S&P 500 7.631 ↑ +0,68%Nasdaq 25.649 ↑ +0,83%Dow Jones 52.259 ↑ +0,94%Ibovespa 167.922 ↓ -0,75%FTSE 100 10.772 ↑ +0,39%DAX 25.986 ↑ +0,65%Nikkei 63.082 ↓ -0,33%Dólar R$ 5,44 ↓ -0,04%Euro R$ 6,09 ↑ +0,43%Bitcoin R$ 423.192 ↓ -0,58%S&P 500 7.631 ↑ +0,68%Nasdaq 25.649 ↑ +0,83%Dow Jones 52.259 ↑ +0,94%Ibovespa 167.922 ↓ -0,75%FTSE 100 10.772 ↑ +0,39%DAX 25.986 ↑ +0,65%Nikkei 63.082 ↓ -0,33%Dólar R$ 5,44 ↓ -0,04%Euro R$ 6,09 ↑ +0,43%Bitcoin R$ 423.192 ↓ -0,58%
Entretenimento

Remake de Zelda Ocarina of Time chega ao Switch 2 na quinta

Nintendo traz visual atualizado, dublagem e trilha orquestrada no remake de Zelda para o Switch 2.

Remake de Zelda Ocarina of Time chega ao Switch 2 na quinta

O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time chega na quinta-feira (5) ao Nintendo Switch 2 com gráficos refeitos, dublagem completa e trilha sonora orquestrada, mas sob a promessa da equipe liderada por HokWai Ng de que a sensação de jogar o clássico de 28 anos atrás permanece intacta.

Quando será lançado o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time no Switch 2?

O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time será lançado na quinta-feira, 5 de novembro, como exclusivo do Nintendo Switch 2. O jogo inaugura, na nova geração do console, a chegada de um dos títulos mais importantes da história da franquia zelda.

Leia também: Daniel Erthal vence Prova de Fogo em A Fazenda 18; veja quem está na Baia

O projeto é comandado por um time acostumado aos episódios mais recentes da série. O diretor HokWai Ng, que trabalha com a franquia desde Tears of the Kingdom, definiu a abordagem geral do remake e supervisionou o desenvolvimento. Ao receber o convite, diz ter revivido as lembranças da adolescência, quando jogou o original no Nintendo 64.

“Eu joguei a versão original quando eu estava no ensino médio e fiquei muito impressionado. Eu pensei comigo mesmo: ‘Acho que o mundo nunca viu um jogo como esse antes’”, afirma Ng. A missão agora, segundo ele, é dar a jogadores de várias gerações “uma nova oportunidade de jogar Ocarina of Time e sentir o encanto do jogo”.

Ao lado dele estão a diretora de arte Aya Shida, o diretor de programação Hiroki Taguchi e o diretor de som Masato Ohashi, todos com passagem por jogos como Breath of the Wild e Tears of the Kingdom. A entrevista com o grupo faz parte da 24ª edição da série interna Pergunte ao Desenvolvedor, dedicada a bastidores de criação de produtos da Nintendo.

Quais são as novidades e recursos inéditos do remake de Ocarina of Time?

As principais novidades do remake de Ocarina of Time são o visual completamente reconstruído para o Switch 2, a inclusão de dublagem e a trilha sonora regravada com arranjos orquestrados, sem alterar a estrutura, o ritmo e os sistemas que marcaram o original.

No campo visual, Aya Shida explica que a equipe aproveitou o poder do Switch 2 para criar um Hyrule mais denso e detalhado, que parece existir de verdade, mas sem quebrar o clima de sonho e mistério que os fãs guardam na memória. “Fiquei impressionada com o refinamento de um jogo criado há 28 anos”, conta a diretora de arte. Para traduzir essa sensação, o time usou referências como “teatro de fantoches” e “efeitos especiais manuais” de cinema, buscando um mundo palpável, porém estilizado.

