Morre Eliana Rocha, Luz Divina de ‘Pé na Cova’, aos 82 anos
Atriz que marcou a comédia brasileira falece em São Paulo, deixando legado e homenagens de colegas famosos.

A atriz Eliana Rocha, conhecida pelo papel de Luz Divina na série humorística “Pé na Cova”, morreu aos 82 anos em São Paulo nesta terça-feira (3), deixando em luto colegas de teatro e televisão e uma carreira marcada por mais de 30 peças e trabalhos em novelas e séries.
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Quem foi Eliana Rocha e qual seu papel em ‘Pé na Cova’?
Eliana Rocha foi uma atriz brasileira nascida em Santos (SP), formada em Direito e em Teatro, com trajetória sólida no palco e na TV. Ela ganhou projeção nacional ao interpretar Luz Divina em “Pé na Cova”, série exibida entre 2013 e 2016, em que vivia uma personagem esquizofrênica que equilibrava humor e fragilidade emocional.
Antes e depois de “Pé na Cova”, Eliana construiu um currículo expressivo na dramaturgia, com passagens por novelas como “Meu Bem, Meu Mal”, “Marisol”, “Chiquititas” e “Razão de Viver”, além de participações em humorísticos e séries. Seu último trabalho na televisão foi a série “Eu, a Vó e a Boi”, em 2019.
Reação de colegas e homenagem de Miguel Falabella
A morte de Eliana foi confirmada pela família e anunciada publicamente por Miguel Falabella, parceiro de longa data em produções de TV e teatro. Nas redes sociais, o ator se despediu com uma mensagem emocionada, relembrando a personagem que marcou os dois.
“Foi-se Eliana Rocha. Apagou-se nossa Luz Divina, uma atriz cheia de recursos, uma colega generosa e consciente. Descanse em paz, guerreira! Obrigado por tantos momentos inesquecíveis!”, escreveu Falabella.
Fabiana Karla também lamentou a perda. “Deus a receba em bom lugar”, publicou a atriz. Diogo Vilela, que contracenou com Eliana em “Pé na Cova”, destacou o impacto pessoal da notícia: “Poxa, uma amiga e atriz maravilhosa! Estou muito triste”.
As manifestações se somam a comentários de outros artistas e amigos, que ressaltam o talento, a generosidade em cena e o apoio de Eliana aos colegas mais jovens.
Velório em São Paulo e mensagem da família
As homenagens oficiais a Eliana Rocha estão marcadas para quarta-feira (4), às 11h, no Funeral House Pacaembu, em São Paulo. A cerimônia deve reunir familiares, amigos e artistas para um último adeus.
Em comunicado, a família destacou as dimensões pessoal e profissional da atriz. “Amigos queridos de tantas histórias, convívios, de cena e de camarins, nossa querida e amada Eliana hoje faleceu. Mulher determinada, amiga leal, artista apaixonada pelo teatro, mãe e avó amorosa”, diz o texto.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a causa da morte.
Qual a causa da morte de Eliana Rocha, atriz de ‘Pé na Cova’?
A causa da morte de Eliana Rocha não foi informada pela família nem por fontes oficiais até agora. O comunicado divulgado pelos parentes e as homenagens de colegas se concentraram na trajetória artística e na personalidade da atriz, sem detalhar o quadro de saúde ou circunstâncias do falecimento.
A ausência de explicações não reduz o impacto da perda para o meio cultural, mas mantém em aberto uma informação que costuma ser revelada apenas se os familiares autorizarem. Novos detalhes podem ser divulgados nas próximas horas ou após o velório.
Entenda o contexto
Eliana Rocha começou a carreira artística após mudar-se para São Paulo, onde também atuou como revisora e preparadora de textos. Em 1974, participou da fundação da Royal Bexiga’s Company, companhia teatral criada ao lado de nomes como Jandira Martini e Ney Latorraca, que se tornou referência no teatro paulistano.
Nos palcos, acumulou mais de 30 peças, transitando por comédias, dramas e produções independentes. Paralelamente à atuação, manteve forte ligação com o universo editorial: preparou o livro “50, EU?”, autobiografia do jornalista Zeca Camargo, e escreveu a biografia do ator Marcos Caruso.
A morte da atriz representa uma perda sentida especialmente no teatro independente e na televisão de dramaturgia, setores em que a presença de artistas veteranos, capazes de dar corpo a personagens femininas maduras e complexas, é cada vez mais rara. O legado de Eliana, tanto em cena quanto nos bastidores literários, tende a alimentar debates sobre a valorização de atores experientes e sobre a preservação da memória de companhias teatrais como a Royal Bexiga’s Company.


