S&P 500 7.580 ↓ -1,82%Nasdaq 25.437 ↓ -2,86%Dow Jones 51.770 ↓ -1,09%Ibovespa 168.305 ↓ -0,52%FTSE 100 10.730 ↑ +0,07%DAX 25.818 ↓ -0,85%Nikkei 63.290 ↓ -2,12%Dólar R$ 5,45 ↑ +1,26%Euro R$ 6,09 ↑ +1,11%Bitcoin R$ 416.174 ↓ -0,74%S&P 500 7.580 ↓ -1,82%Nasdaq 25.437 ↓ -2,86%Dow Jones 51.770 ↓ -1,09%Ibovespa 168.305 ↓ -0,52%FTSE 100 10.730 ↑ +0,07%DAX 25.818 ↓ -0,85%Nikkei 63.290 ↓ -2,12%Dólar R$ 5,45 ↑ +1,26%Euro R$ 6,09 ↑ +1,11%Bitcoin R$ 416.174 ↓ -0,74%
Política

Governo desmente volta da taxa das blusinhas em 2027 e explica novas regras

Nova cobrança prevista pela reforma tributária gera dúvidas, mas não representa o retorno do imposto de 20% sobre encomendas internacionais de até US$ 50

Governo desmente volta da taxa das blusinhas em 2027 e explica novas regras

A chamada “taxa das blusinhas” não voltará a ser cobrada em 2027, segundo esclarecimento divulgado pelo governo federal nesta quinta-feira (29). A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) desmentiu publicações que circulam nas redes sociais e associam a reforma tributária ao retorno do Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.

A confusão começou porque uma nova contribuição, chamada Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), está prevista para entrar em vigor em 2027. Diferentemente da antiga taxa, o tributo será aplicado tanto a produtos brasileiros quanto a importados. Isso significa que haverá mudanças na tributação das compras, mas não a retomada da cobrança específica que ficou conhecida como “taxa das blusinhas”.

Leia também: TSE decide que condenados por violência contra a mulher podem ficar inelegíveis; entenda o que muda

LEIA TAMBÉM 

Lula sanciona lei que acaba com a “taxa das blusinhas”

O que realmente muda nas compras internacionais em 2027?

A principal alteração será a entrada em vigor da CBS, criada pela reforma tributária para substituir dois tributos federais atualmente existentes: o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

A nova contribuição fará parte do sistema de tributação sobre o consumo e será aplicada a mercadorias nacionais e importadas, conforme as regras estabelecidas pela legislação.

Isso inclui produtos adquiridos em plataformas internacionais, como Shein, Shopee e AliExpress, quando estiverem sujeitos às regras brasileiras de importação.

A diferença é que a CBS não será uma cobrança exclusiva sobre pequenas encomendas vindas do exterior. O tributo também alcançará produtos comercializados no mercado nacional.

Por isso, segundo o governo, é incorreto afirmar que sua implementação representa o retorno do Imposto de Importação de 20% sobre compras de até US$ 50.

Compras internacionais continuarão pagando impostos?

Sim. O fim da chamada “taxa das blusinhas” não significa que todas as encomendas internacionais estejam livres de tributação.

Atualmente, compras realizadas em plataformas estrangeiras já podem estar sujeitas à cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual também aplicado a mercadorias comercializadas no Brasil.

Com a reforma tributária, a CBS passará a integrar as regras de tributação dos produtos importados.

Na prática, o consumidor precisará continuar observando os impostos informados no momento da compra. A ausência da antiga alíquota de 20% do Imposto de Importação não garante que o pedido ficará livre de outras cobranças.

O valor final dependerá das regras tributárias aplicáveis à operação e das informações apresentadas pela plataforma responsável pela venda.

Por que a taxa das blusinhas foi encerrada?

A cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 passou a valer em agosto de 2024, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A medida provocou debates entre consumidores, representantes do comércio nacional e empresas que operam plataformas internacionais.

Enquanto parte do setor varejista defendia a cobrança como uma forma de reduzir diferenças tributárias entre produtos nacionais e importados, consumidores criticavam o encarecimento das encomendas.

Em maio de 2026, o governo federal zerou a alíquota do Imposto de Importação para as compras abrangidas pela medida. Posteriormente, em setembro, Lula sancionou a legislação que consolidou o fim da cobrança de 20% sobre essas remessas.

A decisão modificou o tratamento tributário das pequenas encomendas, mas não eliminou todos os impostos incidentes sobre compras feitas no exterior.

Por que surgiram rumores sobre o retorno da cobrança?

As publicações que circularam nas redes sociais misturaram duas medidas diferentes: a extinção do Imposto de Importação de 20% para determinadas compras e a implementação da CBS, prevista na reforma tributária.

Embora as duas envolvam a tributação de mercadorias importadas, possuem características e fundamentos legais distintos.

A Secom esclareceu que não existe previsão de restabelecimento da antiga cobrança em 2027 e que a CBS faz parte de uma reorganização mais ampla dos impostos sobre o consumo.

O objetivo declarado da reforma é estabelecer regras mais uniformes para a tributação de produtos e serviços, independentemente de sua origem.

O que o consumidor precisa observar em 2027?

Quem costuma comprar roupas, acessórios, eletrônicos e outros produtos em sites internacionais deverá acompanhar a implementação das novas regras tributárias.

A entrada em vigor da CBS poderá alterar a composição dos tributos apresentados nas compras, mas não significa, por si só, que a antiga taxa de 20% será restabelecida.

Também será importante verificar o valor total informado pelas plataformas antes de finalizar os pedidos, incluindo eventuais impostos e despesas de entrega.

Até o momento, o governo federal afirma que não há previsão de retorno da “taxa das blusinhas” em 2027. A mudança anunciada diz respeito à implementação da CBS, que também será aplicada aos produtos comercializados no Brasil.