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Nova onça-pintada é flagrada no Parque Nacional do Iguaçu e ganha nome em guarani

Registrado por câmeras de monitoramento em Foz do Iguaçu, o animal foi batizado de Mbyja, que significa “estrela”; parque abriga cerca de 25 onças-pintadas.

Nova onça-pintada é flagrada no Parque Nacional do Iguaçu e ganha nome em guarani

Uma nova onça-pintada foi registrada por câmeras de monitoramento no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O animal vive livremente na floresta e recebeu o nome de Mbyja, palavra em guarani que significa “estrela”. O registro foi divulgado nesta segunda-feira (26) e reforça a importância da área para a conservação da fauna brasileira.

A onça é adulta, mas ainda não foi possível identificar se é macho ou fêmea. O flagrante foi feito por equipamentos instalados na mata para acompanhar a presença e a movimentação de animais silvestres dentro da unidade de conservação.

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A identificação de novos indivíduos ajuda pesquisadores a monitorar a população da espécie e a compreender melhor sua presença no parque. Na Mata Atlântica, a onça-pintada enfrenta ameaças como a perda de habitat, a fragmentação das florestas e os conflitos com atividades humanas.

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Onça recebeu nome que significa “estrela”

O nome Mbyja foi escolhido a partir da língua guarani e significa “estrela”. A denominação faz referência à importância simbólica do animal e à esperança de preservação da biodiversidade nas áreas de floresta.

Como o registro foi realizado por uma câmera automática, o equipamento permitiu documentar a presença do felino sem a necessidade de aproximação direta de pessoas. Esse tipo de monitoramento é utilizado para acompanhar espécies que vivem em áreas extensas e de difícil acesso.

Câmeras ajudam a acompanhar a fauna

As câmeras instaladas na mata registram a passagem dos animais em diferentes pontos do parque. As imagens podem ajudar a identificar indivíduos, acompanhar deslocamentos e reunir informações sobre a ocorrência de espécies em seu habitat natural.

No caso das onças-pintadas, esses registros são importantes porque os animais ocupam grandes territórios e dependem de ambientes preservados para encontrar alimento, abrigo e condições adequadas para a reprodução.

Parque Nacional do Iguaçu é importante para a espécie

O Parque Nacional do Iguaçu possui aproximadamente 185 mil hectares e está entre as áreas de conservação mais importantes da Mata Atlântica no interior do Brasil. Além de proteger paisagens naturais conhecidas pelas Cataratas do Iguaçu, a unidade abriga uma diversidade de animais e plantas.

Estimativas divulgadas sobre a área apontam que cerca de 25 onças-pintadas vivem no parque. A população é considerada especialmente relevante porque a espécie está criticamente ameaçada de extinção na Mata Atlântica, onde restam menos de 300 indivíduos, segundo dados citados na reportagem original.

Maior felino das Américas

A onça-pintada é o maior felino das Américas e ocupa uma posição importante na cadeia alimentar. Como predador de topo, contribui para o equilíbrio dos ecossistemas ao influenciar a população de outras espécies.

A sobrevivência do animal depende da manutenção de áreas naturais conectadas, da disponibilidade de presas e do combate à caça ilegal. A expansão de atividades humanas sobre as florestas também pode reduzir o espaço disponível para a espécie e aumentar os conflitos com comunidades próximas.

Registro reforça importância da conservação

O flagrante de Mbyja acrescenta mais um registro ao monitoramento da fauna do Parque Nacional do Iguaçu. Embora uma imagem isolada não seja suficiente para determinar o tamanho ou a tendência de crescimento da população, ela confirma a presença do animal na área monitorada.

O acompanhamento contínuo por câmeras e por equipes de conservação permite reunir dados que ajudam a orientar ações de proteção. A preservação de grandes áreas de floresta é considerada fundamental para garantir que a onça-pintada continue encontrando condições para sobreviver e se reproduzir na natureza.

Com o novo registro, o parque volta a chamar atenção para a riqueza da biodiversidade paranaense e para os desafios de proteger uma das espécies mais emblemáticas da fauna sul-americana.

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