S&P 500 7.580 ↓ -1,82%Nasdaq 25.437 ↓ -2,86%Dow Jones 51.770 ↓ -1,09%Ibovespa 167.922 ↓ -0,75%FTSE 100 10.730 ↑ +0,07%DAX 25.818 ↓ -0,85%Nikkei 63.290 ↓ -2,12%Dólar R$ 5,44 ↑ +0,03%Euro R$ 6,07 ↓ -0,46%Bitcoin R$ 423.256 ↑ +0,50%S&P 500 7.580 ↓ -1,82%Nasdaq 25.437 ↓ -2,86%Dow Jones 51.770 ↓ -1,09%Ibovespa 167.922 ↓ -0,75%FTSE 100 10.730 ↑ +0,07%DAX 25.818 ↓ -0,85%Nikkei 63.290 ↓ -2,12%Dólar R$ 5,44 ↑ +0,03%Euro R$ 6,07 ↓ -0,46%Bitcoin R$ 423.256 ↑ +0,50%
Brasil

Filha de faxineira se torna médica e passa a trabalhar no mesmo hospital que a mãe há 23 anos

Patrícia Lima foi aprovada em concurso público e escolheu atuar na maternidade onde Edilene Gomes trabalha desde que a filha tinha 8 anos; história destaca o papel da educação pública na conquista

Filha de faxineira se torna médica e passa a trabalhar no mesmo hospital que a mãe há 23 anos

A história de Patrícia Lima ganhou um significado especial na última semana de outubro, quando ela reencontrou a mãe no ambiente de trabalho, mas em uma nova condição: as duas agora são colegas de profissão na mesma unidade de saúde do Recife, em Pernambuco. Filha de faxineira se torna médica e passa a trabalhar no mesmo hospital que a mãe.

LEIA MAIS

Leia também: Avião cai em Humaitá e deixa pai, mãe grávida e filha de 5 anos gravemente feridos

Hospital do DF é denunciado por instalar câmera em área de descanso de funcionárias

Patrícia tomou posse como médica ginecologista e obstetra concursada da Prefeitura do Recife na Policlínica e Maternidade Professor Arnaldo Marques, localizada no bairro do Ibura. No mesmo local, Edilene Gomes trabalha há 23 anos como auxiliar de serviços gerais.

A conquista representa a realização de um sonho construído ao longo de décadas. Edilene criou sozinha as duas filhas, Patrícia e Bárbara, e enfrentou dificuldades financeiras para garantir o sustento da família. Durante parte da infância das meninas, elas chegaram a morar em uma ocupação no bairro de Tejipió.

Em entrevista, a mãe relatou que houve períodos em que faltava comida em casa. A situação começou a melhorar depois que conseguiu emprego na maternidade, o que trouxe mais estabilidade e permitiu que as filhas se dedicassem aos estudos.

Da escola pública à formação em Medicina

Desde pequena, Patrícia sonhava em ser médica. Aos 14 anos, conseguiu uma bolsa de estudos para frequentar a escola de referência Cícero Dias, no Recife. Posteriormente, também participou de um curso pré-vestibular gratuito.

Em 2012, ingressou na Universidade de Pernambuco (UPE) pelo sistema de cotas. Ela foi a primeira pessoa da família a chegar ao ensino superior e concluiu a graduação em Medicina em 2018.

Depois de formada, começou a trabalhar na atenção básica em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. Na sequência, fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital Barão de Lucena e também buscou formação complementar em gestação de alto risco.

A irmã, Bárbara, também conquistou um diploma universitário e se formou em Biomedicina.

Médica escolheu trabalhar no mesmo local que a mãe

A oportunidade de retornar à maternidade surgiu após Patrícia ser convocada em um concurso público realizado pela Prefeitura do Recife em 2024. Ela estava entre os 135 profissionais nomeados para reforçar a rede municipal de saúde.

Ao saber que havia uma vaga na unidade onde a mãe trabalha, a médica escolheu o local. Edilene atua na maternidade desde quando Patrícia tinha apenas oito anos.

Na última semana de outubro, a profissional iniciou os trabalhos e realizou o primeiro plantão, marcando o reencontro com a mãe agora como colega de trabalho.

Conquista também é da mãe

Nas redes sociais, Patrícia fez questão de reconhecer a importância de Edilene em sua trajetória e destacou o papel das políticas públicas na realização do sonho.

A médica também mencionou o sistema de cotas, a universidade pública e o Sistema Único de Saúde (SUS) como fundamentais para que ela e a irmã conseguissem construir suas carreiras.

“Hoje, minha conquista também é da minha mãe. E de todas as mulheres que lutam para que suas filhas possam ir mais longe”, escreveu.

Em outra publicação, Patrícia ressaltou que não esquece suas origens nem as oportunidades que ajudaram a transformar a realidade da família.

A história marca uma nova etapa para mãe e filha: depois de 23 anos trabalhando na limpeza da maternidade, Edilene agora acompanha a filha atendendo pacientes na mesma instituição.

Leia também

Mais em Brasil →