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Brasil

Ex-governador do PT é levado à delegacia após denúncia envolvendo crianças no DF

Ricardo Coutinho, eleito deputado federal pela Paraíba, foi acusado por testemunhas de fazer gestos e chamar crianças para perto de um carro em Santa Maria; defesa nega as suspeitas e afirma que político sofreu tentativa de extorsão.

Ex-governador do PT é levado à delegacia após denúncia envolvendo crianças no DF

O ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito Ricardo Coutinho (PT), de 65 anos, foi levado a uma delegacia do Distrito Federal na noite de segunda-feira (2), após uma denúncia envolvendo crianças nas proximidades da Vila Olímpica de Santa Maria. Segundo relatos apresentados à polícia, o político teria piscado os faróis de um carro e feito gestos em direção a crianças que brincavam na região. A defesa nega qualquer irregularidade e afirma que ele foi vítima de uma tentativa de extorsão.

A ocorrência provocou uma confusão entre o ex-governador e pessoas que estavam no local. A Polícia Militar foi acionada e Ricardo Coutinho prestou esclarecimentos na 20ª Delegacia de Polícia, responsável pelo atendimento inicial. Depois de ser ouvido, ele deixou a unidade acompanhado de advogados. A Polícia Civil investiga o episódio e ainda não confirmou a ocorrência de crime.

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O caso foi divulgado pelo programa DF Alerta, da TV Brasília, que acompanhou a movimentação na delegacia e ouviu familiares das crianças. Segundo a reportagem, testemunhas relataram possíveis abordagens feitas pelo motorista do veículo. A versão apresentada pela defesa, entretanto, é diferente e contesta as acusações.

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O que aconteceu com Ricardo Coutinho no Distrito Federal?

A ocorrência foi registrada nas proximidades da Vila Olímpica de Santa Maria, região administrativa do Distrito Federal, onde crianças e adolescentes participavam de atividades esportivas na noite de segunda-feira.

De acordo com informações do registro policial, testemunhas afirmaram que um homem dentro de um carro teria acionado repetidamente os faróis e feito gestos com as mãos para chamar a atenção das crianças.

Um dos relatos menciona que o motorista teria formado um coração com as mãos. Também surgiram denúncias de que ele estaria convidando crianças para entrar no veículo.

Essa última informação foi repassada à Polícia Militar durante o atendimento inicial, mas ainda não foi confirmada por outros elementos do registro policial consultado pela imprensa.

A situação provocou preocupação entre familiares e responsáveis que estavam nas proximidades.

Segundo a reportagem do DF Alerta, alguns pais se aproximaram do veículo para questionar o comportamento do motorista, dando início a uma discussão.

Diante da confusão, a Polícia Militar foi acionada e identificou o envolvido como Ricardo Coutinho, ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito nas eleições de outubro de 2026.

Polícia Militar confirma atendimento da ocorrência

Em entrevista ao DF Alerta, um representante da Polícia Militar do Distrito Federal explicou que as equipes foram chamadas para verificar uma possível ocorrência de assédio envolvendo menores de idade.

Segundo o policial, as informações recebidas inicialmente indicavam que um homem utilizava os sinais luminosos do carro para chamar a atenção das crianças.

As testemunhas também relataram gestos feitos com as mãos e possíveis convites para que os menores se aproximassem do automóvel.

O representante da corporação ressaltou que se tratava de informações preliminares e que a atuação dos policiais teve como objetivo identificar o envolvido e encaminhar o caso para esclarecimento.

Após o atendimento, Ricardo Coutinho foi ouvido na delegacia.

Apesar de algumas reportagens terem utilizado o termo prisão para descrever a abordagem, a defesa contesta essa informação. O registro policial consultado por outros veículos não aponta prisão em flagrante ou indiciamento até o momento.

Famílias relatam preocupação após episódio

A equipe do DF Alerta acompanhou a movimentação na delegacia e conversou com familiares de crianças que estavam nas proximidades da Vila Olímpica.

Segundo a reportagem, alguns responsáveis demonstraram preocupação com o episódio e preferiram não conceder entrevistas gravadas.

O programa também relatou que uma das crianças teria ficado bastante abalada com a situação. A informação foi atribuída aos familiares e não representa uma conclusão médica ou policial sobre o ocorrido.

Durante a cobertura, surgiram relatos sobre o número de crianças que teriam presenciado os fatos. As informações variaram entre seis e sete menores.