Um dos primeiros experimentos foi um modelo 3D da Grande Árvore Deko, ajustado exaustivamente em luz e textura até parecer vivo, para servir de guia ao resto do cenário. A ideia era que personagens vibrantes, como Link e Zelda, se encaixassem naturalmente nesse ambiente mais realista sem perder o charme caricatural.

Na programação, Hiroki Taguchi reforça que a prioridade foi preservar o equilíbrio fino do jogo. “O original foi realmente criado pensando nos mínimos detalhes e com um equilíbrio extremamente delicado. Eu sentia que tudo poderia cair por terra no momento que você removesse uma única peça”, diz. Por isso, a meta não foi mexer em cada mecânica, mas reconstruir tudo com a tecnologia atual seguindo o princípio definido por Ng: “O visual pode mudar, mas a experiência não”.

No som, Masato Ohashi assumiu a tarefa de atualizar uma das partes mais sensíveis da memória afetiva dos jogadores: as músicas de Koji Kondo. “Trabalhar com os sons e músicas seria uma tarefa bem delicada”, admite. A trilha orquestrada e os novos efeitos foram produzidos com o cuidado de não apagar as melodias que muitos fãs sabem de cor, apenas expandi-las com mais riqueza e impacto.

A dublagem é outra adição pensada para aproximar o clássico dos padrões atuais, aumentando a imersão em cenas-chave sem alterar textos, personalidades ou o tom da narrativa. A promessa do time é que quem conhece cada diálogo de cor se sinta em casa — só que agora com um acabamento moderno em imagem e som.

Entenda o contexto

Considerado um divisor de águas para a série e para os jogos em 3D, Ocarina of Time completa 28 anos como uma das aventuras mais influentes do universo zelda. Para muitos jogadores, foi o primeiro contato com Hyrule em três dimensões; para boa parte do público mais jovem, porém, a porta de entrada na franquia veio depois, com Breath of the Wild.

O remake para Switch 2 tenta aproximar essas gerações. De um lado, oferece a veteranos a chance de revisitar a jornada de Link com resolução alta, som reorquestrado e recursos modernos de hardware. De outro, entrega aos novatos uma forma mais acessível de conhecer um capítulo que moldou os jogos de ação e aventura.

Internamente, a Nintendo trata o projeto como peça importante na estratégia de valorizar seu catálogo clássico na nova plataforma. A aposta é que o lançamento fortaleça a biblioteca inicial do Switch 2, puxe vendas de hardware e reacenda o interesse em outros títulos da série, antigos e recentes.

Quais jogos da série The Legend of Zelda são recomendados para jogar antes do remake de Ocarina of Time?

Entre os jogos recomendados para quem quer se preparar para o remake de Ocarina of Time estão títulos portáteis e de console que ajudam a entender a evolução da série e de Hyrule ao longo dos anos.

Para quem prefere aventuras mais enxutas, The Minish Cap tem cerca de 15 horas de campanha principal e apresenta muitas das ideias de exploração e quebra-cabeças que se consolidam em Ocarina. Link’s Awakening, em suas versões mais recentes, também é um bom aquecimento para a mistura de fantasia melancólica e humor típico da franquia.

Já quem quer sentir a transição das eras encontra em Twilight Princess e The Wind Waker dois caminhos diferentes que a série seguiu depois de Ocarina, seja no tom sombrio, seja na estética cartunesca. A Link to the Past e A Link Between Worlds ajudam a entender as raízes em visão aérea e como a estrutura de dungeons influenciou os jogos em 3D.

Para fãs de ação mais direta, Hyrule Warriors: Age of Calamity funciona como complemento de universo aos títulos recentes, ainda que seja de outro gênero. A recomendação geral é explorar alguns desses jogos enquanto o remake não chega às lojas, tanto para conhecer a trajetória da franquia quanto para perceber o que torna Ocarina of Time um marco tão reverenciado.

Com o lançamento marcado para esta semana, o próximo passo é ver como fãs antigos e novos vão reagir ao equilíbrio entre nostalgia e modernização — um teste que pode definir o rumo de futuros remakes da série no Switch 2.