26 anos em Minas Gerais, em novembro de 2021, após a queda de um avião em Piedade de Caratinga. Suas músicas continuam alcançando milhões de reproduções

Marília Mendonça: cinco anos após a morte, relembre os maiores sucessos e o legado da cantora

No dia 5 de novembro de 2026, o Brasil completa cinco anos sem uma das vozes mais populares da música sertaneja. Marília Mendonça, conhecida nacionalmente como a Rainha da Sofrência, morreu aos 26 anos, em um acidente aéreo no interior de Minas Gerais. A cantora estava no auge da carreira quando o avião em que viajava caiu a poucos quilômetros do aeroporto onde deveria pousar.

A morte precoce interrompeu uma trajetória marcada por sucessos, recordes de audiência e uma transformação na presença feminina dentro do sertanejo. Canções como “Infiel”, “Eu Sei de Cor”, “Supera” e “Todo Mundo Vai Sofrer”  ajudaram a consolidar Marília como uma das artistas de maior alcance popular de sua geração.

Leia também: BH terá calor de 34°C nesta quinta-feira; veja previsão do tempo

LEIA MAIS

Filme sobre Marília Mendonça troca ator que viveria Henrique após denúncias contra artista; saiba o que aconteceu

Cinco anos depois, suas músicas continuam sendo reproduzidas nas plataformas digitais, e gravações lançadas após sua morte mantêm a artista presente no mercado musical.

Artista participa do do quadro “Arquivo Inconfidencial”, de o Domingão do Faustão, exibido pela Rede Globo | Crédito: Rede Sociais/Reprodução

O acidente que interrompeu a carreira

Era uma sexta-feira, 5 de novembro de 2021, quando Marília Mendonça embarcou em um avião de pequeno porte em Goiânia, com destino ao interior de Minas Gerais. A cantora tinha uma apresentação marcada naquela noite na cidade de Caratinga, no Vale do Rio Doce.

Por volta das 15h20, a aeronave caiu em uma região de cachoeira, na zona rural de Piedade de Caratinga. O avião atingiu cabos de uma linha de transmissão de energia elétrica durante a aproximação para o pouso.

Avião estava em situação regular e tem autorização para fazer táxi aéreo | Crédito: CBMMG

Equipes do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para atender à ocorrência. Inicialmente, chegaram a circular informações de que os ocupantes haviam sido resgatados com vida. A notícia, porém, foi desmentida pelas autoridades, que confirmaram a morte de todas as cinco pessoas a bordo.

Além de Marília, morreram o tio e assessor da artista, Abicieli Silveira Dias Filho; o produtor Henrique Bonfim Ribeiro; o piloto Geraldo Martins de Medeiros Júnior; e o copiloto Tarciso Pessoa Viana.

A notícia provocou comoção nacional. No dia seguinte, milhares de admiradores se reuniram no Goiânia Arena, em Goiás, para a despedida da cantora.

O que as investigações apontaram

As circunstâncias do acidente foram analisadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Civil de Minas Gerais.

Em maio de 2023, o Cenipa apresentou o relatório final da investigação aeronáutica. O documento identificou fatores relacionados ao planejamento e à execução da aproximação, que terminou com a colisão da aeronave contra os cabos de energia elétrica.

Já em outubro daquele ano, a Polícia Civil concluiu que houve negligência e imprudência na condução do voo. Segundo a investigação policial, o piloto e o copiloto cometeram homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

O inquérito foi arquivado porque os dois tripulantes também morreram no acidente, extinguindo a possibilidade de responsabilização criminal deles.

A compositora que virou um fenômeno nacional

Nascida em 22 de julho de 1995, em Cristianópolis, no interior de Goiás, Marília Dias Mendonça começou a demonstrar interesse pela música ainda criança. Aos oito anos, já cantava, e aos 12 começou a escrever as primeiras composições.

Antes de conquistar o país como intérprete, ela já fazia sucesso por meio das vozes de outros artistas. Foi responsável por músicas como “Cuida Bem Dela” e “Até Você Voltar”, gravadas por Henrique & Juliano, e “É Com Ela Que Eu Estou”, conhecida na interpretação de Cristiano Araújo.

Artista em gravação do programa “Altas Horas”, da Rede Globo | Crédito: Fã Clube Marília Mendonça Eterna

O reconhecimento nacional veio em 2016, com o lançamento de seu primeiro álbum ao vivo. A música “Infiel” se tornou um dos principais sucessos daquele ano e abriu caminho para uma sequência de canções que conquistaram o público.

Com letras sobre traição, términos de relacionamentos, arrependimentos e superação, Marília encontrou espaço em um gênero historicamente dominado por duplas masculinas. Suas músicas passaram a apresentar também o ponto de vista das mulheres, frequentemente retratadas como protagonistas das próprias histórias.

O movimento ganhou o nome de feminejo e contou com a participação de outras cantoras, como Maiara & Maraisa, Simone & Simaria e Naiara Azevedo. Marília se tornou um dos principais nomes dessa geração.

O projeto que levou Marília a todas as capitais

Entre os trabalhos que marcaram a carreira da cantora está “Todos os Cantos”, projeto lançado em 2018 e desenvolvido ao longo de 2019. A proposta era realizar apresentações gratuitas e surpresas nas capitais brasileiras, com gravações que posteriormente seriam disponibilizadas ao público.

Em 2019, o álbum “Todos os Cantos” conquistou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Sertaneja, uma das principais premiações da carreira de Marília. Em Belo Horizonte, ela gravou parte do projeto, tendo como destaque a canção “Graveto” lotando a Praça da Estação com uma multidão numa segunda-feira à noite e de graça:

Durante a pandemia de Covid-19, quando apresentações presenciais foram suspensas, a artista também alcançou números históricos na internet. Uma transmissão realizada em abril de 2020 registrou cerca de 3,3 milhões de acessos simultâneos no YouTube, estabelecendo, na época, um recorde de audiência para uma live musical na plataforma.

Cinco anos depois, a voz de Marília continua presente

A morte não encerrou os lançamentos musicais da artista. Gravações deixadas por Marília passaram a integrar projetos póstumos, permitindo que o público conhecesse interpretações e composições que não haviam sido lançadas oficialmente.

Em abril de 2026, a gravadora Som Livre lançou o EP “Manuscritos, Capítulo I”, com seis músicas compostas pela cantora no início da carreira.

O trabalho reuniu versões de “Cuida Bem Dela”, “Até Você Voltar”, “Quem Ama Sempre Entende”, “Deixa Ela Saber”, “Foi por Conveniência” e “Flor e o Beija-Flor”. Parte do material foi recuperada de uma transmissão feita pela artista durante a pandemia.

A permanência de Marília na memória do público também ganhou espaço fora das plataformas digitais. Em outubro de 2026, o Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, inaugurou a exposição “Marília Mendonça: Sentimento Louco”.

A mostra reúne figurinos, instrumentos musicais, prêmios, objetos pessoais e registros da trajetória da cantora. Entre os materiais apresentados estão peças relacionadas aos seus shows e à vida familiar. A exposição tem previsão de permanecer aberta até 29 de novembro.

Marília deixou um filho, Léo, nascido em dezembro de 2019, de seu relacionamento com o cantor Murilo Huff.

Ao completar cinco anos, a morte da artista permanece associada a uma das tragédias mais marcantes da música brasileira recente. Mas a trajetória de Marília Mendonça também segue presente nas canções interpretadas por outros artistas, nas gravações que deixou e no espaço conquistado pelas mulheres dentro do sertanejo.