A quantidade exata de possíveis envolvidos ainda não foi confirmada oficialmente.

As circunstâncias dos gestos, a intenção atribuída ao motorista e a existência de eventual conduta criminosa dependem da investigação.

Defesa nega assédio e diz que Ricardo Coutinho sofreu tentativa de extorsão

Por meio do advogado Igor Suassuna de Vasconcelos, Ricardo Coutinho negou as acusações e apresentou uma versão diferente sobre o episódio.

Segundo a defesa, o ex-governador estava na Vila Olímpica de Santa Maria para levar seu enteado, de 11 anos, a uma atividade de futebol.

O político afirmou que estacionou o carro nas proximidades do ginásio e que os sinais luminosos do veículo foram acionados enquanto ele utilizava o sistema de travamento.

Ainda conforme sua versão, depois de entrar no centro esportivo, foi abordado por um jovem que passou a questioná-lo de maneira agressiva sobre as luzes do automóvel.

A defesa sustenta que Ricardo sofreu ameaças e decidiu procurar auxílio policial para proteger a própria segurança e a do enteado.

“A defesa de Ricardo Coutinho informa que é falsa a notícia veiculada na manhã de hoje, dia 03/11/2026, de que o ex-Governador teria sido preso em Brasília suspeito de aliciar crianças.”

Na nota, os advogados também afirmam que o ex-governador foi alvo de uma tentativa de golpe e extorsão.

“A ocorrência está em apuração e ninguém foi preso.”

A defesa informou que pretende adotar medidas judiciais contra publicações que considera falsas, difamatórias ou caluniosas.

As alegações de tentativa de extorsão também precisam ser esclarecidas pela investigação.

Ex-governador afirma que foi ele quem chamou a polícia

Outro ponto de divergência envolve a forma como a Polícia Militar foi acionada.

Segundo a defesa, Ricardo Coutinho procurou a corporação depois de receber ameaças durante a discussão na Vila Olímpica.

Os advogados apresentaram o número de uma ocorrência registrada no Centro de Operações da Polícia Militar para sustentar que o próprio político solicitou o atendimento.

A versão difere de relatos de familiares e testemunhas que afirmaram ter procurado a polícia por causa da suposta abordagem às crianças.

Em depoimento, o ex-governador também afirmou que permaneceu dentro do veículo por alguns instantes procurando um papel e que as luzes do pisca-alerta foram acionadas ao travar o carro.

Amanda Rodrigues, esposa de Ricardo Coutinho, declarou à imprensa que a confusão aconteceu na arquibancada do ginásio, enquanto o enteado participava de uma atividade esportiva.

Segundo ela, um homem teria se aproximado do ex-governador fazendo ofensas, o que motivou o pedido de auxílio policial.

As diferentes versões deverão ser confrontadas com depoimentos, registros de atendimento e possíveis imagens de câmeras de segurança.

Quem é Ricardo Coutinho?

Ricardo Coutinho foi governador da Paraíba por dois mandatos, entre 2011 e 2018, e também exerceu cargos de prefeito de João Pessoa e deputado estadual.

Nas eleições de outubro de 2026, foi eleito deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores, com 163.277 votos, tornando-se um dos candidatos mais votados para a Câmara dos Deputados na Paraíba.

A posse dos deputados federais eleitos está prevista para fevereiro de 2027.

O novo episódio acontece antes do início de seu mandato na Câmara.

A existência de uma ocorrência policial não implica, por si só, restrição ao exercício do cargo parlamentar. Qualquer consequência jurídica dependerá dos fatos apurados e das decisões das autoridades competentes.

Próximos passos

A ocorrência foi inicialmente registrada na 20ª Delegacia de Polícia e encaminhada à 33ª Delegacia, responsável pela investigação na região de Santa Maria.

A Polícia Civil deverá analisar os depoimentos das testemunhas, a versão de Ricardo Coutinho e outros elementos que possam esclarecer a situação.

Imagens de câmeras de segurança das proximidades da Vila Olímpica poderão ajudar a determinar o que aconteceu, caso existam registros disponíveis e sejam incorporados à investigação.

Até o momento, não há confirmação de prisão em flagrante, indiciamento ou definição do crime eventualmente investigado.

A defesa mantém a negativa das acusações e sustenta que Ricardo Coutinho foi vítima de ameaças e tentativa de extorsão.

O caso permanece em apuração, sem conclusão oficial sobre a existência de assédio ou qualquer outra infração penal.

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